CUIABÁ

MORREU EM PORTUGAL

Família do interior de MT faz vaquinha para trazer corpo de jovem

O garoto iria completar 19 anos no dia 15 de maio e as circunstâncias que o levaram até a morte são um mistério, inclusive para a família

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Rapaz estava em viagem a Europa há dois meses, no país onde mora a mãe

A família do estudante Kauã Victor Moraes da Silva, de 18 anos, encontrado morto na última quarta-feira (11) em Portugal, iniciou uma vaquinha virtual para ajudar no pagamento dos custos do translado de Lisboa para Brasília.

Ele morava em Araputanga, a 371 km de Cuiabá, e estava há dois meses em Portugal. Os parentes esperam arrecadar os R$ 30 mil necessários para o traslado até o Brasil.

Até a publicação desta reportagem, a vaquinha havia arrecadado R$ 7.271,60 e contava com a participação de 124 pessoas.

O garoto iria completar 19 anos no dia 15 de maio. Kauã estava visitando a mãe em Portugal, ele tinha pretensões de estudar e trabalhar no país europeu.

No Brasil, a família ainda aguarda notícias sobre o que pode ter acontecido com o jovem. A avó do garoto, que mora na Espanha, está em Portugal, em busca de mais informações sobre o caso.

“Eu entrei em contato com um consulado de Portugal aqui no Brasil para saber o que era possível fazer. Consegui o contato do cônsul em Lisboa, mas eles não conseguem nos ajudar com as custas. O transporte até Brasília ficou em R$ 30 mil. Ainda tem as custas do Distrito Federal a Araputanga (MT)”, disse Welton Silva, pai de Kauã.

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O pai conta que o garoto sonhava em estudar tecnologia da informação (TI), no país europeu. Para doar, acesse a vaquinha criada pela família de Kauã.

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COTIDIANO

Sobrevivente de tragédia em MT relata que ônibus “corria demais”

A esteticista e a filha estão entre os sobreviventes e denúncia não ter recebido amparo da empresa Itamarati, a quem deve processar

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Mulher conta que filha teve de escalar o ônibus para conseguir sair, após o acidente

A esteticista Kely Eronides da Silva, de 37 anos, viajava com a filha, de 10, no segundo andar do ônibus da Expresso Itamarati, que seguia para Sinop e bateu em um caminhão de soja na BR-163, em Vera, na terça-feira (17).

Ela foi uma das sobreviventes, mas afirma não ter recebido amparo da empresa. Oito pessoas morreram no acidente e cinco ainda estavam internadas em estado grave na última semana, em hospitais de Sorriso e Sinop.

Entre os hospitalizados, está Edmilson Pereira, que dirigia o ônibus de viagem. Ele teve um dos braços decepados durante o acidente e precisou passar por uma cirurgia no Hospital Regional de Sorriso.

De acordo com Kely, o motorista estava correndo acima do devido na rodovia. “Correndo muito, estressado. Foi fazer uma ultrapassagem. A empresa até agora não entrou em contato comigo para nada. Passei pelo médico de Sinop, porque tenho plano de saúde”, contou ao site Olhar Direto.

A esteticista afirma que pretende entrar com um processo contra a Expresso Itamarati e acionou um advogado para acompanhar o caso. No entanto, ela e a filha ainda estão muito abaladas.

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O segundo andar do ônibus foi atingido por destroços do caminhão, que feriram vários dos 45 passageiros que estavam no local. Kely e a filha estão entre as vítimas que tiveram que pular a janela do veículo para se salvarem.

“Estávamos nas poltronas 37 e 38. Sobrevivemos por um livramento de Deus. Mesmo machucada, minha filha escalou o ônibus para descer, porque a escada tinha sido destruída”.

A criança teve apenas um arranhão na testa e sente dores musculares, mas não consegue se esquecer do acidente. Já Kely sente dores na costela, rosto e joelho por conta do impacto causado pela batida.

A esteticista afirma que o trauma psicológico é ainda maior por ter passado por uma situação trágica com o acidente ao lado da filha. “Fui visitar uma irmã em Sinop, nunca tinha ido. Tanto que nem conhecia o percurso. A empresa em nenhum momento prestou qualquer auxílio, estamos em choque”.

Motorista invadiu contramão

Em análises preliminares, as equipes constataram marcas de frenagem na pista contrária, sentido Sorriso. No entanto, a dinâmica do acidente ainda será investigada por perícias.

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Sobre a hipótese do motorista do ônibus ter dormido enquanto dirigia, o inspetor da PRF que acompanhou o caso afirmou que a possibilidade também será investigada pela Politec.

O motorista do caminhão, que tombou sobre a pista e derramou toda a carga de soja que transportava, sofreu lesões leves. A empresa Expresso Itamarati, onde Edmilson trabalhava, negou que ele tenha excedido a jornada de trabalho permitida.

“Prepostos da empresa se deslocaram ao local imediatamente após o ocorrido para prestar assistência às vítimas e familiares, bem como para contribuir com as autoridades competentes para apuração das causas do acidente”

Até o momento foram confirmadas oito mortes. A professora Sidinei de Oliveira Cardoso, de 48 anos, e o filho, Carlos André Fidelis Oliveira Cardoso, de 14, estão entre as vítimas.

Também morreram no acidente: Alfredo Lopes da Silva (65), Maria Carneiro (61), Clayton Aparecido da Silva (37), Brena Nunes Ronsoni (24), Pedro Henrique Rodrigues Leal Pinto (21), Deborah Costa de Almeida (21).

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