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DECRETOS | Facmat e Associações Comerciais defendem reabertura do comércio em MT

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A reabertura do comércio nos diversos municípios de Mato Grosso foi debatida na tarde desta sexta-feira (27.03), por videoconferência, entre os presidentes da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), Jonas Alves, e das Associações Comerciais, e o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec-MT), César Miranda.

Responsabilidade é a palavra chave

Durante a videoconferência, o secretário e os representantes do setor chegaram a um entendimento de que precisam lutar pela reabertura do comércio, mesmo com a crise provocada pelo coronavírus, mas com responsabilidade e respeito à vida das pessoas.

O secretário informou que o Governo do Estado está preocupado com a situação econômica e que o novo decreto publicado no Diário Oficial da última quinta-feira (26.03) listava mais atividades que poderão continuar a operar durante o período de quarentena, sem que haja aglomeração de pessoas. Entretanto, Miranda pontuou que o decreto, não necessariamente, precisa ser cumprido pelos prefeitos.

A palavra do secretário da SEDEC – MT

“Por isso o diálogo é importante com os gestores municipais. O decreto é uma orientação, um caminho para que possamos, aos poucos, com muita responsabilidade, voltar a ter o comércio funcionando. Temos que ter pequenos cuidados, protocolos para evitar uma contaminação maior”, explicou César Miranda.

Ele ainda sugeriu aos presidentes das Associações Comerciais que discutam com os prefeitos nos municípios sobre o decreto para que haja flexibilização. “Em nenhum momento o Governo do Estado disse que temos que acabar com o isolamento, mas temos que continuar mantendo o comércio funcionamento minimamente para gerar economia. As pessoas precisam comer e ter emprego”, enfatizou.

Miranda informou ainda que Mato Grosso aguarda as decisões do Governo Federal quanto aos recursos destinados aos empresários na crise, para se basear e também propor benefícios ao setor no Estado.

“O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, junto com outros secretários de todo o país estão participando de videoconferências com o ministro Paulo Guedes. Depois do anúncio de medidas do pacote econômico, o Estado também deve se posicionar”.

O que diz o presidente da FACMAT

Para o presidente da Facmat, Jonas Alves, o momento pede que o poder público ajude as empresas com a postergação do recolhimento dos impostos em todas as esferas de governo, municipal, estadual e federal.

Ele disse ainda que o momento pede maior aproximação e entrosamento, mesmo por videoconferência, entre a classe empresarial do Estado, em especial, as Associações Comerciais que podem unir forças para criar soluções durante a crise provocada pelo coronavírus.

“Precisamos nos aproximar cada vez mais, e neste momento só virtual mesmo, valorizar as Associações Comerciais que são a voz dos empresários nos municípios, e juntos buscar soluções para que os empresários sobrevivam em meio a tudo o que está acontecendo. Precisamos defender os empregos que geramos à nossa população”, justificou o presidente da Facmat.

A videoconferência contou com participações dos presidentes das Associações Comerciais dos municípios de Água Boa, Alta Araguaia, Arenápolis, Cáceres, Campo Verde, Colíder, Cuiabá, Diamantino, Itaúba, Lucas do Rio Verde, Nova Olímpia, Nova Nazaré, Rondonópolis, Tangará da Serra, Terra Nova e Itanhangá, além da equipe estratégica e de apoio da Facmat e da Associação Comercial de Cuiabá.

 

FONTE: Redação MinutoMT com informações da Assessoria

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Pesquisadores alertam para perdas de até 100% das plumas de algodão por ataque de Aphelenchoides

Nematoide que acomete a parte aérea da planta, ainda com poucos resultados de estudos, também é o vilão causador da Síndrome da haste verde e retenção foliar na soja, e apresenta maior perigo com incidência elevada de chuvas

