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Aprosoja comprova as péssimas condições de trafegabilidade na BR-163

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Equipe da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) esteve entre os dias 21 e 24 de maio na BR-163 realizando o Estradeiro, projeto que verifica a situação das principais rodovias de escoamento de grãos do país. O grupo focou no trecho de Sinop (MT) até Miritituba, distrito paraense ligado ao município de Itaituba, principal ponto de escoamento hidroviário de grãos de Mato Grosso.

De acordo com o coordenador de Logística da Aprosoja, Diogo Rutilli, a situação é preocupante. “Vimos alguns absurdos sendo cometidos, como uma operação tapa-buracos feita apenas com terra, sem uso apropriado da tecnologia. Em uma região onde o fluxo é de 600 caminhões por dia, e pode chegar até o dobro no pico de escoamento, é inadmissível que as construtoras façam esse tipo de manutenção”, destaca.

Outros 14 quilômetros, na divisa entre Mato Grosso e Pará, também não estão em boas condições. “Nesse trecho pavimentado as condições estão bem ruins comparada ao ano passado. Nós paramos, conversamos com a empresa, que nos prometeu resolver ainda esse ano e disse ter um plano de ação. Outro trecho pavimentado que está com péssimas condições, de cerca de 146 quilômetros, é o de Castelo dos Sonhos a Novo Progresso. No local, as empresas deveriam, supostamente, estar fazendo a manutenção da pavimentação. Isso não está acontecendo”, afirma o analista de Logística da Aprosoja, Julian Pereira.

Outro ponto preocupante, verificado pela equipe em trechos paraenses, é de obras realizadas nos últimos anos que já estão com problemas. “São trechos que com poucos anos de uso já está com a pavimentação comprometida. É válido lembrar que mesmo sendo mil quilômetros mais próximos do que a saída por Paranaguá, hoje, mandar a produção pelo Arco Norte custa cerca de R$ 12,00 a mais por tonelada do que mandar por Paranaguá ou até mesmo Santos”, completa Rutilli.

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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