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Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio

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Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio

O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.

De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.

Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo

Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.

Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.

Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro

Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.

A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.

Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas

O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.

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As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.

A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.

Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score

Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.

Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.

Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural

Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.

Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.

Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva

O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.

Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.

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Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro

Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.

Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.

A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).

Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco

Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.

Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.

Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro

Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.

A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro brasileiro busca expansão internacional e encontra oportunidades no mercado dos Estados Unidos

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Integração entre mercados amplia oportunidades no agronegócio

A busca por novos mercados tem levado o agronegócio brasileiro a intensificar sua presença no cenário internacional. A integração entre diferentes mercados agrícolas vem se consolidando como uma estratégia relevante para ampliar oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do setor.

Mesmo diante de um ambiente global marcado pela forte disputa por commodities, a troca de conhecimento, tecnologia e práticas produtivas entre países pode gerar ganhos estratégicos tanto para empresas quanto para produtores rurais.

Brasil e Estados Unidos apresentam modelos complementares

Nesse cenário, Brasil e Estados Unidos se destacam como duas das principais potências agrícolas do mundo, com características produtivas que se complementam.

Enquanto o modelo norte-americano é reconhecido pela alta eficiência e uso intensivo de tecnologia, o Brasil se diferencia pela diversidade de culturas e pela capacidade de realizar múltiplas safras ao longo do ano. Essa combinação abre espaço para inovação e expansão de negócios entre os dois países.

Planejamento é essencial para entrada no mercado americano

A entrada no mercado dos Estados Unidos exige planejamento detalhado e compreensão das particularidades locais. De acordo com especialistas, é fundamental conhecer as especificidades produtivas de cada região e adaptar as estratégias comerciais às demandas locais.

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Além disso, entender a cultura de negócios e as práticas agrícolas adotadas no país é um passo essencial para reduzir barreiras de entrada e aumentar as chances de sucesso.

Diferenças regionais exigem estratégias específicas

O mercado norte-americano apresenta grande diversidade regional, o que exige abordagens distintas por parte das empresas interessadas em atuar no país.

Estados como a Califórnia, por exemplo, possuem forte vocação para a fruticultura, enquanto regiões tradicionais produtoras de grãos demandam estratégias mais consolidadas e competitivas. Essa segmentação reforça a importância de um planejamento direcionado para cada nicho de atuação.

Estrutura local e suporte técnico são diferenciais competitivos

Outro fator determinante para o sucesso no mercado americano é a construção de uma estrutura local sólida. A presença de parceiros comerciais ou estoques dentro dos Estados Unidos contribui para aumentar a confiança nas negociações.

O mercado valoriza fortemente o suporte técnico eficiente e a capacidade de reposição rápida de produtos, o que torna a logística um ponto estratégico para empresas estrangeiras.

Domínio do idioma e conhecimento regulatório são fundamentais

O domínio do idioma inglês e o entendimento das exigências regulatórias e logísticas também são considerados requisitos básicos para atuar no país.

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Esses fatores influenciam diretamente a capacidade de negociação, adaptação e conformidade com as normas locais, elementos essenciais para consolidar a presença no mercado.

Mercado competitivo exige maturidade operacional

Apesar das oportunidades, o mercado norte-americano é altamente competitivo e consolidado. Por isso, especialistas recomendam que a entrada seja feita por empresas que já possuem operações estruturadas e experiência no setor.

Nesse contexto, a internacionalização para os Estados Unidos tende a ser mais indicada para negócios que buscam expansão após consolidação no mercado interno, com capacidade de competir em um ambiente exigente e dinâmico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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