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Encontro de mulheres rurais reúne 250 pessoas em MT

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Com o tema “mulher rural promotora do desenvolvimento sustentável no campo”, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com Cooperativa Agropecuária Mista de Santo Antônio de Leverger (Coopamsal), realizou na quinta-feira (05) o primeiro encontro de mulheres rurais. O evento foi na propriedade do agricultor Manoel Teixeira, na Comunidade Agrovila das Palmeiras. Além disso, reuniu mais de 250 pessoas.

O presidente da Empaer, Renaldo Loffi, destacou a importância da comunidade que possui 800 famílias e oito Assentamentos Rurais. Ele colocou a empresa à disposição no atendimento às mulheres no serviço de assistência técnica, linhas de crédito, área social e outros. A vice-prefeita do município, Francieli Magalhães, falou que este tipo de evento proporciona a integração e entretenimento entre as mulheres e jovens das comunidades rurais.

Já a extensionista social da Empaer, Malvineide de Miranda Freitas, explicou que o objetivo do encontro foi a valorização da mulher no processo do desenvolvimento rural sustentável. Houve também atividades recreativas, culturais e informações que puderam ajudá-las a investir na propriedade, vida pessoal e a promover mudanças. O encontro contou com representantes de 19 comunidades rurais. “Assim, acredito que foi um dia com atividades voltadas para a autoestima e bem estar de todas”, enfatiza.

A vice-presidente da Cooperativa Agropecuária Mista de Santo Antônio de Leverger (Coopamsal) e produtora rural, Valdete Alves de Paula Lima, comentou que possui uma área de quase 10 hectares e a renda da família decorre do que produzem na propriedade. Atualmente fabrica óleo de coco de babaçu e comercializa por R$ 100,00 o litro. Vende também polpa de frutas de araçá boi, tamarindo, acerola e cupuaçu. Tem ainda criação de pequenos animais e está diversificando a produção de alimentos com a implantação dos Sistemas Agroflorestais (Saf’s).

Reflexão e interação

De acordo com Valdete, o encontro de mulheres foi um dia diferente, ou seja, de reflexão que abordou temas sobre o valor do trabalho da mulher, troca de informações e interação entre as comunidades. A produtora rural, Maria José Wakinaguni, mora na Agrovila há 23 anos, possui uma área de 14 hectares e produz farinha, melado e outros. Ela comentou que a realização do encontro foi importante e deveria acontecer mais vezes. Sugere, ainda, que nos próximos encontros seja debatida a sucessão familiar na área rural. “Tenho três filhos e sinto que não faremos sucessores da terra e sim herdeiros”, esclarece.

A produtora rural Isabel Siqueira Camargo e sua filha, Silmara Siqueira Camargo participaram do evento pela primeira vez. Isabel cultiva mandioca, frutas e possui criação de bovinos, suínos, frangos e outros. No caso de Silmara, ela está organizando a sua propriedade para fazer o pré-processamento da mandioca. Tem um cultivo de 15 hectares da cultura, das variedades Liberata e Camanducaia. “Eu adoro o que faço no campo e espero continuar o meu trabalho por muito tampo”, enfatiza Isabel.

Empreendedorismo

Durante o evento foi realizada exposição e comercialização de artesanato, produção de doces, mel, melado, farinha de mandioca, óleo de babaçu, rapadura, pinturas em tecido, pano de prato, tapetes, bordados e outros.

As participantes também receberam um atendimento diferenciado para tratar da beleza e autoestima com o apoio de profissionais, cabeleireiros, maquiadores e outros.

Por Redação MinutoMT (com assessoria)

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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