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LÍDER NACIONAL

Mato Grosso tem nove cabeças de gado para cada habitante

Com um um rebanho de 32 milhões de cabeças, Mato Grosso já deixou São Paulo comendo poeira e é líder do segmento no país

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ECONOMIA

Só em março de 2022, o estado mandou para fora do país 49,5 mil toneladas de carne bovina. FOTO - @flaviovenancio5; @nelorecometa

Nesta sexta-feira (15) é celebrado o Dia do Pecuária. Em todo o estado, são mais de 140 mil pessoas atuando nesta atividade. Com um um rebanho de 32 milhões de cabeças, Mato Grosso é líder do segmento no país e tem nove animais para cada cidadão.

No ranking das unidades federativas, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 16,1% de participação no quadro nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,3%) e São Paulo (11%), segundo o IBGE ( (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos três primeiros meses de 2022, foram abatidas 6,96 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária, 5,5% superior à obtida em igual período de 2021.

Exportação

Até abril deste ano, o Brasil registrou aumento de 30% na exportação de carne bovina em comparação ao mesmo período no ano anterior. A informação é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados compilados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

A receita mais do que dobrou de 2021 para 2022, saindo de US$ 2,52 bilhões para mais de US$ 4 bilhões somente nos quatro primeiros meses deste ano.

A alta de 59% veio de três principais compradores: a China, que importou quase 350 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos, com 79 mil, e o Egito, com mais de 55 mil.

No total, 101 países aumentaram a aquisição a carne bovina brasileira no começo de 2022. Desde 2020, o posto de maior exportador de carne bovina do Brasil, antes pertencente ao estado de São Paulo, passou a ser de Mato Grosso.

Só em março de 2022, o estado mandou para fora do país 49,5 mil toneladas do produto, atingindo o terceiro melhor mês da história, perdendo apenas para agosto e setembro de 2021, quando foram exportados 50,18 mil e 55,49 mil toneladas, respectivamente.
O terceiro mês do atual ano rendeu ao estado uma movimentação de US$ 223,72 milhões.

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ECONOMIA

Energia solar segue crescendo e só perde em volume pra hidrelétricas e eólica

Em Mato Grosso, o setor da energia solar se tornou um mercado promissor. O estado é a quarta unidade federativa em potência instalada

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Cuiabá é o primeiro município no ranking de produção de energia solar do país em um período de um ano.

A energia solar se tornou a terceira maior fonte da matriz nacional, em julho, ultrapassando as termelétricas de gás natural e de biomassa, segundo dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Agora, a categoria, que reúne grandes usinas e pequenos projetos de geração própria, só fica atrás das hidrelétricas e dos parques eólicos, de acordo com a entidade.

O mapeamento aponta que o país tem hoje 16,4 gigawatts de potência instalada em energia solar, patamar um pouco acima do valor referente a gás natural e biomassa.

Capital de MT no topo

Cuiabá é o primeiro município no ranking de produção de energia solar do país em um período de um ano. Segundo o levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a capital tem 117 megawats instaladas que correspondem a 1,1% do total do Brasil.

Em segundo ficou Brasília com 106 megawats gerados e em terceiro Teresina, com 105 megawats. De acordo com o coordenador regional da Absoalr, Tiago Vianna, a procura pela instalação de sistemas fotovoltaicos tem sido muito grande por consumidores residenciais.

“Hoje de todo o volume, mais de 70% são microgeradores instalados em telhados. Isso mostra que há uma adesão da população que entende que o custo de energia vai ser sempre impactante. A gente consegue no nosso lar fazer o investimento e ter um planejamento estratégico para resolver o problema de energia. O custo do sistema fotovoltaico vem caindo durante os anos. No começo era mais o comércio e a indústria que procuravam, mas atualmente, são mais as residências”, disse.

Em Mato Grosso, o setor da energia solar se tornou um mercado promissor. O estado é a quarta unidade federativa em potência instalada. Mais de 10% de toda a energia consumida dentro do estado já vêm da energia solar.

Em maio, foram mais de 50 mil conexões operacionais em 141 municípios, o que significa que são mais de 53 mil consumidores que já contam com essa economia no bolso, além do menor impacto ambiental.

A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de geração de emprego e renda, atração de investimentos e colaboração no combate às mudanças climáticas.

O que mais chama atenção é a procura pela energia solar em residências. Em novos condomínios que estão sendo lançados, atualmente, muitos deles já incluem o sistema como item primário.

Guerra tributária 

Diante da oferta existente, uma discussão política/jurídica iniciou sobre a tributação ou não da energia gerada. O atual governador, Mauro Mendes (UB), é um entusiasta da cobrança de impostos e justifica que quem tem o sistema pode pagar, já que “são pessoas ricas”.

Dados oficiais mostram, contudo, que a maioria dos clientes do sistema são pessoas da classe média, que majoritariamente parcelam os custos do sistema em cinco anos.

Políticos contrários à medida atacam Mauro dizendo que o gestor “cobra imposto do sol”, fazendo referência a condição natural da energia em questão.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT votou um projeto inicial para proibir a cobrança e, na prática, foi ignorada pelo governador.

O caso ganhou atenção da Justiça, que deu ganho de causa aos que querem impedir a cobrança. Nos últimos dias, deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram, o Projeto de Lei 897/2021, que deixa claro a indisponibilidade de incidir ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o sistema fotovoltaico.

O autor da lei, deputado estadual Faissal Calil (Cidadania), explicou que é “impossível cobrar qualquer imposto, pois não há circulação de mercadoria e você está consumindo seu próprio produto”. O texto, contudo, ainda vai à sanção de Mauro, que tem insistido na constitucionalidade da cobrança do imposto e promete ir até as últimas consequências.

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