Educação
Estudantes indígenas têm prazo ampliado para inscrição em pós-graduação
Educação
andidatos interessados em participar do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PDAI) ganharam mais tempo para se inscrever. O prazo para submissão das candidaturas foi prorrogado até 26 de outubro, às 23h59, no horário de Brasília. Com a alteração, as demais datas do processo de seleção também foram atualizadas.
A prorrogação foi publicada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), em retificação ao Edital Conjunto nº 23/2026. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo sistema eletrônico de inscrição da Capes.
Novo cronograma – Com a prorrogação das inscrições, as etapas seguintes também tiveram as datas modificadas. A análise documental será realizada entre 27 de outubro e 5 de novembro, com divulgação do resultado em 6 de novembro. O período para recurso dessa etapa será de 9 a 11 de novembro.
A seleção pelos Programas de Pós-Graduação (PPGs) ocorrerá em três rodadas. A primeira, referente à primeira opção indicada pelo candidato, será de 18 a 25 de novembro, com resultado preliminar em 27 de novembro. A segunda rodada está prevista para 9 a 15 de dezembro, e o resultado preliminar será divulgado em 17 de dezembro.
A terceira rodada, de ampla avaliação, será realizada de 11 a 18 de janeiro de 2027, com resultado preliminar em 20 de janeiro. Os selecionados nessa etapa deverão manifestar o aceite entre 26 de janeiro e 1º de fevereiro.
Após a identificação e a redistribuição das bolsas remanescentes, a homologação pelas pró-reitorias das instituições de ensino superior ocorrerá entre 25 de fevereiro e 3 de março. A publicação do resultado final está prevista até 15 de março de 2027. A matrícula e o início das atividades nos PPGs permanecem previstos para o primeiro ou segundo semestre de 2027.
Inscrições – O formulário eletrônico específico deve ser preenchido diretamente no sistema de inscrição da Capes. A retificação publicada modifica o item 6 (referente ao cronograma) e o subitem 10.1 (relativo ao prazo para submissão das candidaturas) do Edital Conjunto nº 23/2026.
Confira a relação completa dos PPGs participantes e a quantidade de bolsas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Capes
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Rede Federal inspira estudantes em palestras no Rio Grande do Sul
O Ministério da Educação (MEC) promoveu, por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), uma série de palestras realizadas entre os dias 28 de setembro a 2 de outubro em cinco campi do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Durante os eventos comemorativos aos 117 anos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o secretário da Sase, Gregório Grisa, reuniu estudantes e servidores dos campi Restinga, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Alvorada e Canoas para debater a história da educação profissional e a contribuição dos institutos federais para o desenvolvimento do país.
Durante a palestra “Contexto da Educação Profissional no Brasil”, Gregório Grisa destacou a presença da Rede Federal em todas as unidades da Federação e reforçou a importância dos institutos federais na oferta de educação pública, gratuita e de qualidade. Segundo ele, as instituições promovem uma formação humana integral por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, da educação básica até a pós-graduação.
“O ensino profissional e tecnológico está presente tanto na educação básica quanto na educação superior. Os institutos federais oferecem oportunidades de formação e transformação social para milhares de estudantes em todo o país”, afirmou.
As atividades também abriram espaço para que estudantes compartilhassem experiências sobre o impacto da instituição em suas trajetórias pessoais e acadêmicas. Foi o caso de Jasmine Padilha de Almeida, de 17 anos, estudante do curso técnico em meio ambiente integrado ao ensino médio no Campus Canoas.
Para a jovem, o acolhimento encontrado na instituição foi determinante para sua adaptação e seu desenvolvimento. “O que mais me impactou quando entrei aqui foi o acolhimento dos professores, servidores e colegas. É um ambiente muito receptivo, onde me sinto bem para estudar e permanecer durante todo o dia. Eu gosto muito de ficar aqui, por isso, inclusive, eu escolhi fazer a bolsa, porque aí eu posso trabalhar aqui, fazendo o que eu gosto”, relatou.
Além de assistir às aulas, Jasmine participa de atividades relativas à bolsa acadêmica e a práticas esportivas oferecidas pelo campus. A estudante já projeta os próximos passos de sua formação. Entre os planos para o futuro, estão o ingresso em uma universidade pública por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a possibilidade de atuar na área ambiental por concurso público.
Expansão – Durante os encontros, o secretário também apresentou os investimentos realizados pelo governo federal para fortalecer a Rede. Os recursos, segundo ele, estão sendo destinados à consolidação das unidades existentes e à melhoria da infraestrutura, com a construção e adequação de espaços como bibliotecas, refeitórios, quadras esportivas e laboratórios.
Grisa destacou ainda a ampliação da rede como parte da estratégia para ampliar oportunidades educacionais, especialmente em regiões com menor oferta de vagas.
“Queremos consolidar os institutos federais existentes, mas também ampliar o acesso para que mais jovens tenham a oportunidade de estudar nessas instituições e realizar seus projetos de vida”, afirmou.
Além da expansão física, o secretário da Sase destacou ações voltadas ao fortalecimento da assistência estudantil e da formação inicial e continuada de professores, consideradas estratégicas para garantir a permanência e o sucesso dos estudantes.
História da Rede Federal – A origem da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica remonta à data 23 de setembro de 1909, quando o então presidente Nilo Peçanha assinou o Decreto nº 7.566, criando 19 Escolas de Aprendizes Artífices. Essas instituições deram origem à atual rede de educação profissional e tecnológica do país.
A configuração contemporânea da Rede Federal foi instituída pela Lei nº 11.892/2008, que criou os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e consolidou um modelo de ensino voltado à formação técnica, científica e cidadã.
Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades distribuídas em todo o território nacional, oferecendo cursos técnicos, graduações, pós-graduações e programas voltados à educação de jovens e adultos (EJA), contribuindo para a inclusão social e o desenvolvimento regional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase)
Fonte: Ministério da Educação
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