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Ministério da Agricultura aguarda resultado de investigação sobre caso de vaca louca

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O Ministério da Agricultura deu início ao processo de investigação sobre um caso suspeito de vaca louca no Brasil. Segundo a pasta, casos em investigação são “corriqueiros nos procedimentos de vigilância”. O caso “atípico” foi registrado em Minas Gerais, em um animal com mais de 10 anos, conforme informações do sócio-diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres.

A suspeita já foi informada aos frigoríficos que atuam na região pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). E o Ministério da Agricultura  coletou amostras do animal, enviadas a um laboratório da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, em inglês) no Canadá para análises mais detalhadas.

“Como membro da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Brasil adota os procedimentos de vigilância, investigação e notificações recomendadas pela instituição. Casos em investigação são corriqueiros dentro dos procedimentos de vigilância estabelecidos e medidas preventivas são adotadas imediatamente para garantir o controle sanitário”, afirmou o Ministério da Agricultura.

A pasta acrescentou que, uma vez concluído o processo em investigação, os resultados serão informados. Entretanto, não informou o prazo para finalização dos resultados.

Em nota enviada à CNN, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e responsável pela defesa sanitária animal no estado, informou que colabora com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento nas investigações, e que “prestará informações adicionais tão logo obtidos os resultados dos exames”.

A doença é considerada atípica quando é originada no próprio organismo do bovino, normalmente em animais com idade mais avançada. O objetivo da análise laboratorial é confirmar essa classificação e descartar a influência de fatores externos no caso, o que poderia influenciar na comercialização para o mercado estrangeiro.

O diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, disse que os exportadores da proteína localizados em Minas Gerais devem suspender embarques em função da suspeita da doença.

Procurada pela Reuters, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) preferiu não comentar até que os resultados do Ministério da Agricultura sejam divulgados.

A investigação, além disso, teve repercussão no mercado, segundo a Reuters.

Nesta quarta-feira, a arroba fechou o dia cotada a 305,50 reais, queda de 2,52% na variação diária e recuo de 3,38% em base mensal, conforme indicador do boi gordo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Doença da vaca louca

A doença da vaca louca ganhou visibilidade nas décadas de 1980, quando houve um surto no Reino Unido, e 1990, quando foram registrados os primeiros casos da variante de Creutzfeldt-Jakob em humanos. O primeiro caso no mundo de provável transmissão sanguínea da variante foi confirmado pelo Reino Unido e teve como causa a transfusão de sangue por um doador infectado que não apresentava sintomas.

Em humanos, se manifesta como uma doença neurodegenerativa causada por príons, que são proteínas anormais. Ao se instalar no cérebro podem gradualmente gerar lesões definitivas, desencadeando em sintomas comuns à demência, como dificuldade para pensar ou falar, por exemplo, visão turva, insônia e tremores.

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Ex-ministro da educação é preso pela PF por esquemas com pastores no MEC

A Operação investiga o balcão de negócios montado por pastores, também preso, dentro da pasta comandada pelo ex-ministro.

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Além de Milton Ribeiro, são alvos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas

A Polícia Federal prendeu nesta quarta o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, alvo de investigações por corrupção na liberação de verbas do ministério a partir de um esquema de tráfico de influência envolvendo pastores evangélicos.

As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à primeira instância. A investigação corre sob sigilo. O mandado contra Ribeiro é de prisão preventiva.

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços de Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no MEC. Santos e Moura também foi preso.

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares diversas como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos.

Batizada de “Acesso Pago”, a ação investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação.

“A investigação iniciou-se com a autorização do STF em razão do foro privilegiado de um dos investigados. Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União reunidos no inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas”, diz a PF.

O crime de tráfico de influência está previsto no artigo 332 do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses), todos previstos no Código Penal.

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