CUIABÁ

AGRO

PECUÁRIA  |  Programa de Produção Sustentável de Bezerros beneficia produtores

Publicados

AGRO

Mais de 250 propriedades diagnosticadas, 211 análises de solo gratuitas realizadas em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (EMPAER), 178 produtores participantes, além dos mais de 50 pecuaristas que receberam assistência técnica ambiental.

Só para exemplificar, estes são os números do primeiro ano do Programa Produção Sustentável de Bezerros 2019, que atendeu produtores dos municípios de Paranatinga, Gaúcha do Norte e Ribeirão Cascalheira.

Conheça o programa

O programa é uma iniciativa da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), da Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) e do Grupo da Fundação Carrefour, que atendeu propriedades de pequeno e médio porte.

A palavra do presidente

Em resumo, “Essa iniciativa se mostrou um sucesso, e é uma conquista para o setor produtivo. Por meio dele, mostramos que a Acrimat se preocupa em levar informação e qualificação aos nossos associados. O Termo de Adesão firmado com eles é totalmente sem custo e contempla uma vasta oferta de serviços voltados para a melhoria do rebanho. Estamos contentes e animados com o andamento dos trabalhos e as parcerias firmadas”, diz o presidente da Acrimat, Oswaldo Ribeiro.

Cada município contemplado possui uma equipe composta por técnicos da Acrimat, da Empaer e da Associação dos Profissionais da Pecuária Sustentável (APPS), além de apoio dos Sindicatos Rurais.

A importância da participação dos produtores

Em primeiro lugar, de acordo com o coordenador do Programa e consultor da Acrimat, Amado de Oliveira, foi feita uma força-tarefa para que o maior número de propriedades pudesse ser inserido na nova fase. Em síntese, “O retorno foi satisfatório, pois a receptividade dos produtores foi muito positiva. Hoje eles vêem que há possibilidade de aumento da produtividade dos seus rebanhos. Sem dúvidas, foi uma decisão acertada da diretoria da Acrimat selar essa parceria tão importante para a produção de gado de corte de Mato Grosso, especialmente buscando a produção sustentável no segmento de cria”, afirma o coordenador.

Ele cita que nas fazendas que recebeu a assistência técnica também ocorreu esclarecimentos e orientações quanto às questões relacionadas ao Sistema Nacional Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) – sistema eletrônico destinado à integração e ao gerenciamento de informações ambientais dos imóveis rurais -, e às questões fundiárias.

De acordo com os representantes do IDH, o suporte tanto na documentação obrigatória quanto na forma de intensificar sua produtividade fará com que o produto tenha um maior valor agregado. Nem tanto pelo valor final, mas pelo tempo que ele ficará para ser comercializado em sua propriedade. Por outro lado, as leis que são regidas em nosso estado poderão ser cumpridas em menor tempo pelas parcerias que as instituições estão promovendo. Portanto, o benefício final, por consequência, será aumentar a renda e a produtividade sustentável dos produtores rurais envolvidos no projeto.

Tecnologia e pecuária

“As regiões do Vale do Juruena e do Araguaia compreendem 11 municípios relevantes na produção de bezerros no noroeste e leste do Mato Grosso. Juntas, abastecem boa parte da cadeia produtiva da carne bovina no país, respondendo por mais de 40% da produção estadual de bezerros. Apesar disso, cerca de 91% dos fornecedores dessas regiões podem ser considerados extremamente carentes de tecnologia, com baixos índices de evolução da produção e da rentabilidade. O potencial e importância dessas propriedades se contrapõem à falta de recursos e informação”, diz a representação do Carrefour Brasil.

De acordo com a empresa, existe uma “busca pelo aumento da eficiência da produção agropecuária e florestal, além da conservação da vegetação nativa e recomposição dos passivos ambientais, auxiliando na inclusão socioeconômica da agricultura familiar, na restauração de pastos degradados, na redução do desmatamento e no incentivo à agricultura de baixo carbono. O projeto também tem a expectativa de aumentar a renda dos agricultores, por meio de assistência técnica e acesso ao crédito, e garantir a conformidade ambiental”.

Como funciona

A zootecnista Josiani Marques de Jesus, supervisora do programa, explica que a fase de diagnóstico é essencial para selecionar os produtores conforme as premissas de participação. “Produzir bezerros de corte, sejam em sistema de cria ou de ciclo completo, onde se faz também a recria e engorda dos bezerros produzidos, são algumas destas premissas”.

Dentre outros requisitos para participar estão a necessidade dos pecuaristas interessados em possuir propriedades com pastagens entre 100 e 1000 hectares. “Porém, sempre avaliamos a propriedade como um todo, ou seja, é avaliada a capacidade de oferta total de alimentos aos animais”, diz a supervisora.

A segunda fase é caracterizada pela transferência de conhecimento e difusão de tecnologias, divididas em assistência técnica individual e assistência técnica em grupos operacionais. Nesta fase, foram realizadas 211 análises de solo em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (EMPAER). “Aqui, é interessante destacar que o produtor não teve nenhum custo, toda o trabalho é feito gratuitamente”, explica Amado de Oliveira.

Em seguida, os participantes recebem assistência Técnica Ambiental, assessoramento Fundiário – aqui a Acrimat já tem diagnosticada a situação de todos as propriedades participantes do programa.

