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Milho, amendoim e mandioca impulsionam festas juninas e se destacam como alimentos nutritivos e estratégicos na agricultura brasileira

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As festas juninas marcam o mês de junho no Brasil com uma combinação de cultura, tradição e gastronomia. Entre os principais ingredientes presentes nas receitas típicas estão milho, amendoim e mandioca — alimentos que vão além do sabor e desempenham papel importante na segurança alimentar e na agricultura nacional.

Presentes em preparações como canjica, paçoca, bolo de fubá, tapioca e mandioca cozida, esses produtos se destacam pela versatilidade culinária e pelo alto valor nutricional.

Alimentos tradicionais ganham destaque em alimentação equilibrada e saudável

Segundo especialistas em nutrição da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), os alimentos típicos das festas juninas podem contribuir para uma dieta equilibrada quando consumidos de forma moderada e diversificada ao longo do ano.

A nutricionista da Diretoria de Segurança Alimentar da pasta, Katlly Evillim Sousa, destaca que milho, amendoim e mandioca são fontes importantes de energia, vitaminas, minerais e compostos bioativos essenciais para a saúde humana.

Produção agrícola reforça importância econômica dos alimentos juninos

Além da relevância cultural e nutricional, os três ingredientes têm forte peso na agricultura brasileira, especialmente no estado de São Paulo.

De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), o milho está entre os principais cultivos do estado, com produção estimada em 3,6 milhões de toneladas na safra 2024/25.

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O amendoim é outro destaque: São Paulo responde por cerca de 86% da produção nacional, com volume superior a 700 mil toneladas anuais. Já a mandioca mantém relevância no campo paulista, com produção próxima de 1,6 milhão de toneladas por ano.

Milho é fonte de energia, fibras e compostos antioxidantes

Base de diversas receitas tradicionais, o milho é um alimento rico em carboidratos, principal fonte de energia para o organismo.

O grão também contém proteínas, vitaminas do complexo B, como B1 e B5, além de minerais como ferro, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e zinco.

Outro destaque está na presença de compostos antioxidantes e fitoquímicos, associados à proteção celular e à redução do risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Amendoim contribui para saúde cardiovascular e aumento da saciedade

O amendoim é um dos alimentos mais simbólicos das festas juninas e se destaca pelo alto valor nutricional.

Rico em proteínas, fibras, vitamina E, ácido fólico e minerais, o alimento também é fonte de gorduras insaturadas, como ômega 6 e ômega 9, associadas à saúde do coração.

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Estudos indicam ainda a presença de compostos bioativos, como o resveratrol, relacionado à proteção cardiovascular. Apesar dos benefícios, especialistas recomendam consumo moderado devido ao alto valor calórico.

Mandioca se destaca pela versatilidade e valor energético

Amplamente consumida em todo o país, a mandioca é uma importante fonte de energia na dieta brasileira.

O alimento fornece carboidratos, fibras, vitamina C e minerais como potássio, magnésio, fósforo e cobre, essenciais para diversas funções do organismo.

Entre seus benefícios estão o apoio ao funcionamento intestinal, o equilíbrio metabólico e a contribuição para a saúde óssea e muscular.

Educação alimentar reforça importância dos alimentos típicos brasileiros

Para ampliar o acesso a informações sobre alimentação saudável, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mantém a coleção Agro SP na Mesa, com conteúdos técnicos, culturais e nutricionais sobre alimentos produzidos no estado.

A iniciativa inclui publicações dedicadas ao milho, amendoim e mandioca, com informações sobre benefícios, formas de consumo, curiosidades e receitas.

Além desses materiais, a coleção reúne mais de 30 publicações voltadas à segurança alimentar, aproveitamento integral dos alimentos e redução do desperdício, contribuindo para a educação nutricional da população.

Coleção Agro SP na Mesa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja sobe no Brasil com alta em Chicago e mercado atento aos dados do USDA

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Mercado da soja reage com melhora nas cotações

O mercado brasileiro de soja encerra a semana em tom mais positivo, após um período de forte oscilação. A combinação entre valorização na Bolsa de Chicago e prêmios firmes nos portos trouxe maior dinamismo aos negócios, especialmente na quinta-feira, que registrou aumento no fluxo de comercialização.

Segundo análise da Safras & Mercado, a alta das cotações internacionais, somada à sustentação dos prêmios de exportação, ajudou na formação de preços mais atrativos ao longo do dia.

Chicago sustenta recuperação com clima e ajustes técnicos

Os contratos futuros da soja avançaram na Chicago Board of Trade (CBOT), apoiados por previsões de temperaturas elevadas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, fator que pode impactar o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, o mercado já começa a se posicionar para os próximos relatórios do USDA, que devem trazer novos dados sobre área plantada e estoques norte-americanos.

Produtor brasileiro mantém cautela nas vendas

Apesar da melhora nas cotações, o produtor brasileiro segue adotando postura defensiva, limitando a oferta no mercado físico e buscando preços mais altos.

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De acordo com analistas, o movimento é de “jogo duro” nas negociações, com retenção de lotes e maior exigência nas pedidas de venda.

Cotações da soja no mercado físico sobem em diversas praças

No mercado interno, houve leve valorização em importantes regiões produtoras:

  • Passo Fundo (RS): R$ 128,00 → R$ 129,00/saca
  • Santa Rosa (RS): R$ 129,00 → R$ 130,00/saca
  • Cascavel (PR): R$ 124,00 → R$ 125,00/saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 114,00 → R$ 115,00/saca
  • Dourados (MS): R$ 116,50 → R$ 117,00/saca
  • Rio Verde (GO): manteve R$ 117,00/saca

Nos portos, também houve avanço:

  • Paranaguá (PR): R$ 135,00 → R$ 136,00/saca
  • Rio Grande (RS): R$ 135,00 → R$ 136,00/saca
Mercado volta atenções aos relatórios do USDA

A próxima semana será decisiva para o direcionamento dos preços, com a divulgação de dados importantes do USDA.

O órgão norte-americano deve indicar área plantada com soja em cerca de 85,37 milhões de acres, acima do ciclo anterior e também superior à intenção divulgada em março, que apontava 84,7 milhões de acres.

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O relatório será divulgado na terça-feira, 30, às 13h, junto com os dados de estoques trimestrais em 1º de junho.

Estoques dos EUA seguem no radar do mercado

O mercado estima estoques norte-americanos em 1,051 bilhão de bushels. Em março, o volume registrado foi de 2,105 bilhões de bushels, enquanto em junho do ano passado o total era de 1,008 bilhão.

A expectativa é que os números tragam maior clareza sobre o equilíbrio entre oferta e demanda global, podendo influenciar diretamente os preços na CBOT e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Perspectiva para os próximos dias

Com fundamentos externos mais favoráveis e atenção total aos dados do USDA, o mercado da soja tende a seguir volátil, porém sustentado no curto prazo. O comportamento dos preços em Chicago e a postura dos produtores brasileiros serão determinantes para o ritmo dos negócios nos próximos pregões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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