CUIABÁ

ACIDENTE NA CHAPADA

"Foi um milagre e dos grandes", diz sobrevivente do Portão do Inferno

Caminhoneiro despencou de uma localidade onde existe um precipício com mais de 70 metros de altura e sobreviveu

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O idoso precisou apenas de uma semana de internação na UTI

O motorista Daniel Francisco Sales, de 64 anos, que se envolveu em acidente impressionante no Portão do Inferno na última quarta-feira (4), recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nesta semana, e aguarda resultados dos exames realizados para uma nova avaliação médica.

Em conversa por telefone, Daniel afirmou que está bem, e que também se surpreendeu com sua recuperação. “Não estou 100%, mas estou bem, foi um milagre e dos grandes”, disse o idoso. A recuperação de saúde do motorista foi, de fato, muito veloz, necessitando apenas de uma semana de internação na UTI.

O quadro evoluiu e ele foi encaminhado para a enfermaria. Uma nova cirurgia, agora na veia principal da perna, não foi descartada e está sendo analisada pelos médicos a situação dele é estável. “Eu achei que ele ia morrer, mas vendo a situação dele hoje, foi realmente um milagre”, afirma a esposa Vera Lucia, ao admitir que se surpreendeu com o marido ter sobrevivido a queda de quase 70 metros.

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Vera afirmou que a empresa do marido não entrou em contato com ela para oferecer suporte.

Acidente 

Daniel trafegava pela rodovia 251, sentido Chapada dos Guimarães a Cuiabá, quando o caminhão que conduzia, provavelmente, perdeu o freio.  Ao tentar retomar o controle do caminhão, Daniel Francisco bateu sob o paredão e em seguida despencou no Portão do Inferno.

O motorista deu entrada no HMC (Hospital Municipal de Cuiabá) após ser resgatado quatro horas depois do acidente, em uma operação que envolveu até helicóptero.

 

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Sobrevivente de tragédia em MT relata que ônibus “corria demais”

A esteticista e a filha estão entre os sobreviventes e denúncia não ter recebido amparo da empresa Itamarati, a quem deve processar

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Mulher conta que filha teve de escalar o ônibus para conseguir sair, após o acidente

A esteticista Kely Eronides da Silva, de 37 anos, viajava com a filha, de 10, no segundo andar do ônibus da Expresso Itamarati, que seguia para Sinop e bateu em um caminhão de soja na BR-163, em Vera, na terça-feira (17).

Ela foi uma das sobreviventes, mas afirma não ter recebido amparo da empresa. Oito pessoas morreram no acidente e cinco ainda estavam internadas em estado grave na última semana, em hospitais de Sorriso e Sinop.

Entre os hospitalizados, está Edmilson Pereira, que dirigia o ônibus de viagem. Ele teve um dos braços decepados durante o acidente e precisou passar por uma cirurgia no Hospital Regional de Sorriso.

De acordo com Kely, o motorista estava correndo acima do devido na rodovia. “Correndo muito, estressado. Foi fazer uma ultrapassagem. A empresa até agora não entrou em contato comigo para nada. Passei pelo médico de Sinop, porque tenho plano de saúde”, contou ao site Olhar Direto.

A esteticista afirma que pretende entrar com um processo contra a Expresso Itamarati e acionou um advogado para acompanhar o caso. No entanto, ela e a filha ainda estão muito abaladas.

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O segundo andar do ônibus foi atingido por destroços do caminhão, que feriram vários dos 45 passageiros que estavam no local. Kely e a filha estão entre as vítimas que tiveram que pular a janela do veículo para se salvarem.

“Estávamos nas poltronas 37 e 38. Sobrevivemos por um livramento de Deus. Mesmo machucada, minha filha escalou o ônibus para descer, porque a escada tinha sido destruída”.

A criança teve apenas um arranhão na testa e sente dores musculares, mas não consegue se esquecer do acidente. Já Kely sente dores na costela, rosto e joelho por conta do impacto causado pela batida.

A esteticista afirma que o trauma psicológico é ainda maior por ter passado por uma situação trágica com o acidente ao lado da filha. “Fui visitar uma irmã em Sinop, nunca tinha ido. Tanto que nem conhecia o percurso. A empresa em nenhum momento prestou qualquer auxílio, estamos em choque”.

Motorista invadiu contramão

Em análises preliminares, as equipes constataram marcas de frenagem na pista contrária, sentido Sorriso. No entanto, a dinâmica do acidente ainda será investigada por perícias.

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Sobre a hipótese do motorista do ônibus ter dormido enquanto dirigia, o inspetor da PRF que acompanhou o caso afirmou que a possibilidade também será investigada pela Politec.

O motorista do caminhão, que tombou sobre a pista e derramou toda a carga de soja que transportava, sofreu lesões leves. A empresa Expresso Itamarati, onde Edmilson trabalhava, negou que ele tenha excedido a jornada de trabalho permitida.

“Prepostos da empresa se deslocaram ao local imediatamente após o ocorrido para prestar assistência às vítimas e familiares, bem como para contribuir com as autoridades competentes para apuração das causas do acidente”

Até o momento foram confirmadas oito mortes. A professora Sidinei de Oliveira Cardoso, de 48 anos, e o filho, Carlos André Fidelis Oliveira Cardoso, de 14, estão entre as vítimas.

Também morreram no acidente: Alfredo Lopes da Silva (65), Maria Carneiro (61), Clayton Aparecido da Silva (37), Brena Nunes Ronsoni (24), Pedro Henrique Rodrigues Leal Pinto (21), Deborah Costa de Almeida (21).

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