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Pesquisa e tecnologia fazem o país bater recorde na exportação agrícola

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O produtor rural Frederick Wolters, descendente de holandeses que deixaram a Europa se aventurar na lavoura no Brasil, aponta o milharal que mancha de verde as terras vermelhas de Itararé, no sudoeste de São Paulo. Quase 80% das 180 toneladas de milho que espera colher nesta safra vão ficar ali mesmo, alimentando mais de 20 mil suínos, alojados em uma granja na fazenda Agropecuária Ponte Alta. Ele vê o bom momento vivido por dois importantes negócios da propriedade, com a valorização do milho e da carne suína, e não esconde o entusiasmo. “É o momento de recuperar os anos difíceis e de guardar dinheiro para o futuro”, diz.

Wolters é um dos beneficiários de um cenário que levará o agronegócio brasileiro a bater mais um recorde este ano. As exportações, puxadas pelo aumento expressivo das vendas de milho, algodão e carne, devem atingir as 200 milhões de toneladas, um crescimento de mais de 5% em relação a 2018. Em dez anos, o crescimento das exportações supera os 70%.

Economia agrícola

A cada ano, o agronegócio se consolida como um dos principais pilares da economia brasileira. Apoiado em muita pesquisa e tecnologia, o setor tem conseguido elevar de forma consistente sua produtividade e ganhar mercado mundo afora, o que não acontece com outros segmentos. Dados da consultoria MB Agro mostram bem isso: na safra 2008/09, a produção brasileira foi de 135 milhões de toneladas de grãos, para uma área plantada de 42,79 milhões de hectares. Na safra 2018/19, a área plantada subiu 16,3%, para 49,7 milhões de hectares, enquanto a produção teve um salto muito maior, de 78%, para mais de 240 milhões de toneladas.

“Da porteira para dentro (ou seja, sem considerar a questão de logística, ainda um enorme gargalo no País), a agricultura avança pela combinação de uma série de fatores, que vão do uso intenso de tecnologia, de manejo, melhoria genética, controle de pragas”, diz José Carlos Hausknecht, sócio da MB Agro. “Então o Brasil ainda conta com um fenômeno que não ocorre em países do Hemisfério Norte, que é conseguir ter mais de uma safra por ano, por causa do clima favorável”, diz Hausknecht.

Segundo João Martins, presidente da Confederação Nacional da Agricultura, o setor vive um momento favorável e as perspectivas para 2020 também são positivas. A produção recorde de grãos deste ano, de mais de 240 milhões de toneladas, deve subir mais no ano que vem – a projeção inicial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de aumento de 6,4%. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor agrícola mundial, atrás de União Europeia e Estados Unidos e à frente da China.

Queda na soja

Curiosamente, esse bom desempenho do agronegócio em 2019 vem a despeito do que acontece com a soja, principal produto agrícola brasileiro e carro-chefe das exportações. O produto teve as vendas e os preços prejudicados pelos atritos comerciais entre Estados Unidos e China, segundo a pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea/Esalq), Andréia Adami. “O volume total embarcado foi maior por causa das vendas de carnes, milho, algodão, etanol, café e frutas. No entanto, os produtos do complexo soja e o açúcar tiveram seus embarques reduzidos em 2019”, diz. A exportação de soja foi de 12% menor.

Essa queda na venda e no preço da soja faz com que, em receita, as exportações este ano fiquem menores que as registradas em 2018 – um recuo de US$ 101 bilhões para US$ 96 bilhões. Mesmo assim, a soja segue como o carro-chefe das exportações brasileiras, devendo atingir uma receita de US$ 32,2 bilhões.

Neste ano, o milho foi o produto brasileiro com maior alta nas vendas externas, tanto em valor (123%) como em volume (130%). A alta produção interna, superior a 100 milhões de toneladas, e a quebra na safra americana favoreceram as vendas. O país é o terceiro maior produtor de milho e o segundo maior exportador. Em volume, o algodão (86% de aumento) e o café verde (11,3%) também tiveram destaque, segundo o Agrostat Brasil, sistema de dados do governo federal. A alta nas vendas de carne brasileira também foi decisiva para o volume das exportações. A bovina aumentou 10% e o frango in natura, 9%.

Carnes em alta

A valorização das carnes foi um fator importante para melhorar o desempenho do agronegócio brasileiro em 2019, segundo estudos do Cepea/Esalq. Uma das causas desse desempenho é a demanda maior causada pela peste suína em países asiáticos desde setembro de 2018. A exportação de bovinos aumentou 9,3%, e o preço da arroba do boi atingiu patamares históricos. Em 27 de novembro, chegou a R$ 231, nível nunca antes alcançado.