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Estragos do fitonematoide em lavouras de algodão podem causar perdas, em alguns casos ,de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Não é só o produtor de soja que deve se preocupar com o ataque de Aphelenchoides besseyi, nematoide que se alimenta de fungos presentes no solo e restos culturais e que parasita a parte aérea da planta. Na soja, causa a Síndrome da haste verde e retenção foliar (“Soja Louca II”), que leva a mais de 60% de abortamento das inflorescênciasMas ele não fica restrito à oleaginosa, os pesquisadores – a nematologista Rosangela Silva, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica, têm visto a campo grandes estragos do fitonematoide em lavouras de algodão, com perda em alguns casos de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Um fator muito importante para quantificar o nível de infestação e multiplicação desse nematoide é o regime de chuvas. Se desde o início do plantio da cultura houve muita precipitação e com constância até o florescimento, segundo Santino, observam-se situações em que as perdas vão de 80 até 100% da produção de frutos. “O produtor não vai colher nada nessa área que foi atacada. É uma preocupação que se deve ter com a soja, mas também com o algodão”, destaca. Um dos agravantes apontados por ele são as regiões sob pivô, pois ainda que a chuva cesse é possível criar condições favoráveis “por conta da umidade oferecida pela irrigação”.

Situação em Mato Grosso

Referência em produção de algodão, Mato Grosso plantou na safra 2021/22, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma área de cerca de 1,18 milhão de hectares. No Estado, o início da semeadura acontece de dezembro a fevereiro e a colheita a partir de junho, momento que possivelmente as lavouras implantadas mais cedo já estão sendo colhidas. “É a partir daí que o produtor vai verificar as perdas, visualizando até a presença de plantas que continuam vegetando quando deveriam começar a senescência. Ainda que ele possa utilizar o dessecante químico, essas plantas podem continuar vegetando”, pontua o pesquisador da Agronema.

Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica

Esse ano, os meses de janeiro, fevereiro e março foram chuvosos, mas dentro da média prevista, com o acumulado mensal na casa de 200 milímetros. No entanto, em abril, a quantidade de chuva caiu significativamente, ficando abaixo de 80 milímetros. “Essa redução influencia na presença dos sintomas de Aphelenchoides porque deixa de oferecer condição ideal para o desenvolvimento do patógeno”, conta Santino. Ainda assim, não se pode descuidar, já que ano após ano, de acordo com as condições climáticas, há maior ou menor incidência do problema.

Identificação recente

A Síndrome da haste verde da soja é relativamente nova. Seu agente causal foi identificado há quase uma década e, somente em 2017, a presença da doença foi observada no algodão, especificamente no município de Sapezal-MT. “Já sabemos que em áreas onde há o patógeno sem o manejo de plantas daninhas, o problema tende a ser mais agravado porque boa parte delas, principalmente as leguminosas e dicotiledôneas, multiplicam mais esse nematoide, permitindo que esteja não só presente no campo, mas em maior quantidade”, explica Rosangela.

Santino diz que o plantio direto traz uma série de melhorias para o solo e produção, mas, por outro lado, também oferece condições de manutenção desse fitonematoide, por causa da umidade e da palhada, que permitem a multiplicação de fungos. Estes, por sua vez, alimentam Aphelenchoides besseyi na entressafra. A introdução desse nematoide nas áreas em que ainda não há a sua presença também pode acontecer por meio do plantio de sementes forrageiras, especialmente a braquiária, “que não foi devidamente processada, que tenha restos de torrões e sem tratamento nematicida”.

A recomendação de ambos os pesquisadores é evitar, sempre que possível, a sequência de plantio de algodão em áreas que estavam com soja com histórico da Síndrome da haste verde. Também orientam para que, em plantações com grande infestação, adote-se o revolvimento do solo. A prática, mesmo ainda sem dados técnicos científicos de comprovação, é observada com bons resultados aliados à utilização de nematicidas em tratamento de sementes e/ou aplicação de algum produto foliar.

“Estamos em um momento inicial das pesquisas. Há vários testes com produtos químicos e biológicos sendo conduzidos. Ainda não temos uma posição técnica que ofereça um manejo com a certeza de um nível de controle satisfatório. A Fundação MT está com experimentos em andamento e esperamos em breve ter resultados. Por isso, fica o alerta para a máxima atenção às lavouras, seja de soja ou algodão”, completa a pesquisadora Rosangela.

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte à classe agrícola na missão de dar vida aos resultados através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, um centro de pesquisa local e outros seis Centros de Pesquisa Avançada (CAD) distribuídos pelo Estado nas cidades de Sorriso, Nova Mutum, Sapezal, Itiquira, Primavera do Leste e Serra da Petrovina. Saiba mais em www.fundacaomt.com.br.

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