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Festival valoriza produto de peso na balança comercial de Mato Grosso

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No Braseiro, o público poderá contar com carne de qualidade, com cortes selecionados e de raças diferenciadas – que têm ganhado cada vez mais espaço na pecuária nacional, como é o caso das raças Angus e Wagyu, além daquelas mais tradicionais como a Nelore”, pondera Marco Túlio Duarte Soares, presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Mato Grosso é responsável pela maior produção de bovinos do país com mais de 30 milhões de cabeças, que são comercializadas no mercado interno e em mais de 80 países do mundo, segundo dados da Acrimat.
Esses números fazem com que a carne bovina seja um forte item na balança comercial do Estado – figurando entre os principais geradores de divisas ao lado da soja, do algodão e do milho.
Mas, alcançar patamar de reconhecimento dessas commodities agrícolas é o grande desafio da carne mato-grossense. E esse é um dos objetivos do Festival Braseiro, que chega em Rondonópolis [a 240 km de Cuiabá], no próximo dia 8 de setembro, para sua 5ª edição.
Entre os produtos pecuários – que também incluem suínos, frango, leite e ovos –, os bovinos são os de maior rendimento no campo mato-grossense, sendo responsáveis por 76,52% de todo o valor que é gerado pela produção de proteína animal [R$ 11,803 bilhões dos R$ 15,423 bilhões que deverão ser gerados este ano], conforme projeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Conforme explica o presidente da Acrimat, Marco Túlio, nem sempre a população tem a dimensão de todos esses números e do que eles representam para o estado de Mato Grosso. De acordo com ele, eventos como Braseiro – que é considerado o maior festival de carnes nobres do país – ajudam a ampliar o potencial da carne bovina mato-grossense e a dar a verdadeira dimensão dessa cadeia produtiva. Marco Túlio também é idealizador do Festival.

“O Festival Braseiro nasceu porque somos apaixonados por carne, estamos no maior Estado produtor dessa proteína e que tem o maior rebanho do Brasil – considerado também o sexto maior do mundo. A questão é que nem sempre o grande público tem noção de quão importante economicamente a carne bovina é para o Estado. Precisamos valorizar a criação de gado bovino em Mato Grosso”, avalia.

Neste viés, Marco Túlio destaca que a proteína animal pode ser explorada de diversas formas. “Uma delas, por exemplo, é gastronomicamente, que é um nicho de grande poder econômico e gerador de emprego e renda. Até porque possuímos a melhor carne do país.

VALOR BRUTO – Nos últimos nove anos, o valor bruto da produção de carne bovina em Mato Grosso aumentou 50,24%, passando de R$ 7,856 bilhões em 2009 para R$ 11,803 bilhões em 2018. O valor corresponde a 18,50% do total que é gerado no campo em Mato Grosso, cuja previsão para este ano é de R$ 83,333 bilhões incluindo as produções agrícolas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, como estima o Mapa. “Todos esses números revelam a grandeza e o importante papel que a carne bovina tem para a economia do Estado e do país”, reforça Marco Túlio.

EXPORTAÇÕES – O Brasil exportou mais carnes in natura em julho em relação a junho deste ano. Superado o efeito da greve dos caminhoneiros, que paralisou o escoamento no fim de maio e afetou o desempenho dos embarques em junho deste ano, o mercado registrou no sétimo mês do ano uma retomada no ritmo das exportações, segundo aponta um levantamento do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgado no último dia 1.

Como tradicionalmente acontece no segundo semestre, a demanda externa também se mostrou aquecida. A exportação de carne bovina in natura somou 130,9 mil toneladas – volume 140,6% superior ao total de 54,4 mil toneladas embarcadas em junho. Na variação anual, o avanço foi de 24,4% perante as 105,2 mil toneladas vendidas ao exterior em julho de 2017. A receita com as vendas da proteína animal atingiu US$ 636,7 milhões em junho, aumento de 128,3% comparado ao mês anterior, quando o faturamento bateu em US$ 278,9 milhões. O montante é 42,7% maior que os US$ 446,2 milhões obtidos em igual mês do ano passado.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2018, o desempenho da carne bovina in natura ainda é positivo. Os embarques somam 664,9 mil toneladas, 5,65% maiores do que as 629,3 mil toneladas embarcadas de janeiro a julho de 2017. A receita cresceu 13,1%, de US$ 2,538 bilhões para US$ 2,872 bilhões.

FESTIVAL BRASEIRO – No dia 8 de setembro, mais de 250 churrasqueiros irão se mobilizar para comandar 41 estações de preparo de carnes especiais e assar cerca de quatro toneladas de cortes de bovino, suíno, aves, peixe e cordeiro em harmonia perfeita com o clima de fazenda propício para confraternizações ao ar livre.

Realizado pela Associação Braseiro, o Festival Braseiro traz em seus pilares um cunho social. Todos os churrasqueiros trabalham voluntariamente e 100% do lucro será revertido para entidades – a serem definidas por meio de edital, previsto para abrir em agosto. A 5ª edição do evento ainda contará com shows da banda nacional Texas Radio, da dupla Paulo Mafra e Thulio Viola e do grupo Henrique Maluf & Cerrado Groove.

Vale destacar que o Festival Braseiro será realizado, a partir das 12h, no Clube dos Funcionários da Fundação MT, que está localizado ao lado do Horto Florestal, na Vila Goulart, em Rondonópolis (MT).

Mais informações pela fan page do Festival Braseiro.

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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