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Desafios da comercialização de milho no Brasil

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Antecipar tendências de preços de milho no Brasil não é tarefa fácil. As condições de oferta e demanda regionais prevalecem no processo de formação de preços deste cereal, o que, por sua vez, faz com que os valores não apresentem a mesma tendência entre as diferentes praças produtoras do País.

Esse contexto segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA)  impõe um grande desafio aos diferentes agentes que operam neste mercado. Vale lembrar que o milho é um insumo de grande importância para outras cadeias produtivas, amplamente utilizado como ração animal, nas indústrias alimentícia, química, farmacêutica, de papéis, têxtil, matéria-prima para produção de biocombustíveis, entre outras agroindústrias.

Diante da importância do cereal para os custos e, portanto, a rentabilidade de produtores e agentes das diferentes cadeias produtivas, a necessidade de gerenciar os riscos em termos de oscilação indesejada de preço é evidente.

Em comparação à soja, as condições internacionais têm peso menor – porém crescente – no mercado de milho. Isso ocorre porque, no caso da oleaginosa, as transações internacionais do grão e dos derivados representam cerca de 2/3 da produção mundial.

No milho, as transações internacionais do cereal representam menos de 15% da produção mundial. Assim, para que choques de preços internacionais sejam repassados entre países, na prática, é preciso que as transações ocorram e isto pode demorar algumas semanas ou até meses.

No mercado interno, os principais fundamentos que corroboram as diferenças regionais de preços são custos do transporte, tributação complexa, valores nos portos, ritmo de exportação, estoques, clima e o descompasso entre a oferta e a demanda em diferentes momentos do ano.

Nesse sentido, para melhor entendimento de preços regionais, é importante que os agentes considerem os períodos de safra e entressafra e também as movimentações verificadas em anos anteriores (sazonalidade). Tendo em vista as incertezas na produção e comercialização, é importante garantir, de forma antecipada, o preço de venda ou de compra para uma parte da produção ou de consumo.

Como nos últimos anos a taxa de crescimento da oferta tem sido maior do que a de consumo interno, puxada principalmente pela segunda safra, há geração de excedentes, que precisam ser exportados. Com isso, atualmente, o mercado brasileiro tem maior relação com o internacional e agentes passam a buscar uma interação entre as cotações externas e internas.

Nesse contexto, as exportações passaram a exercer maior influência sobre as cotações domésticas, principalmente no segundo semestre, quando a disponibilidade interna é maior. Neste ano, especificamente, as recentes disputas comerciais entre Estados Unidos e China e dificuldades no semeio norte-americano tendem a favorecer as exportações brasileiras e, consequentemente, a impulsionar as cotações domésticas.

Indicativo

Uma referência importante no mercado de milho é o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, que tem como base a região de Campinas (SP), e é utilizado na liquidação financeira de contratos futuros negociados na B3. Na Bolsa, agentes podem fixar o preço de venda (ou compra), ao utilizar o contrato futuro.

Vale ressaltar que os contratos de milho são de liquidação financeira, o que significa que as posições em aberto, após o encerramento do pregão do último dia de negociação, serão liquidadas pela B3 na data de vencimento, pela média aritmética dos últimos três dias (incluindo o dia de vencimento) do Indicador ESALQ/BM&FBovespa. Via contrato futuro, o produtor e/ou o demandante podem fixar o preço de venda e/ou de compra, como forma de proteção das oscilações.

 

Fonte: Da Redação com CEPEA

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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