ALERTA
Estado registra 8 mortes por meningite e descarta surto
Mesmo com o aumento de casos, a avaliação da Vigilância Epidemiológica é de que os casos seguem dentro de um comportamento esperado
COTIDIANO
Mato Grosso já registrou 29 casos de meningite em 2026, com oito mortes confirmadas pela doença, segundo dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Apesar dos números, o governo afirma que não há surto em andamento.
Os dados foram atualizados após a inclusão de óbitos registrados em Sinop, elevando o total de mortes de seis para oito. Mesmo com o aumento, a avaliação da Vigilância Epidemiológica é de que os casos seguem dentro de um comportamento esperado.
“Até o momento, não há indicação de surto ou transmissão comunitária de meningite em Mato Grosso. No município de Sinop, a situação segue em acompanhamento, sem registro de novos casos além das notificações iniciais”, afirmou o secretário de Saúde, Juliano Melo.
Na comparação com anos anteriores, o número de casos até abril apresenta leve variação. Foram 22 registros no mesmo período de 2024 e 25 em 2025. Já em relação aos óbitos ao longo de todo o ano, foram 25 mortes em 2024 e 18 em 2025.
A meningite pode ser causada por diferentes agentes, como vírus, bactérias e fungos, o que exige avaliação específica para cada caso. Nem todas as ocorrências têm o mesmo nível de gravidade ou exigem as mesmas medidas de controle.
A principal orientação da Secretaria de Saúde neste momento é reforçar a vacinação, especialmente entre crianças e adolescentes. O SUS oferece gratuitamente imunizantes contra os principais tipos da doença, disponíveis nas unidades básicas de saúde.
Além da vacinação, o alerta é para que a população fique atenta aos sintomas, como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e confusão mental. Em crianças pequenas, sinais como irritação, choro persistente e sonolência também podem indicar a doença.
A SES orienta ainda que não haja automedicação e que qualquer suspeita seja avaliada por profissionais de saúde. O monitoramento segue sendo feito em parceria com municípios e unidades de saúde em todo o estado.
COTIDIANO
MT tem 3ª pior cobertura do Samu e enfrenta demissões
Estado atende só 58% da população, abaixo da média nacional de 88%, e debate ocorre em meio a cortes e possível desativação
Mato Grosso tem a terceira pior cobertura do Samu no Brasil e enfrenta uma nova crise no serviço em meio a demissões e risco de desativação de unidades. O estado cobre apenas 58% da população, bem abaixo da média nacional, que gira em torno de 88% a 90%.
O cenário foi discutido nesta terça-feira na Assembleia Legislativa, durante reunião da Comissão de Saúde que reuniu representantes do Ministério da Saúde, governo estadual e profissionais do serviço na terça-feira (28). O debate ocorre após o desligamento de 56 trabalhadores na Baixada Cuiabana e preocupação com o enfraquecimento do atendimento em Cuiabá, Várzea Grande e região.
Segundo o Ministério da Saúde, o baixo alcance do serviço em Mato Grosso é um problema estrutural que precisa de articulação entre estado e municípios.
“Mato Grosso chama atenção porque está muito abaixo da média nacional. Nosso papel é entender por que alguns estados têm 100% de cobertura e aqui estamos em 58%. Há alinhamento para ampliar o serviço e avançar rapidamente”, afirmou o diretor da pasta, Fernando Figueira.
A avaliação dentro da Assembleia é de que o estado está entre os piores do país nesse indicador, à frente apenas de Rondônia e Tocantins.
“Dos 27 estados, Mato Grosso é o 25º em cobertura. Perdemos até para estados com mais dificuldade logística. Isso exige organização regional e mais esforço para expandir o serviço”, disse o deputado Lúdio Cabral.
Para tentar reverter o cenário, o governo federal anunciou o envio de 52 novas ambulâncias ao estado, com o objetivo de ampliar a cobertura e aproximar o atendimento do padrão nacional.
Além da expansão, outro ponto central da discussão foi a situação dos profissionais desligados. A possibilidade de recontratação entrou na pauta, assim como a necessidade de evitar novas demissões.
O governador Otaviano Pivetta sinalizou que deve revisar os contratos e convocar uma reunião para alinhar a situação do serviço.
“Vamos entender como está o Samu e o Corpo de Bombeiros para não haver sobreposição. Não temos dinheiro para desperdiçar, mas temos condições de fazer o serviço funcionar bem”, afirmou.
Prefeitos também pressionam por aumento no repasse federal, apontando dificuldade para manter o serviço nos municípios menores, o que ajuda a explicar a baixa cobertura no estado.
A discussão segue com dois focos: ampliar a estrutura para alcançar mais regiões e reorganizar a gestão do serviço, que hoje enfrenta pressão política, operacional e financeira ao mesmo tempo.
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