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Rio suspende aplicação da 1ª dose da vacina desta quarta após atraso na entrega

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou na tarde desta terça-feira (10) que o município vai suspender a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 para pessoas a partir de 24 anos, prevista para esta quarta.

Por meio do perfil que mantém no Twitter, Paes disse que o atraso na entrega de imunizantes gerou a suspensão.

“Infelizmente, fomos informados que as vacinas previstas para hoje só chegarão nessa madrugada. Isso nos leva a ter que suspender a vacinação da primeira dose no dia de amanhã”.

Somente adultos acima de 50 anos, pessoas com deficiência, gestantes e puérperas a partir de 18 anos poderão receber a primeira dose. A segunda dose está mantida nos postos normalmente.

O prefeito afirma que “muito provavelmente”, o cronograma de imunização na cidade retorna na quinta-feira (12).

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio disse que “aguardou até o início da noite desta terça-feira que o Ministério da Saúde distribuísse as doses de vacinas contra a Covid-19 recebidas desde o dia 4 de agosto”.

A pasta municipal afirma que “no total, o Ministério da Saúde tem em estoque 5,8 milhões de doses da Pfizer; 3,4 milhões de CoronaVac e 1,1 milhão de AstraZeneca”.

O município também apela para que as doses sejam distribuídas pelo Ministério da Saúde em até 24 horas após a chegada dos imunizantes.

“A cidade do Rio de Janeiro espera receber o proporcional da sua população para seguir com o calendário de D1, e reforça o pedido para que o MS distribua as vacinas em, no máximo, 24 horas a partir da entrega pelos produtores. Também considera fundamental que o ministério apresente um calendário de distribuição, visto que a Pfizer, a Fiocruz e o Butantã entregam as vacinas nas datas previstas em contrato”.

CNN entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda resposta da pasta sobre as declarações do município do Rio.

Íntegra da nota do Rio

“A Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio) aguardou até o início da noite desta terça-feira (10) que o Ministério da Saúde (MS) distribuísse as doses de vacinas contra a covid-19 recebidas desde o dia 4 de agosto. Como as doses não foram entregues, a SMS-Rio se vê mais uma vez obrigada a suspender a aplicação de primeiras doses (D1) no Município do Rio. A segunda dose (D2) está mantida nos postos. 

No total, o Ministério da Saúde tem em estoque 5,8 milhões de doses da Pfizer; 3,4 milhões de CoronaVac e 1,1 milhão de AstraZeneca. A cidade do Rio de Janeiro espera receber o proporcional da sua população para seguir com o calendário de D1, e reforça o pedido para que o MS distribua as vacinas em, no máximo, 24 horas a partir da entrega pelos produtores. Também considera fundamental que o ministério apresente um calendário de distribuição, visto que a Pfizer, a Fiocruz e o Butantã entregam as vacinas nas datas previstas em contrato. 

Em pleno inverno e com uma nova variante do coronavírus circulando, é imprescindível que todos tenham senso de urgência com a campanha para vacinação covid-19.”

 

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Ex-ministro da educação é preso pela PF por esquemas com pastores no MEC

A Operação investiga o balcão de negócios montado por pastores, também preso, dentro da pasta comandada pelo ex-ministro.

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Além de Milton Ribeiro, são alvos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas

A Polícia Federal prendeu nesta quarta o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, alvo de investigações por corrupção na liberação de verbas do ministério a partir de um esquema de tráfico de influência envolvendo pastores evangélicos.

As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à primeira instância. A investigação corre sob sigilo. O mandado contra Ribeiro é de prisão preventiva.

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços de Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no MEC. Santos e Moura também foi preso.

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares diversas como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos.

Batizada de “Acesso Pago”, a ação investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação.

“A investigação iniciou-se com a autorização do STF em razão do foro privilegiado de um dos investigados. Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União reunidos no inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas”, diz a PF.

O crime de tráfico de influência está previsto no artigo 332 do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses), todos previstos no Código Penal.

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