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RONDONÓPOLIS

Faltam informações básicas nos estabelecimentos noturnos

Faltavam informações sobre proibição de venda de bebidas alcoólicas para menores e no banheiro feminino sobre como agir diante de assédio

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Durante a ação também foram apreendidos pacotes de carnes embaladas a vácuo com data de validade vencida

Fiscalização de rotina do Procon de Rondonópolis detectou estabelecimentos noturnos negligenciando os direitos dos consumidores quanto à informações básicas obrigatórias diante da oferta de serviços e produtos. Em alguns locais, faltam até os preços. A ação ocorreu na noite da quinta-feira (14) e os bares e conveniências terão 20 dias para se regularizarem, sob pena de receberem multas.

Segundo a equipe de fiscalização, nos comércios noturnos, faltavam informações como indicativo de proibição de venda de bebidas alcoólicas para menores, informações no banheiro feminino sobre como agir diante de importunação ou assédio, aviso de cobrança de taxa de “couvert artístico”, que é opcional caso a informação não seja pública, placa de não fume (em caso de lugar fechado), número do Procon, Código de Defesa do Consumidor (CDC) para acesso imediado do cliente, entre outros.

No tocante à taxa de serviços, que é opcional, estava embutida automaticamente na conta, num dos locais. Durante a ação também foram apreendidos pacotes de carnes embaladas a vácuo e leite que estavam à venda com data de validade vencidos. A apreensão ocorreu numa conveniência.

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O coordenador executivo do Procon Rondonópolis, Rubson Guimarães, destaca que os consumidores devem ficar atentos às cobranças nos estabelecimentos e, caso se sintam lesados, devem denunciar o bar, restaurante, pizzaria, lanchonete ou outro estabelecimento ao Procon. “Muitas vezes a pessoa sequer imagina que está pagando a mais por um serviço. Muitos saem à noite para se divertir, mesmo assim, precisam ficar atentos e conferir os dados da conta e se há informações básicas nos bares e lanchonetes”, alertou.

Para denunciar ou reclamar de comércio e serviços, o Procon disponibiliza dois contatos: telefone (66) 3411- 5701 ou whatsapp (66) 98438-2460.

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COTIDIANO

MT está entre os estados com mais internações por álcool no país

Mato Grosso teve taxa de 203,9 internações atribuíveis ao álcool para cada 100 mil habitantes em 2024, segundo o estudo

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A pesquisa também identificou mudança no comportamento dos brasileiros em relação à bebida.

O consumo abusivo de álcool segue refletindo diretamente na saúde pública em Mato Grosso. Dados do relatório “Álcool e a Saúde dos Brasileiros – Panorama 2025”, divulgado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), mostram que o estado registra uma das maiores taxas de internações relacionadas ao álcool no Brasil. É o 9º entre os 26 Estados e o Distrito Federal.

Segundo o levantamento, Mato Grosso teve taxa de 203,9 internações atribuíveis ao álcool para cada 100 mil habitantes em 2024, ficando entre os estados com maiores índices do país. Já a taxa de mortes relacionadas ao consumo alcoólico chegou a 37,7 óbitos por 100 mil habitantes em 2023.

O estudo aponta que as regiões Centro-Oeste e Norte concentram um dos perfis mais preocupantes de consumo excessivo de álcool no Brasil. Entre os fatores de risco identificados estão homens entre 25 e 44 anos, com ensino médio, e pessoas que consomem sete ou mais doses em uma única ocasião com maior frequência.

Apesar de o levantamento nacional mostrar redução no consumo abusivo de álcool — que caiu de 17% para 15% entre 2023 e 2025 — o padrão de ingestão pesada ainda preocupa especialistas, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.

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A pesquisa também identificou mudança no comportamento dos brasileiros em relação à bebida. O percentual de pessoas que afirmam não consumir álcool subiu de 55% para 64% nos últimos dois anos. Entre jovens de 18 a 24 anos, a abstenção aumentou de 46% para 64%.

Mesmo assim, os impactos seguem elevados. Nacionalmente, as internações parcialmente atribuíveis ao álcool cresceram 50,3% entre 2010 e 2024, enquanto o total de internações relacionadas ao consumo alcoólico aumentou 24,2% no período.

Outro dado que chamou atenção no relatório foi o aumento expressivo das internações e mortes relacionadas ao álcool entre pessoas com mais de 55 anos. O crescimento das internações nessa faixa etária chegou a 105% entre 2010 e 2024, enquanto os óbitos aumentaram 51%.

Entre as principais causas de internações ligadas ao álcool estão acidentes de trânsito, quedas e outras lesões não intencionais. Já as mortes estão associadas principalmente à cirrose hepática, doenças cardíacas e acidentes de trânsito.

O relatório completo do CISA foi elaborado com base em dados do Datasus, Sistema de Informações Hospitalares (SIHSUS), Sistema de Mortalidade (SIM), além de pesquisa domiciliar realizada pela Ipsos em todo o país.

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