 

FONTE: Redação MinutoMT com informações da Assessoria

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

AGRO

Pesquisadores alertam para perdas de até 100% das plumas de algodão por ataque de Aphelenchoides

Nematoide que acomete a parte aérea da planta, ainda com poucos resultados de estudos, também é o vilão causador da Síndrome da haste verde e retenção foliar na soja, e apresenta maior perigo com incidência elevada de chuvas

Publicados

em

Estragos do fitonematoide em lavouras de algodão podem causar perdas, em alguns casos ,de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Não é só o produtor de soja que deve se preocupar com o ataque de Aphelenchoides besseyi, nematoide que se alimenta de fungos presentes no solo e restos culturais e que parasita a parte aérea da planta. Na soja, causa a Síndrome da haste verde e retenção foliar (“Soja Louca II”), que leva a mais de 60% de abortamento das inflorescênciasMas ele não fica restrito à oleaginosa, os pesquisadores – a nematologista Rosangela Silva, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica, têm visto a campo grandes estragos do fitonematoide em lavouras de algodão, com perda em alguns casos de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Um fator muito importante para quantificar o nível de infestação e multiplicação desse nematoide é o regime de chuvas. Se desde o início do plantio da cultura houve muita precipitação e com constância até o florescimento, segundo Santino, observam-se situações em que as perdas vão de 80 até 100% da produção de frutos. “O produtor não vai colher nada nessa área que foi atacada. É uma preocupação que se deve ter com a soja, mas também com o algodão”, destaca. Um dos agravantes apontados por ele são as regiões sob pivô, pois ainda que a chuva cesse é possível criar condições favoráveis “por conta da umidade oferecida pela irrigação”.

Situação em Mato Grosso

Referência em produção de algodão, Mato Grosso plantou na safra 2021/22, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma área de cerca de 1,18 milhão de hectares. No Estado, o início da semeadura acontece de dezembro a fevereiro e a colheita a partir de junho, momento que possivelmente as lavouras implantadas mais cedo já estão sendo colhidas. “É a partir daí que o produtor vai verificar as perdas, visualizando até a presença de plantas que continuam vegetando quando deveriam começar a senescência. Ainda que ele possa utilizar o dessecante químico, essas plantas podem continuar vegetando”, pontua o pesquisador da Agronema.

Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica

Esse ano, os meses de janeiro, fevereiro e março foram chuvosos, mas dentro da média prevista, com o acumulado mensal na casa de 200 milímetros. No entanto, em abril, a quantidade de chuva caiu significativamente, ficando abaixo de 80 milímetros. “Essa redução influencia na presença dos sintomas de Aphelenchoides porque deixa de oferecer condição ideal para o desenvolvimento do patógeno”, conta Santino. Ainda assim, não se pode descuidar, já que ano após ano, de acordo com as condições climáticas, há maior ou menor incidência do problema.

Identificação recente

A Síndrome da haste verde da soja é relativamente nova. Seu agente causal foi identificado há quase uma década e, somente em 2017, a presença da doença foi observada no algodão, especificamente no município de Sapezal-MT. “Já sabemos que em áreas onde há o patógeno sem o manejo de plantas daninhas, o problema tende a ser mais agravado porque boa parte delas, principalmente as leguminosas e dicotiledôneas, multiplicam mais esse nematoide, permitindo que esteja não só presente no campo, mas em maior quantidade”, explica Rosangela.

Santino diz que o plantio direto traz uma série de melhorias para o solo e produção, mas, por outro lado, também oferece condições de manutenção desse fitonematoide, por causa da umidade e da palhada, que permitem a multiplicação de fungos. Estes, por sua vez, alimentam Aphelenchoides besseyi na entressafra. A introdução desse nematoide nas áreas em que ainda não há a sua presença também pode acontecer por meio do plantio de sementes forrageiras, especialmente a braquiária, “que não foi devidamente processada, que tenha restos de torrões e sem tratamento nematicida”.

A recomendação de ambos os pesquisadores é evitar, sempre que possível, a sequência de plantio de algodão em áreas que estavam com soja com histórico da Síndrome da haste verde. Também orientam para que, em plantações com grande infestação, adote-se o revolvimento do solo. A prática, mesmo ainda sem dados técnicos científicos de comprovação, é observada com bons resultados aliados à utilização de nematicidas em tratamento de sementes e/ou aplicação de algum produto foliar.

“Estamos em um momento inicial das pesquisas. Há vários testes com produtos químicos e biológicos sendo conduzidos. Ainda não temos uma posição técnica que ofereça um manejo com a certeza de um nível de controle satisfatório. A Fundação MT está com experimentos em andamento e esperamos em breve ter resultados. Por isso, fica o alerta para a máxima atenção às lavouras, seja de soja ou algodão”, completa a pesquisadora Rosangela.

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte à classe agrícola na missão de dar vida aos resultados através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, um centro de pesquisa local e outros seis Centros de Pesquisa Avançada (CAD) distribuídos pelo Estado nas cidades de Sorriso, Nova Mutum, Sapezal, Itiquira, Primavera do Leste e Serra da Petrovina. Saiba mais em www.fundacaomt.com.br.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA