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Dólar recua após disparada, mas tensão entre Israel e Irã mantém mercados em alerta; Ibovespa segue pressionado
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O mercado financeiro inicia a semana sob cautela, refletindo o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. Após registrar forte valorização na última sexta-feira (5), o dólar opera com leve queda frente ao real nesta segunda-feira (8), enquanto o Ibovespa permanece pressionado e abaixo dos 170 mil pontos.
Por volta da manhã desta segunda-feira, a moeda norte-americana era negociada próxima de R$ 5,15, com oscilação negativa moderada após o avanço de quase 1,8% no pregão anterior. Já o principal índice da Bolsa brasileira registrava leve baixa, refletindo a aversão global ao risco.
Escalada no Oriente Médio aumenta busca por ativos seguros
O principal fator de preocupação dos investidores continua sendo o agravamento dos confrontos entre Israel e Irã. A recente troca de ataques elevou a incerteza nos mercados internacionais, impulsionando a procura por ativos considerados mais seguros, como o dólar, e provocando volatilidade nas bolsas globais.
Além do cenário geopolítico, o mercado segue reavaliando as perspectivas para a política monetária norte-americana. Dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos reforçaram a percepção de que o Federal Reserve poderá manter juros elevados por mais tempo, fortalecendo a moeda americana em escala global.
Bolsa brasileira acumula sequência histórica de perdas
Na última sexta-feira, o Ibovespa encerrou o pregão aos 169 mil pontos, com queda de 0,77%, marcando a oitava semana consecutiva de recuo — a maior sequência negativa da série histórica iniciada em 1982. O movimento reflete a saída de recursos de mercados emergentes diante do aumento da percepção de risco global.
O fortalecimento do dólar também pressiona empresas brasileiras mais dependentes de capital estrangeiro e aumenta a cautela dos investidores em relação aos ativos domésticos.
Petróleo em alta acompanha tensão geopolítica
As commodities energéticas também permanecem no radar. Os preços internacionais do petróleo avançaram após os novos confrontos no Oriente Médio, uma vez que a região concentra parte relevante da produção mundial da commodity. A valorização do petróleo pode influenciar custos logísticos, inflação global e expectativas para as economias emergentes, incluindo o Brasil.
Desempenho dos mercados
- Dólar
- Cotação: próximo de R$ 5,15
- Acumulado da semana: +2,26%
- Acumulado de junho: +2,26%
- Acumulado de 2026: -6,05%
- Ibovespa
- Pontuação: próximo de 168 mil pontos
- Acumulado da semana: -2,74%
- Acumulado de junho: -2,74%
- Acumulado de 2026: +4,90%
Perspectivas
Analistas avaliam que a volatilidade deve permanecer elevada nos próximos dias, especialmente diante da evolução do conflito entre Israel e Irã e das expectativas sobre os juros americanos. Para o agronegócio brasileiro, a valorização do dólar tende a favorecer a competitividade das exportações, mas pode elevar os custos de insumos importados, fertilizantes e defensivos agrícolas.
Com investidores monitorando atentamente o cenário internacional, o comportamento do câmbio e da bolsa seguirá diretamente ligado aos desdobramentos geopolíticos e às decisões de política monetária das principais economias do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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