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EUA aprovam controverso medicamento para Alzheimer

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A FDA, agência reguladora de saúde dos EUA, aprovou nesta na segunda-feira (7) o medicamento aducanumabe da Biogen como o primeiro tratamento para atacar uma causa principal da doença de Alzheimer, apesar da controvérsia sobre os resultados de ensaios clínicos para a droga.

O aducanumabe busca remover os depósitos pegajosos de uma proteína chamada beta amilóide nos cérebros de pacientes nos estágios iniciais do Alzheimer para evitar sua destruição, que causa perda de memória e da capacidade de cuidar de si mesmo.

A FDA disse que os ensaios clínicos para o tratamento, que será comercializado sob a marca Aduhelm, mostraram uma redução das placas e que levar a uma redução da piora clínica dos doentes.

“Embora os dados do Aduhelm sejam complicados no que diz respeito aos seus benefícios clínicos, a FDA determinou que há evidências substanciais de que o Aduhelm reduz as placas de beta amilóide no cérebro e que a redução nessas placas permite prever benefícios importantes para os pacientes”, informou a agência em um comunicado.

O medicamento da Biogen foi aclamado por defensores dos pacientes e alguns neurologistas ansiosos por uma opção eficaz para pacientes com a doença. Outros médicos disseram que os resultados dos testes clínicos eram inconsistentes e que mais provas eram necessárias.

A FDA disse que a Biogen deve conduzir um ensaio clínico pós-aprovação para verificar o benefício clínico do medicamento. “Se o medicamento não funcionar como pretendido, podemos tomar medidas para retirá-lo do mercado”, afirmou.

O aducanumabe foi estudado em pacientes com doença inicial com teste positivo para um componente das placas cerebrais amilóides. Alguns pacientes experimentaram um inchaço cerebral potencialmente perigoso.

A Biogen estimou que cerca de 1,5 milhão de americanos seriam elegíveis para o tratamento com aducanumabe, que é administrado em infusão mensal, levantando preocupações sobre os custos para o sistema de saúde.

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Ex-ministro da educação é preso pela PF por esquemas com pastores no MEC

A Operação investiga o balcão de negócios montado por pastores, também preso, dentro da pasta comandada pelo ex-ministro.

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Além de Milton Ribeiro, são alvos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas

A Polícia Federal prendeu nesta quarta o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, alvo de investigações por corrupção na liberação de verbas do ministério a partir de um esquema de tráfico de influência envolvendo pastores evangélicos.

As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à primeira instância. A investigação corre sob sigilo. O mandado contra Ribeiro é de prisão preventiva.

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços de Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no MEC. Santos e Moura também foi preso.

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares diversas como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos.

Batizada de “Acesso Pago”, a ação investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação.

“A investigação iniciou-se com a autorização do STF em razão do foro privilegiado de um dos investigados. Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União reunidos no inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas”, diz a PF.

O crime de tráfico de influência está previsto no artigo 332 do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses), todos previstos no Código Penal.

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