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Brasileiros atingem marca de R$ 1 trilhão de impostos pagos em 2022

A marca foi atingida na madrugada desta terça-feira (3), à 1h37. A soma é maior do que o valor proporcional de 2021

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ECONOMIA

Em Mato Grosso, a atual gestão também tem números de crescimento em arrecadação

A população brasileira já pagou de R$ 1 trilhão em impostos apenas nos cinco primeiros meses do ano.

Os dados foram divulgados pelo “Impostômetro”, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A marca foi atingida na madrugada desta terça-feira (3), à 1h37. A soma é maior do que o valor arrecadado no ano passado até a mesma data.

Origem do valor

A soma de um trilhão vem dos valores pagos pelos contribuintes brasileiros em impostos, taxas e contribuições aos governos federal, estaduais e municipais.

Durante todo o ano de 2021, os brasileiros pagaram quase R$ 2,6 trilhões em impostos no total.

O Impostômetro

O impostômetro foi criado em 2005 e busca estimar o valor total de impostos, taxas, contribuições e multas que a população brasileira paga para a União, os estados e os municípios.

Mato Grosso

Por falar em imposto, poucos na história recente de Mato Grosso chegaram perto de se “destacar” no quesito feito o atual governador, Mauro Mendes (UB).

O gestor que busca a reeleição assumiu em 2019 com pouco mais de R$ 11 bilhões de arrecadação e deve chegar próximo de R$ 25 bilhões, em 2022. A gestão evita falar em “aumento de impostos”, mas os números traem.

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O arrecadado com combustíveis, por exemplo, está mais do que dobrando no ano atual, mesmo com o discurso do governador da alíquota congelada ou mesmo da redução de 1%. O grande problema é que o índice é aplicado sobre o valor final.

Situação parecida e já denunciada pelo deputado estadual, Faissal Calil (CIDADANIA), ocorre com o gás de cozinha, onde a tributação “mascarada” ajuda a fazer de Mato Grosso top 1 de custo do item entre todos os estados brasileiros.

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ECONOMIA

MT arrecada quase R$ 1 bilhão só com ICMS de etanol em 2021

A queda de braço sobre “quem é o culpado pelo preços dos combustíveis”, que estava na seara política, também passa para a judicial. 

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Os números arrecadatórios mais que dobraram nos últimos cinco anos em relação ao produto. - FOTO - Mayke Toscano Secom/MT

A arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o etanol mais que dobrou nos últimos cinco anos em Mato Grosso. Na safra 2017/2018, a comercialização dos biocombustíveis gerou uma receita de R$ 297,55 milhões, em valores atualizados, para os cofres do estado. No ano passado, o valor saltou para R$ R$ 955,09 milhões, segundo a própria Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

A elevação dos números tem relação direta com o aumento do parque industrial no estado, mas também em virtude da escala de preços no valor final do litro do combustível. No período analisado, de 2017 a 2022, a produção de etanol em Mato Grosso triplicou, passando de 1,49 bilhão de litros na safra 2017/2018 para 4,07 bilhões de litros na última temporada, incremento viabilizado pela consolidação das indústrias de etanol à base de milho no estado.

O biocombustível à base de milho corresponde atualmente a 75% do volume total do etanol mato-grossense. Outra importante contribuição do setor foi que, com a verticalização da produção, o perfil da arrecadação sobre o milho mudou. Ao exportar uma tonelada do cereal, o estado arrecada R$ 11,39, contudo, ao transformar uma tonelada de milho em etanol, óleo e farelos, este valor salta para R$ 96,53.

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Mauro é um dos líderes nacionais de um movimento de revolta dos governadores que tenta, de todas as maneiras, manobrar em cima de uma Lei Complementar que nasceu por iniciativa do Governo Federal e foi aprovada no Congresso Nacional para criar uma tributação única e fixa sobre o litro do combustível e não mais pelo seu valor final da bomba.

Os secretários estaduais de Fazenda já encontraram um meio de burlar os termos, criando um sistema de “descontos” que fará com que, na prática, o ICMS siga, por exemplo, sem ser equiparado entre os entes federativos. A União já entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal – STF, já acatada pelo ministro, André Mendonça, para contra-atacar judicialmente e a queda de braço sobre “quem é o culpado pelo preços dos combustíveis”, que estava na seara política, também passa para a judicial.

Em outra frente, o site “O Antagonista” já publicou que o próprio presidente Bolsonaro já solicitou pareceres jurídicos de sua equipa sobre como pode agir em relação a políticas da Petrobrás e como cobrar que a estatal “cumpra sua função social”, em crítica indireta sobre a política de busca incessante de lucros que a empresa pública tem perseguido.

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