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Talibã não estenderá prazo de 31 de agosto para saída das forças ocidentais

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O Talibã não prorrogará o prazo de 31 de agosto para que as forças ocidentais deixem o Afeganistão, disseram duas fontes do grupo islâmico à agência Reuters nesta segunda-feira (23).

As fontes, no entanto, disseram que nenhum governo ou autoridade ocidental abordou o Talibã para estender o prazo.

Também nesta segunda, as forças do grupo islâmico recapturaram três distritos no norte do país que estavam sob controle de milícias locais desde a semana passada, disse um porta-voz.

Os distritos de Bano, Deh Saleh, Pul e-Hesar na província de Baghlan foram tomados por grupos de milícias locais em um dos primeiros sinais de resistência armada ao Talibã desde a tomada da capital Cabul, em 15 de agosto.

Nesta segunda, as forças do Talibã retomaram os distritos e se estabeleceram em Badakhshan, Takhar e Andarab perto do vale de Panjshir, de acordo com publicação no Twitter do porta-voz do grupo, Zabihullah Mujahid.

Forças leais a Ahmad Massoud, filho do comandante mujahideen anti-soviético Ahmad Shah Massoud, se estabeleceram no vale de Panjshir, uma área montanhosa a noroeste de Cabul que resistiu ao Talibã antes de 2001.

Massoud, cujas forças incluem remanescentes do Exército regular do país e unidades de forças especiais, pediu negociações para formar um governo inclusivo para o Afeganistão, mas prometeu resistir se as forças do Talibã tentarem entrar no vale.

 

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Ex-ministro da educação é preso pela PF por esquemas com pastores no MEC

A Operação investiga o balcão de negócios montado por pastores, também preso, dentro da pasta comandada pelo ex-ministro.

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Além de Milton Ribeiro, são alvos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas

A Polícia Federal prendeu nesta quarta o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, alvo de investigações por corrupção na liberação de verbas do ministério a partir de um esquema de tráfico de influência envolvendo pastores evangélicos.

As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à primeira instância. A investigação corre sob sigilo. O mandado contra Ribeiro é de prisão preventiva.

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços de Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no MEC. Santos e Moura também foi preso.

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares diversas como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos.

Batizada de “Acesso Pago”, a ação investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação.

“A investigação iniciou-se com a autorização do STF em razão do foro privilegiado de um dos investigados. Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União reunidos no inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas”, diz a PF.

O crime de tráfico de influência está previsto no artigo 332 do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses), todos previstos no Código Penal.

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