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Em entrevista à CNN, Barack Obama fala sobre Trump e a questão racial nos EUA

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O ex-presidente americano Barack Obama falou com exclusividade à CNN sobre a ascensão do partido Republicano de Donald Trump e a questão racial nos Estados Unidos.

O balanço de Obama sobre o que ocorreu com o partido Republicano é de que, “no começo, foi algo do tipo: ‘não se preocupe, isso não vai dar em nada, só vamos deixar o Trump e os outros desabafarem’ e, de repente, temos uma boa parte do congresso eleito acreditando na mentira que houve problema nas eleições”.

“Ninguém se levantou e disse ‘pare, chega, isso não é verdade’. Bom, não vou dizer ninguém. Alguns foram muito corajosos e fizeram sua parte. O que eu não esperava é que tão poucos diriam que não se importam se não forem reeleitos, pois o que está acontecendo é muito importante. Os Estados Unidos são muito importantes. Nossa democracia é muito importante”, continua o ex-presidente.

A questão racial é um ponto delicado que Obama diz ter tentado combater.  “Olhe para os discursos que fiz em Selma. Ou o da campanha sobre o reverendo Wright e todo aquele caso. A cada vez, eu tentei descrever por que nós ainda não fizemos as pazes com a nossa história. Mas o fato é que é algo difícil de ouvir”, acredita.

Segundo Obama, “é difícil para a maioria branca americana reconhecer que é possível ter orgulho desse país, suas tradições e sua história, dos nossos fundadores, e também é verdade que esse fato terrível aconteceu. E os vestígios permanecem. Quando tento contar a história, meus opositores políticos não só bloqueiam essa história como tentam revertê-la para seu próprio ganho político”, afirma o ex-presidente.

“Mas acho também que há certas mídias da direita, por exemplo, que ganham dinheiro ao estimular o medo e o ressentimento de uma população branca que está vendo uma mudança no país, uma mudança demográfica, e faz tudo que pode para passar essa sensação de que o modo de vida delas está ameaçado, que estão tentando tirar vantagem delas”.

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Ex-ministro da educação é preso pela PF por esquemas com pastores no MEC

A Operação investiga o balcão de negócios montado por pastores, também preso, dentro da pasta comandada pelo ex-ministro.

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Além de Milton Ribeiro, são alvos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas

A Polícia Federal prendeu nesta quarta o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, alvo de investigações por corrupção na liberação de verbas do ministério a partir de um esquema de tráfico de influência envolvendo pastores evangélicos.

As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à primeira instância. A investigação corre sob sigilo. O mandado contra Ribeiro é de prisão preventiva.

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços de Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no MEC. Santos e Moura também foi preso.

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares diversas como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos.

Batizada de “Acesso Pago”, a ação investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação.

“A investigação iniciou-se com a autorização do STF em razão do foro privilegiado de um dos investigados. Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União reunidos no inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas”, diz a PF.

O crime de tráfico de influência está previsto no artigo 332 do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses), todos previstos no Código Penal.

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