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Indea define regras sanitárias para entrada de animais na 47ª Exposul

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O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso se reuniu com os representantes das Comissões responsáveis pelos eventos que envolvem exposição ou venda de animais durante a 47ª Exposul. Entre os assuntos da pauta, a definição das regras que envolvem a cavalgada, os leilões, a exposição de animais e comercialização de produtos de origem animal, todos devem ter certificação do serviço de inspeção.

Representando o Indea, participaram Raphael Henrique Palha Ribeiro, médico veterinário; Estevão Galhego Mari, médico veterinário e fiscal estadual de defesa agropecuária e florestal e Victor Amorim, responsável pela unidade de Rondonópolis UVL – Unidade Veterinária Local.

O Sindicato Rural foi representado por Alberto Torremocha, diretor do Rodeio e Neurivaldo Antonio de Souza Júnior, da coordenação da Cavalgada e do Torneio Leiteiro; e a Empaer por Benjamim Silveira Neto, diretor da unidade de Rondonópolis. Pela prefeitura o secretário municipal de Cultura, Humberto de Campos representou também a equipe da Agricultura que está envolvida no projeto da Agricultura Familiar.

A gerente do Sindicato, Fabrízia Hinrichsen, explicou a respeito da programação da 47ª Exposul, dentro de todas as atividades que envolvem animais. “A maioria das regras já é de conhecimento das Comissões. A Exposul respeita à risca as determinações sanitárias do Indea, isso garante segurança para quem traz animais ou produtos de origem animal e, principalmente para os visitantes”, disse Fabrízia.

A princípio o representante local do Indea, Victor Amorim, solicitou informações sobre o rodeio; animais de argola; polícia montada e provas equestres, que ainda não estão definidas.

“Os requisitos de exigências sanitárias estão semelhantes aos do ano passado. Com reforço à questão da Brucelose. Por isso já solicitamos a reestruturação do acesso pelo Portão 5 do Indea. Precisamos afundar a área do rodolúvio para evitar que os produtos de desinfecção vazem pelas laterais com a passagem dos caminhões; além disso já solicitamos a limpeza e desinfecção do Parque com produtos específicos, a definição, a partir daí, o período de vazio sanitário e a disponibilidade de um espaço específico para que o Instituto funcione durante a Exposul, com toda a estrutura necessária”.

Fabrízia assegurou que todas as determinações serão atendidas para que a Exposul transcorra com a maior garantia de sanidade.  “Já marcamos a data para a limpeza e desinfecção para essa sexta-feira, 21. A partir de agora o Parque está em quarentena e não recebe mais nenhum animal”, garante a gerente do Sindicato Rural, que afirmou ainda que tudo está sendo organizado para que expositores ou visitantes não tenham nenhum problema.

 

Fonte: MinutoMT com Assessoria 

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Pesquisadores alertam para perdas de até 100% das plumas de algodão por ataque de Aphelenchoides

Nematoide que acomete a parte aérea da planta, ainda com poucos resultados de estudos, também é o vilão causador da Síndrome da haste verde e retenção foliar na soja, e apresenta maior perigo com incidência elevada de chuvas

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Estragos do fitonematoide em lavouras de algodão podem causar perdas, em alguns casos ,de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Não é só o produtor de soja que deve se preocupar com o ataque de Aphelenchoides besseyi, nematoide que se alimenta de fungos presentes no solo e restos culturais e que parasita a parte aérea da planta. Na soja, causa a Síndrome da haste verde e retenção foliar (“Soja Louca II”), que leva a mais de 60% de abortamento das inflorescênciasMas ele não fica restrito à oleaginosa, os pesquisadores – a nematologista Rosangela Silva, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica, têm visto a campo grandes estragos do fitonematoide em lavouras de algodão, com perda em alguns casos de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Um fator muito importante para quantificar o nível de infestação e multiplicação desse nematoide é o regime de chuvas. Se desde o início do plantio da cultura houve muita precipitação e com constância até o florescimento, segundo Santino, observam-se situações em que as perdas vão de 80 até 100% da produção de frutos. “O produtor não vai colher nada nessa área que foi atacada. É uma preocupação que se deve ter com a soja, mas também com o algodão”, destaca. Um dos agravantes apontados por ele são as regiões sob pivô, pois ainda que a chuva cesse é possível criar condições favoráveis “por conta da umidade oferecida pela irrigação”.

