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ABDI e Embrapa realizam evento sobre Biomassa em Mato Grosso

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A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em conjunto com a Embrapa Agroenergia, lançou nesta quinta-feira (30), em Lucas do Rio Verde (MT), um projeto de mapeamento de biomassa, resíduos e efluentes. A partir das informações, as indústrias poderão se posicionar de forma estratégica na região.

Para dar início ao projeto, foi realizado o workshop “A Biomassa na Era da Bioeconomia: perspectivas para o agronegócio do Mato Grosso”. A ideia foi apresentar para produtores locais o que é biomassa e quais os seus possíveis usos. O diretor de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico da ABDI, Miguel Nery, apontou que esse projeto é fundamental, já que todo processo industrial gera rejeitos.

“Quando pensamos em produção industrial e agroindustrial, sabemos que existe tecnologia por trás, mas muitas vezes não pensamos nos resíduos que são produzidos. Uma consultoria vai mapear a biomassa na região, e, com isso, identificar quais as possibilidades de utilização econômica destes resíduos para aquela empresa”, explicou Miguel Nery.

Atualmente, 40% da produção das agroindústrias do Brasil é perdida por falta de energia elétrica. A ABDI fez um levantamento no interior do Mato Grosso que mostrou que o problema também afeta a região. “A biomassa é uma saída muito interessante para o problema energético. Com os resíduos é possível fazer energia própria que pode aumentar a rentabilidade da empresa e da região como um todo, inclusive criando mais empregos”, completou Miguel Nery.

Biomassa na rede elétrica

Em Sorriso, a 50 quilômetros de Lucas do Rio Verde, já existem exemplos exitosos. A Caramuru Alimentos utiliza uma espécie de farelo de madeira, resíduo das madeiras da região, para gerar energia. São produzidos até oito megawatts, suprindo completamente os quatro megawatts necessários para a produção da agroindústria.

O chefe geral da Embrapa Agroenergia, Guy de Capdeville, que também participou do workshop, defendeu a sensibilização dos produtores. “O importante é mostrar para os produtores que o resíduo é matéria-prima. A nossa proposta é que possamos ajudar os agricultores a dar um destino econômico aos resíduos e evitar um problema ambiental que eles teriam. Queremos resolver problemas, queremos agregar valor a algo que era refugo”.

O projeto vai ocorrer de forma piloto no Mato Grosso nos próximos três anos. A base de dados ficará disponível na internet para que os produtores possam consultar. A região de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop e Tapurah tem aproximadamente 30 agroindústrias.

ABDI e Embrapa realizam evento sobre Biomassa em Mato Grosso

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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