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Mato Grosso debate escoamento da produção de etanol de milho

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O governador Pedro Taques se reuniu nesta terça-feira (8) com representantes do setor produtivo de etanol de milho em Mato Grosso, para discutir o escoamento da produção.

De acordo com os empresários, o Estado deverá produzir cerca de quatro milhões de litros de etanol a mais nos próximos anos. Ainda de acordo com os representantes, o excesso de oferta do produto se dará devido ao crescimento do número de indústrias do ramo no Estado.

Um exemplo disso é a empresa Milennium Boienergia, que está implantando uma planta no município de Jaciara, podendo gerar até 600 mil litros de etanol por dia na primeira etapa do empreendimento.

Outra é a usina da FS Bioenergia que iniciou o licenciamento para instalação da segunda unidade da empresa no Estado, em fevereiro deste ano. Sediada em Sorriso, a segunda usina poderá produzir 680 milhões de litros de etanol por ano e gerar mais de 1.500 empregos diretos e indiretos na região norte de Mato Grosso.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras (Sindalcool), Silvio Rangel, o excedente precisa ser levado para outros estados e pediu a redução da base de cálculo do frete para realizar o transporte.

“Contamos com o Governo do Estado para que isto se revolva porque, no futuro, podemos ter um decréscimo se não solucionar a questão do excedente por conta do crescimento do setor”, afirma e completa: “Acreditamos tenhamos mais de cinco bilhões de produção de etanol nos próximos anos, o que nos possibilitaria a ampliação do negócio em Mato Grosso, que passa por uma nova realidade de produção e o setor está aqui para poder mostrar os avanços que precisamos fazer para que tenhamos uma indústria forte”.

O governador sugeriu levar o assunto aos membros do Consórcio Brasil Central, que é formado por oito estados e que possui personalidade própria e legalidade nos parlamentos estaduais.

“Acredito que Mato Grosso tem um espaço muito grande para crescer em relação ao etanol, por isso temos feito as políticas necessárias para que possamos anteceder este momento histórico que passará o Estado”, garantiu o governador.

Ainda de acordo com ele, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso está buscando se aparelhar dos instrumentais normativos para isto e a Secretaria de Meio Ambiente também está trabalhando para que as licenças ambientais possam sair no período que as leis do mercado exigem. “Isto mostra que estamos tirando o Estado daquela fase de ser um Estado atrapalhador, para ser um incentivador do setor produtivo”, afirma.

Mato Grosso deverá produzir cerca de 4 milhões de litros de etanol a mais nos próximos anos, devido ao crescimento do número de indústrias do ramo no Estado.

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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