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ILPF é destaque em evento tecnológico em Mato Grosso

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Líder nacional na produção de grãos, Mato Grosso é um dos estados brasileiros que se destaca no avanço da utilização dos sistemas integrados na produção agropecuária e, atualmente, é o segundo colocado no ranking dos estados que fazem uso do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, com aproximadamente 1,7 milhões de hectares cultivados. O estado vizinho Mato Grosso do Sul ocupa o primeiro lugar com mais de dois milhões de hectares com sistemas integrados. Em todo Brasil já são mais de 14 milhões hectares.
O assunto de interesse de muitos produtores, pesquisadores e até estudantes foi um dos destaques da primeira ação de abertura da 11ª edição da Parecis SuperAgro, que começou na manhã desta segunda-feira (09.04), com um Dia de Campo na Fazenda São Paulo, em Brasnorte. A iniciativa foi uma parceria da 11ª Parecis SuperAgro – Feira de Tecnologias e Negócios, a Embrapa.
Referência pelo uso do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a Fazenda São Paulo destina 50 hectares de sua área para consorciar, eucalipto, teca, mogno africano e criação de gado. Pela alta fertilidade do solo, o capim-mombaça foi a espécie escolhida para a pastagem entre as árvores. Na ocasião, os especialistas no assunto apresentaram alguns resultados do aumento da adesão ao sistema em nível de Brasil e Mato Grosso, citando exemplos de propriedades que atuam no segmento e a satisfação do produtor. Além de dicas de manejo, técnicas adotadas, mão de obra especifica e escolha de mercado.
Segundo o proprietário, Vitório Herklotz, o processo de introduzir pecuária na agricultura é uma luta que já dura mais de 10 anos, quanto à presença da floresta também é algo que se arrasta por longas datas, pois antes de plantar as espécies que existem hoje, a Acácia era quem ocupava essa área.
“Eu sou um homem que gosta de modificar, melhorar e quantificar o sistema. Ainda não posso dizer que os resultados futuros serão os melhores, mas estou confiante e a sombra que essas árvores fazem para os animais, paga parte do esforço”, frisou.
A paixão pela pecuária e a busca por novas alternativas no setor do agronegócio, também fizeram parte da decisão de Vitório. O empresário diz ainda que os sistemas integrados são alternativas muito interessantes, principalmente para o gado que tem aumento de peso até considerável em relação ao pasto solteiro. Além do retorno financeiro que essa madeira pode trazer em alguns anos.
Porém, no sistema ILPF existe um problema que não vem agradando em nada o produtor: a predação do gado nas árvores. Quem explicou melhor sobre esse fator e o porquê ele acontece com tanta frequência foi a zootecnista da Embrapa Sudoeste, Maria Luiza Nicodema. Respondendo às perguntas do público presente, Maria Luiza esclareceu as dúvidas e destacou que uma boa alimentação suplementada com minerais e proteínas pode ser a primeira alternativa para uma solução.
“O produtor precisa ter quantidade e qualidade, evitar animais que tenham comido árvores antes, deixar o animal em pasto de boa qualidade, manter a taxa de lotação adequada e manejo sanitário. Sabemos que existem espécies de eucalipto que são mais atrativas, mas com o passar do tempo às cascas das plantas vão ficando mais duras e deixam de ser uma busca do animal”, destacou.
Para a presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Giovana Velke, o Dia de Campo da Parecis SuperAgro trouxe para a discussão um assunto que vive sendo pautado pelo país, que mesmo sendo considerado novo por muitos, já apresenta bons resultados para o produtor que aderiu. “Agradeço a presença de todos que vieram ao evento, espero que os resultados apresentados possam superar as expectativas dos participantes e sirva de exemplo e motivação para outros participantes”, concluiu.
SERVIÇO – A 11ª Parecis SuperAgro – Feira de Tecnologia e Negócios teve início nesta segunda-feira e segue até a quinta-feira (12.04).

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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