Situação em Mato Grosso

Referência em produção de algodão, Mato Grosso plantou na safra 2021/22, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma área de cerca de 1,18 milhão de hectares. No Estado, o início da semeadura acontece de dezembro a fevereiro e a colheita a partir de junho, momento que possivelmente as lavouras implantadas mais cedo já estão sendo colhidas. “É a partir daí que o produtor vai verificar as perdas, visualizando até a presença de plantas que continuam vegetando quando deveriam começar a senescência. Ainda que ele possa utilizar o dessecante químico, essas plantas podem continuar vegetando”, pontua o pesquisador da Agronema.

Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica

Esse ano, os meses de janeiro, fevereiro e março foram chuvosos, mas dentro da média prevista, com o acumulado mensal na casa de 200 milímetros. No entanto, em abril, a quantidade de chuva caiu significativamente, ficando abaixo de 80 milímetros. “Essa redução influencia na presença dos sintomas de Aphelenchoides porque deixa de oferecer condição ideal para o desenvolvimento do patógeno”, conta Santino. Ainda assim, não se pode descuidar, já que ano após ano, de acordo com as condições climáticas, há maior ou menor incidência do problema.

Identificação recente

A Síndrome da haste verde da soja é relativamente nova. Seu agente causal foi identificado há quase uma década e, somente em 2017, a presença da doença foi observada no algodão, especificamente no município de Sapezal-MT. “Já sabemos que em áreas onde há o patógeno sem o manejo de plantas daninhas, o problema tende a ser mais agravado porque boa parte delas, principalmente as leguminosas e dicotiledôneas, multiplicam mais esse nematoide, permitindo que esteja não só presente no campo, mas em maior quantidade”, explica Rosangela.

Santino diz que o plantio direto traz uma série de melhorias para o solo e produção, mas, por outro lado, também oferece condições de manutenção desse fitonematoide, por causa da umidade e da palhada, que permitem a multiplicação de fungos. Estes, por sua vez, alimentam Aphelenchoides besseyi na entressafra. A introdução desse nematoide nas áreas em que ainda não há a sua presença também pode acontecer por meio do plantio de sementes forrageiras, especialmente a braquiária, “que não foi devidamente processada, que tenha restos de torrões e sem tratamento nematicida”.

A recomendação de ambos os pesquisadores é evitar, sempre que possível, a sequência de plantio de algodão em áreas que estavam com soja com histórico da Síndrome da haste verde. Também orientam para que, em plantações com grande infestação, adote-se o revolvimento do solo. A prática, mesmo ainda sem dados técnicos científicos de comprovação, é observada com bons resultados aliados à utilização de nematicidas em tratamento de sementes e/ou aplicação de algum produto foliar.

“Estamos em um momento inicial das pesquisas. Há vários testes com produtos químicos e biológicos sendo conduzidos. Ainda não temos uma posição técnica que ofereça um manejo com a certeza de um nível de controle satisfatório. A Fundação MT está com experimentos em andamento e esperamos em breve ter resultados. Por isso, fica o alerta para a máxima atenção às lavouras, seja de soja ou algodão”, completa a pesquisadora Rosangela.

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte à classe agrícola na missão de dar vida aos resultados através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, um centro de pesquisa local e outros seis Centros de Pesquisa Avançada (CAD) distribuídos pelo Estado nas cidades de Sorriso, Nova Mutum, Sapezal, Itiquira, Primavera do Leste e Serra da Petrovina. Saiba mais em www.fundacaomt.com.br.

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