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Bienal do Livro de Brasília reforça importância da formação de leitores

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Encontrar uma história capaz de despertar curiosidade pode ser o primeiro passo para uma relação duradoura com a leitura. Em meio a livros, autores, personagens e diferentes formas de expressão literária, a Bienal Internacional do Livro de Brasília retorna à capital federal, após quatro anos, e acontece até o próximo domingo, 23 de agosto. O evento cria oportunidades para que crianças, adolescentes e adultos descubram novas possibilidades de leitura. 

Com o tema “Ler o Amanhã”, a programação reúne públicos diversos e atividades que aproximam literatura, cultura e educação. Mais do que um espaço para conhecer obras e autores, eventos literários podem contribuir para que o contato com os livros ultrapasse os dias de programação e faça parte do cotidiano dos leitores. 

Para a professora e escritora de livros infantojuvenis Gabi Vasconcelos, o encontro com a literatura pode ampliar perspectivas e estimular crianças e adolescentes a imaginar novas possibilidades para suas próprias trajetórias. “O livro é o incentivo para que ele saia do sonho para a realidade, ele queira transformar a vida dele cada vez mais, como aluno, como pessoa, como família. Então, o livro abre todas as portas que uma criança ou adolescente, qualquer pessoa precisa.” 

A escolha também pode ajudar a transformar a leitura em uma experiência de descoberta, sem que o leitor precise começar necessariamente por aquilo que outra pessoa considera mais adequado. O importante é encontrar uma obra que faça sentido para quem está lendo e, a partir dela, descobrir outros autores, gêneros e histórias. 

Primeiros anos – A formação de leitores não depende apenas do momento em que a criança aprende formalmente a ler. O contato com histórias, livros, brincadeiras e diferentes manifestações artísticas pode começar nos primeiros anos de vida e contribuir para a aproximação com a linguagem escrita e com a cultura letrada. 

Esse processo envolve diferentes espaços e atores, como famílias, escolas, bibliotecas e equipamentos culturais, além das políticas públicas voltadas à educação e à leitura. 

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A coordenadora-geral de Materiais Didáticos da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC), Jaqueline dos Santos Melo, explica que a aproximação com a cultura escrita pode ocorrer antes mesmo do processo de alfabetização. “Se eu tenho uma criança e eu leio pra ela muito antes de entrar na escola e muito antes do processo de alfabetização propriamente dito, isso já é uma forma de letramento social, de contato com a língua escrita, com o que a gente chama de ‘letramento’, que é você ter contato com a cultura letrada, que é você entender um convite, uma receita, o contexto de um livro literário”. 

A professora Jéssica dos Santos, da Escola Classe Chapadinha, em Brazlândia (DF), destaca a reação dos estudantes diante do contato com os livros. Segundo ela, a experiência pode ser especialmente significativa para crianças que têm menos oportunidades de vivenciar atividades culturais desse tipo. “A gente, como é uma escola rural, para muitas crianças, é tudo novo, então eles querem ver e ficam muito entusiasmados. Essa questão dos livros, eles gostam de pegar, gostam de ver.” 

MEC Livros – O acesso à literatura pode acontecer em diferentes ambientes e formatos. Além das bibliotecas físicas, das salas de aula e dos espaços culturais, os recursos digitais ampliam as possibilidades de acesso aos livros. 

O MEC Livros, biblioteca digital do MEC, disponibiliza mais de 25 mil obras nacionais e internacionais para empréstimo digital gratuito. A plataforma permite pesquisar títulos, selecionar uma obra e realizar o empréstimo para leitura. Dessa forma, o livro pode acompanhar o leitor também por meio de dispositivos digitais. 

A leitura das obras é realizada por meio do site ou do aplicativo. Para isso, é necessário realizar o login com a conta do Gov.br, que pode ser criada via aplicativo ou site. No aplicativo, o usuário deve clicar no botão “Entrar com Gov.br”, e, se estiver no site, deve selecionar o botão “Criar conta Gov.br”. Em seguida, digitar seu CPF e seguir as orientações para criar a conta.  

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Após fazer o login, na primeira página do MEC Livros, já aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, entre outras. Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestado, há a opção “Mais informações”, que possibilita a leitura do resumo sobre a obra. Por fim, abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura. 

E para escolher o primeiro livro — ou encontrar uma nova forma de se interessar pela leitura —, não é preciso seguir uma fórmula. Histórias em quadrinhos, poemas, romances, contos, biografias, cordéis e obras de literatura fantástica são algumas possibilidades que podem aproximar diferentes leitores da literatura. Para a escritora Gabi Vasconcelos, uma estratégia é decidir a partir dos assuntos que já despertam sua atenção. 

“Tem que dar a oportunidade, tentar conhecer. Eu falo sempre para ir na sua zona de interesse. Qual o tema que você gosta? Tem criança que adora dinossauro. Começa pelos dinossauros! Tem criança ou adolescente que gosta de determinado tema, vá no que você gosta primeiro. Isso vai abrindo espaço para novas leituras, para conhecer outros caminhos, e não tem como não se apaixonar”. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes

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O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território. 

A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental. 

Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada. 

Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas. 

A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações. 

Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.    

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Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território. 

Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens. 

Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio. 

Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005. 

Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores. 

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Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho. 

Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades. 

Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados. 

O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação. 

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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