Na carne suína, a situação é semelhante. O produtor Frederick Wolters ­- que toca sua fazenda em sociedade com a irmã, Marian Hendrika Wolters -, reconhece que a suinocultura vive momento de euforia, com o preço do suíno vivo em torno de R$ 6 o quilo, custo de R$ 4,40 e margem de lucro líquida de até 20%. “Estamos em processo de recuperação, após anos difíceis. Há um ano, vendíamos suíno a R$ 4,15 o quilo. Então, na época, o milho estava a R$ 31 a saca e hoje está a R$ 45”, diz. “Analistas dizem que esse mercado fica favorável por mais um ano, mas a margem de lucro vai ficar mais apertada. Assim, nossa expectativa é reduzir ao máximo a tomada de capital de giro, investir na fábrica de ração e ter sobra para o giro quando ficar difícil outra vez.”

‘Agronegócio ganhou bilhete premiado’

Assim, para o pesquisador Marcos Sawaya Jank, professor de Agronegócio Global no Insper e titular da Cátedra Luiz de Queiroz de Sistemas Agropecuários integrados da Escola Superior de Agricultura (Esalq/USP), o agronegócio brasileiro tem potencial para crescer ainda mais, buscando mercados novos, principalmente no sul da Ásia e na África. Jank, que já trabalhou na BRF, liderou a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única) e passou mais de quatro anos na China, comparou o momento atual do agronegócio brasileiro a um “bilhete premiado”. A seguir, os principais trechos da entrevista:

O agronegócio brasileiro tem um crescimento constante nos últimos anos. O que levou a essa expansão?

O agronegócio brasileiro tem dois fatores importantes que nos levaram ao patamar atual. Temos a segunda safra para milho e algodão e disponibilidade de áreas de pastagem para fazer agricultura. O Brasil consegue aumentar a produção sem precisar abrir novas áreas. Este ano, acho que a gente ganhou um bilhete premiado, mas não sabe a data de validade. O recorde (de exportações) deste ano se deve a dois fatores externos que nenhum analista previu. Não tem a ver com ação de governo.

O primeiro é a guerra comercial dos Estados Unidos com a China, mas em algum momento eles vão se acertar e pode ser em detrimento do Brasil. Carne, milho, soja e algodão puxaram a produção brasileira e a gente ganhou espaço no mercado chinês em função dessa guerra comercial. Outro fator é ainda a peste suína, que apareceu como epidemia em 2018, mas a crise demorou para chegar ao mercado porque os produtores de lá anteciparam os abates e entregaram o que puderam.

Quando ela apareceu, puxou nossas exportações de aves e bovinos e foi nosso segundo bilhete premiado. Para eles, a situação piora em 2020, vão tentar recuperar e buscar outras carnes, mas não têm outro lugar para buscar os bovinos. O fator positivo é que o governo chinês vai ser mais rígido com a questão sanitária e isso pode levar a China a importar mais milho e soja do Brasil, pois esse suíno chinês, que hoje come qualquer coisa, passará a comer ração. Temos de ter sabedoria para entender o que pode ser feito para preservar esse mercado.

Que projeção pode ser feita para o agronegócio brasileiro daqui a dez anos?

Para 2030, sou bastante otimista. Existe uma demanda muito grande, não só na China, mas no sudoeste da Ásia, que cresce 6% ao ano. Já são 640 milhões de habitantes e precisa muito dos produtos que o Brasil tem. Conseguimos entrar com dez frigoríficos habilitados de carne bovina na Indonésia e estamos brigando para entrar com o frango. Esse país tem um imenso potencial de crescimento. Mais para a frente, teremos a África. Se assim conseguir superar os problemas de acesso a esses mercados, o Brasil só vai crescer e será o celeiro do mundo.

Como fazer para acessar esses mercados?

É preciso entender a dinâmica da demanda. Precisamos construir parcerias estruturais com os mercados, como fazem nossos concorrentes. O Brasil não fez acordo com quase ninguém. É preciso estabilizar as relações com a Ásia e construir relações com países que ainda não são emergentes. O leste e o sudeste da Ásia e o Oriente Médio são destinos importantes para nossos produtos. Essas três regiões representam 60% das exportações brasileiras do agro.

O Brasil exporta US$ 60 bilhões para eles, mas essa região importa algo em torno de US$ 450 bilhões. Nosso futuro é o sul da Ásia, o subcontinente Indiano e a África. O sul da Ásia e a África representam apenas 9% do que exportamos em produtos agrícolas. Essa região vai chegar a 5 bilhões de habitantes em 2050. Nosso destino são os países emergentes do hemisfério oriental. As entidades do setor estão se internacionalizando e precisam estar de olho nisso.

