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Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal anuncia selecionados para 700 bolsas no país
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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgam o resultado da Chamada Pública CNPq/MPA nº 03/2026 – Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal – Iniciação Científica Júnior (ICJ), com financiamento do MPA de R$ 2,5 milhões.
No geral, 28 instituições de todas as regiões do país irão receber 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ), pelo período de 12 meses, a partir de junho de 2026. O programa busca despertar a vocação científica e incentivar talentos entre jovens do ensino médio público que sejam filhos, netos ou dependentes de pescadores(as) artesanais com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo.
A iniciativa foca na valorização dos conhecimentos tradicionais e no desenvolvimento sustentável dessas comunidades. De acordo com o secretário Nacional da Pesca Artesanal do MPA, Cristiano Ramalho, as 700 bolsas representam uma demanda histórica dos pescadores e pescadoras artesanais. “Houve um clamor dos pescadores e pescadoras, a partir da construção do primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal, para que as políticas públicas destinada à pesca pudessem atender a juventude, especialmente pela escassez de ações para esse segmento”, destacou.
Para o presidente do CNPq, Olival Freire, a iniciativa apresenta um diálogo entre as Universidades e os Institutos Federais com o conhecimento tradicional. “Porque esses são jovens de famílias tradicionais. Esse projeto valoriza a conversa entre os saberes ancestrais e o conhecimento acadêmico, conectando com a juventude. Ele é importante também para a segurança alimentação do povo brasileiro”, disse.
O programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal
O programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal é uma das ações do Programa Povos da Pesca Artesanal. A ação integra um conjunto de políticas transversais que incluem extensão pesqueira, fortalecimento da cadeia produtiva, formação, gênero, cultura e combate ao racismo ambiental, com o objetivo de beneficiar e fortalecer as comunidades pesqueiras artesanais em todo o Brasil.
Atualmente, o programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal já é executado em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAP) estaduais, com atividades já iniciadas em oito estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil: Acre, Rondônia, Pará, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Piauí.
Acesse o link e confira o resultado: https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/programa-jovem-cientista-da-pesca-artesanal-destinara-700-bolsas-a-jovens-de-comunidades-pesqueiras-veja-o-resultado-final
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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño
O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.
Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.
Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas
De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.
Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.
Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.
Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia
As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.
“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.
Oferta restrita sustenta preços do café robusta
O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.
Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.
El Niño amplia preocupações para próximas safras
Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.
As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.
“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.
Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.
“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.
Mercado segue atento à oferta global de café
Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.
A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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