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Ministro da Defesa da Ucrânia é criticado após marcha de cadetes de salto alto

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O Ministério da Defesa da Ucrânia, Andriy Taran, foi criticado depois que militares da ala feminina do país desfilaram de salto alto durante os ensaios para o desfile de 30 anos de independência do país, após a dissolução da União Soviética.

A polêmica estourou depois que as mulheres ensaiaram em Kiev vestidas com uniformes militares e sapatos de salto alto pretos e fotos do ensaio foram publicados em uma rede social da pasta.

Os sapatos causaram uma torrente de críticas nas redes sociais e no parlamento e levaram a acusações de que as militares estavam sendo sexualizadas. O site de informações do Ministério da Defesa postou em 1º de julho fotos das cadetes de salto alto enquanto marchavam em formação.

“Hoje, pela primeira vez, o treinamento é feito com sapatos de salto”, disse a cadete Ivanna Medvid ao site de informações do Ministério da Defesa. “É um pouco mais difícil do que com as botas do exército, mas estamos tentando”, acrescentou Medvid.

Acusação de misoginia

Dezenas de comentários críticos foram postados no Facebook, incluindo acusações de “sexismo e misoginia” e desprezo pelas mulheres entre os líderes do Ministério da Defesa.

Várias legisladoras ucranianas apareceram no parlamento com pares de sapatos de salto alto e incentivaram o ministro da Defesa a usá-los no desfile.

Cadetes ucranianas marcham de salto alto/Divulgação

“É difícil imaginar uma ideia mais idiota e prejudicial”, disse a congressista Inna Sovsun. Ela também disse que as militares ucranianas, – assim como os homens – estão arriscando suas vidas e “não merecem ser ridicularizadas”.

A congressista Olena Kondratyuk disse que as autoridades deveriam se desculpar publicamente por “humilhar” as mulheres e conduzir um inquérito para descobrir quem tomou a decisão sobre os sapatos.

Kondratyuk disse que mais de 13.500 mulheres lutaram no conflito atual no leste da Ucrânia, onde o país tem lutado contra separatistas apoiados pela Rússia em um conflito que matou mais de 13.000 pessoas desde 2014. No geral, mais de 31.000 mulheres agora servem nas forças armadas ucranianas, incluindo mais de 4.000 oficiais, ela informou à agência Radio Free Europe.

O serviço de imprensa das forças armadas ucranianas disse à agência que os sapatos de salto alto foram escolhidos pelas próprias militares, a partir de uma ordem do ministro da defesa.

No dia seguinte à postagem, Taran anunciou que as cadetes usariam um uniforme diferente no desfile, incluindo um tipo diferente de calçado.

A deputada governista Marina Bardina disse que os sapatos no desfile “serão diferentes”. Segundo ela, o ministério também concordou em trabalhar em conjunto para estabelecer a igualdade nas forças armadas e apoiar as mulheres no serviço e que a legislação já havia sido introduzida para esse fim.

Cadetes ucranianas marcham de salto alto/Divulgação

Foto: Cadetes ucranianas marcham de salto alto/Divulgação

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Ex-ministro da educação é preso pela PF por esquemas com pastores no MEC

A Operação investiga o balcão de negócios montado por pastores, também preso, dentro da pasta comandada pelo ex-ministro.

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Além de Milton Ribeiro, são alvos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas

A Polícia Federal prendeu nesta quarta o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, alvo de investigações por corrupção na liberação de verbas do ministério a partir de um esquema de tráfico de influência envolvendo pastores evangélicos.

As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à primeira instância. A investigação corre sob sigilo. O mandado contra Ribeiro é de prisão preventiva.

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços de Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no MEC. Santos e Moura também foi preso.

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares diversas como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos.

Batizada de “Acesso Pago”, a ação investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação.

“A investigação iniciou-se com a autorização do STF em razão do foro privilegiado de um dos investigados. Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União reunidos no inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas”, diz a PF.

O crime de tráfico de influência está previsto no artigo 332 do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses), todos previstos no Código Penal.

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