Exportação e preços estimulam pecuária

O novo cenário da pecuária, com aumento das exportações e dos preços – e também uma busca cada vez maior por carne de melhor qualidade -, trouxe de volta para o agronegócio o médico José Lopez Fernandez Netto, de Itapeva, interior de São Paulo. Ele foi atrás do gado pardo-suíço que havia vendido em 2013 para um criador do Paraná e recomprou 23 animais, entre touros e vacas. O plantel, escolhido a dedo, vai produzir material genético para interessados em melhorar o padrão do seu gado. Netto explica que a raça tem dupla aptidão, servindo para produção de leite e de carne.

Ex-presidente da associação paulista de criadores, Fernandez Netto foi um dos pioneiros em importação de pardo-suíço do México, país que adaptou a raça europeia aos trópicos. O pecuarista trouxe os primeiros lotes há 25 anos e se tornou um dos principais fornecedores de sêmen e embrião para o mercado de São Paulo. “Há uma década, começamos a ver o declínio da pecuária paulista, por conta da queda na rentabilidade e o alto preço das terras. Os criadores migraram em direção ao norte. Em 2013, liquidei o plantel e arrendei as terras da fazenda para agricultura”, lembra.

Agora, ele vê a pecuária sendo retomada em outro patamar, o que o animou a recuperar as instalações da sua Agropecuária São Lourenço para produzir sêmen e embriões. Netto conta que outro criador da região, que também havia parado, comprou um rebanho inteiro e está de volta. Outra fazenda agrícola da região iniciou a criação de gado Santa Gertrudes. “O consumidor está mais exigente, buscando carne de qualidade”, diz. “A tendência é de a carne bovina virar insumo alimentar de alto padrão. O consumidor corre o risco de pagar pela carne de boi o preço de bacalhau.”

Seca e gado

O pecuarista Higino Hernandes Neto, da Fazenda 3 Muchachas, em Rio Verde de Mato Grosso (MS), aponta a influência da estiagem deste ano nos preços da carne bovina. “A distribuição de chuvas foi muito ruim o ano inteiro e o gado ficou sem seu principal alimento, a pastagem. O rebanho passou fome e muitos criadores venderam as vacas, reduzindo a oferta de bezerros para engorda”, diz.

Segundo ele, o boi precisou ficar 30 dias a mais no pasto para ganhar peso de abate. “Até a situação se normalizar, o que pode levar de dois a três anos, projetamos um cenário de preços mais altos para a carne bovina”. O pecuarista aponta outro fator para a alta na carne bovina. “Nos últimos anos, os preços estavam baixos e muitos criadores que faziam confinamento, eu entre eles, pararam em razão dos prejuízos.” A tendência, diz, é de retomada na criação intensiva. “Mas é preciso cautela, pois o milho, principal insumo do gado confinado, está muito caro. Por isso, estou preferindo vender os bezerros pequenos para outro criador engordar. Vendo na desmama animais de 60 quilos em média, a R$ 8 o quilo.”

Depoimento: ‘O produtor brasileiro é um herói’

“Independente da importância econômica da nossa atividade, acho que sou uma pessoa abençoada por ver as plantas produzindo, os animais nascendo, milagres de Deus todo dia. A gente se sente orgulhoso e ao mesmo tempo corajoso. A fazenda é uma indústria a céu aberto. Você investe valores enormes numa terra e, se faltar ou ter chuva em excesso, você perde produção.

Tem de olhar dentro e fora da porteira, os preços e o câmbio oscilam muito. Mas me sinto orgulhoso porque produzo alimentos, preservo de fato o meio ambiente, tenho mais que os 20% de reserva legal exigidos aqui na região, faço manejo integrado de pragas e, ainda contribuo, com outros produtores, para a balança comercial do país. (…) A gente aprendeu a fazer bom uso da tecnologia. O tratorista aqui não dirige mais a máquina, é tudo com piloto automático. O plantio e a colheita são programados no escritório em computadores, e as máquinas executam. Dizem que sou exagerado porque tenho plantadeiras de 24 linhas, semeadeiras de inverno de 65 linhas, acima do porte médio na região.

Fazemos controle biológico para pragas em 40% da área, reduzindo o uso de defensivos. Na soja, temos três manejos para lagarta e dois para percevejo. Isso é tirar dinheiro do bolso, pois fica mais barato usar agroquímico, mas a gente se preocupa com a produção, assim como muitos produtores estão fazendo hoje. Quando olho todo patrimônio investido, vejo que se parar e colocar tudo na poupança a 0,3% ao mês, ainda estaria ganhando mais. No entanto, prefiro trabalhar e produzir. Lá atrás, meus antepassados vieram para o Brasil para isso. Portanto, com toda a humildade, falo que o produtor brasileiro é um herói.”

