CUIABÁ

ALÍVIO NO BOLSO

Litro da gasolina cai mais de R$ 1,00 em MT em cinco dias

Após intervenções do Governo Federal no comando da Petrobrás, limitação do ICMS, e outras ações pontuais, o consumidor já sente a diferença

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ECONOMIA

Em menos de sete dias, o preço nas bombas saiu de mais de R$ 7,00 para abaixo de R$ 6,00 em Cuiabá

Depois da troca do comando da Petrobrás, aprovação de um projeto que limitou o ICMS (imposto estadual) em um máximo de 17% de incidência e outras ações pontuais do Governo Federal, a gasolina teve uma queda brusca de preço entre o fim da última semana e esta segunda-feira (4), em Mato Grosso.

A queda nos preços também foi puxada pela “concorrência” do etanol, que após outra ação federal ter desvinculado o repasse do combustível via distribuidora, pra ser vendido direto das usinas para os postos, passou a ter uma diferente de mais de R$ 3,00 o litro em relação a gasolina, na Grande Cuiabá, por exemplo, nos últimos dias.

Nos últimos cinco dias, o litro do combustível caiu mais de R$ 1 nas bombas, uma queda aproximada de 15%, variando de estabelecimento pra estabelecimento. Em linhas gerais, o consumidor que encontrava o combustível a mais de R$ 7,00, na última semana, já o encontra abaixo de R$ 6,00 na capital. Enquanto isso, o etanol segue um patamar atrativo abaixo de R$ 4,00, chegando a até R$ 3,85 o litro na maior cidade do estado.

A expectativa, segundo interlocutores do Governo Federal e membros da bancada federal, ouvidos pelo MINUTO MT, é que os preços sofram novas reduções, nos próximos dias. “O Governo Bolsonaro tem colocado todos os setores do país em pratos limpos. A Petrobrás foi vendida lá atrás para acionistas, que controlavam sua política de preços, desde os governos do PT. Bolsonaro está tendo a coragem de agir contra estas ações anti-Brasil da pseudoestatal, expondo ainda a carga abusiva do ICMS e, com apoio do Congresso Nacional, desmontando esse monopólio como na venda direta do etanol. Este Governo Federal, com apoio dos deputados e senadores, está  desamarrando os nós e trazendo a população para o debate real, que interessa a todos”, explicou o deputado federal, José Medeiros (PL), vice-líder do Governo Bolsonaro.

 

 

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ECONOMIA

Energia solar segue crescendo e só perde em volume pra hidrelétricas e eólica

Em Mato Grosso, o setor da energia solar se tornou um mercado promissor. O estado é a quarta unidade federativa em potência instalada

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Cuiabá é o primeiro município no ranking de produção de energia solar do país em um período de um ano.

A energia solar se tornou a terceira maior fonte da matriz nacional, em julho, ultrapassando as termelétricas de gás natural e de biomassa, segundo dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Agora, a categoria, que reúne grandes usinas e pequenos projetos de geração própria, só fica atrás das hidrelétricas e dos parques eólicos, de acordo com a entidade.

O mapeamento aponta que o país tem hoje 16,4 gigawatts de potência instalada em energia solar, patamar um pouco acima do valor referente a gás natural e biomassa.

Capital de MT no topo

Cuiabá é o primeiro município no ranking de produção de energia solar do país em um período de um ano. Segundo o levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a capital tem 117 megawats instaladas que correspondem a 1,1% do total do Brasil.

Em segundo ficou Brasília com 106 megawats gerados e em terceiro Teresina, com 105 megawats. De acordo com o coordenador regional da Absoalr, Tiago Vianna, a procura pela instalação de sistemas fotovoltaicos tem sido muito grande por consumidores residenciais.

“Hoje de todo o volume, mais de 70% são microgeradores instalados em telhados. Isso mostra que há uma adesão da população que entende que o custo de energia vai ser sempre impactante. A gente consegue no nosso lar fazer o investimento e ter um planejamento estratégico para resolver o problema de energia. O custo do sistema fotovoltaico vem caindo durante os anos. No começo era mais o comércio e a indústria que procuravam, mas atualmente, são mais as residências”, disse.

Em Mato Grosso, o setor da energia solar se tornou um mercado promissor. O estado é a quarta unidade federativa em potência instalada. Mais de 10% de toda a energia consumida dentro do estado já vêm da energia solar.

Em maio, foram mais de 50 mil conexões operacionais em 141 municípios, o que significa que são mais de 53 mil consumidores que já contam com essa economia no bolso, além do menor impacto ambiental.

A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de geração de emprego e renda, atração de investimentos e colaboração no combate às mudanças climáticas.

O que mais chama atenção é a procura pela energia solar em residências. Em novos condomínios que estão sendo lançados, atualmente, muitos deles já incluem o sistema como item primário.

Guerra tributária 

Diante da oferta existente, uma discussão política/jurídica iniciou sobre a tributação ou não da energia gerada. O atual governador, Mauro Mendes (UB), é um entusiasta da cobrança de impostos e justifica que quem tem o sistema pode pagar, já que “são pessoas ricas”.

Dados oficiais mostram, contudo, que a maioria dos clientes do sistema são pessoas da classe média, que majoritariamente parcelam os custos do sistema em cinco anos.

Políticos contrários à medida atacam Mauro dizendo que o gestor “cobra imposto do sol”, fazendo referência a condição natural da energia em questão.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT votou um projeto inicial para proibir a cobrança e, na prática, foi ignorada pelo governador.

O caso ganhou atenção da Justiça, que deu ganho de causa aos que querem impedir a cobrança. Nos últimos dias, deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram, o Projeto de Lei 897/2021, que deixa claro a indisponibilidade de incidir ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o sistema fotovoltaico.

O autor da lei, deputado estadual Faissal Calil (Cidadania), explicou que é “impossível cobrar qualquer imposto, pois não há circulação de mercadoria e você está consumindo seu próprio produto”. O texto, contudo, ainda vai à sanção de Mauro, que tem insistido na constitucionalidade da cobrança do imposto e promete ir até as últimas consequências.

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