Por Redação MinutoMT (com assessoria)

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Pesquisadores alertam para perdas de até 100% das plumas de algodão por ataque de Aphelenchoides

Nematoide que acomete a parte aérea da planta, ainda com poucos resultados de estudos, também é o vilão causador da Síndrome da haste verde e retenção foliar na soja, e apresenta maior perigo com incidência elevada de chuvas

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Estragos do fitonematoide em lavouras de algodão podem causar perdas, em alguns casos ,de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Não é só o produtor de soja que deve se preocupar com o ataque de Aphelenchoides besseyi, nematoide que se alimenta de fungos presentes no solo e restos culturais e que parasita a parte aérea da planta. Na soja, causa a Síndrome da haste verde e retenção foliar (“Soja Louca II”), que leva a mais de 60% de abortamento das inflorescênciasMas ele não fica restrito à oleaginosa, os pesquisadores – a nematologista Rosangela Silva, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica, têm visto a campo grandes estragos do fitonematoide em lavouras de algodão, com perda em alguns casos de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Um fator muito importante para quantificar o nível de infestação e multiplicação desse nematoide é o regime de chuvas. Se desde o início do plantio da cultura houve muita precipitação e com constância até o florescimento, segundo Santino, observam-se situações em que as perdas vão de 80 até 100% da produção de frutos. “O produtor não vai colher nada nessa área que foi atacada. É uma preocupação que se deve ter com a soja, mas também com o algodão”, destaca. Um dos agravantes apontados por ele são as regiões sob pivô, pois ainda que a chuva cesse é possível criar condições favoráveis “por conta da umidade oferecida pela irrigação”.

Situação em Mato Grosso

Referência em produção de algodão, Mato Grosso plantou na safra 2021/22, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma área de cerca de 1,18 milhão de hectares. No Estado, o início da semeadura acontece de dezembro a fevereiro e a colheita a partir de junho, momento que possivelmente as lavouras implantadas mais cedo já estão sendo colhidas. “É a partir daí que o produtor vai verificar as perdas, visualizando até a presença de plantas que continuam vegetando quando deveriam começar a senescência. Ainda que ele possa utilizar o dessecante químico, essas plantas podem continuar vegetando”, pontua o pesquisador da Agronema.

Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica

Esse ano, os meses de janeiro, fevereiro e março foram chuvosos, mas dentro da média prevista, com o acumulado mensal na casa de 200 milímetros. No entanto, em abril, a quantidade de chuva caiu significativamente, ficando abaixo de 80 milímetros. “Essa redução influencia na presença dos sintomas de Aphelenchoides porque deixa de oferecer condição ideal para o desenvolvimento do patógeno”, conta Santino. Ainda assim, não se pode descuidar, já que ano após ano, de acordo com as condições climáticas, há maior ou menor incidência do problema.

Identificação recente

A Síndrome da haste verde da soja é relativamente nova. Seu agente causal foi identificado há quase uma década e, somente em 2017, a presença da doença foi observada no algodão, especificamente no município de Sapezal-MT. “Já sabemos que em áreas onde há o patógeno sem o manejo de plantas daninhas, o problema tende a ser mais agravado porque boa parte delas, principalmente as leguminosas e dicotiledôneas, multiplicam mais esse nematoide, permitindo que esteja não só presente no campo, mas em maior quantidade”, explica Rosangela.

Santino diz que o plantio direto traz uma série de melhorias para o solo e produção, mas, por outro lado, também oferece condições de manutenção desse fitonematoide, por causa da umidade e da palhada, que permitem a multiplicação de fungos. Estes, por sua vez, alimentam Aphelenchoides besseyi na entressafra. A introdução desse nematoide nas áreas em que ainda não há a sua presença também pode acontecer por meio do plantio de sementes forrageiras, especialmente a braquiária, “que não foi devidamente processada, que tenha restos de torrões e sem tratamento nematicida”.

A recomendação de ambos os pesquisadores é evitar, sempre que possível, a sequência de plantio de algodão em áreas que estavam com soja com histórico da Síndrome da haste verde. Também orientam para que, em plantações com grande infestação, adote-se o revolvimento do solo. A prática, mesmo ainda sem dados técnicos científicos de comprovação, é observada com bons resultados aliados à utilização de nematicidas em tratamento de sementes e/ou aplicação de algum produto foliar.

“Estamos em um momento inicial das pesquisas. Há vários testes com produtos químicos e biológicos sendo conduzidos. Ainda não temos uma posição técnica que ofereça um manejo com a certeza de um nível de controle satisfatório. A Fundação MT está com experimentos em andamento e esperamos em breve ter resultados. Por isso, fica o alerta para a máxima atenção às lavouras, seja de soja ou algodão”, completa a pesquisadora Rosangela.

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte à classe agrícola na missão de dar vida aos resultados através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, um centro de pesquisa local e outros seis Centros de Pesquisa Avançada (CAD) distribuídos pelo Estado nas cidades de Sorriso, Nova Mutum, Sapezal, Itiquira, Primavera do Leste e Serra da Petrovina. Saiba mais em www.fundacaomt.com.br.

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