CUIABÁ

COMEÇOU EM 2019

Aos 24 anos, filho do governador tem negócios acima de R$ 2,7 bilhões

A “mais antiga” das 36 empresas do rapaz foi criada apenas em fevereiro de 2019, ou seja, dois meses depois do pai chegar ao poder.

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Luis atua em vários setores, com os maiores destaques nos campos energético, construção civil e de mineração. 

O jovem mato-grossense, Luis Antônio Taveira Mendes, de apenas 24 anos de idade, é sócio de 36 empresas, que juntas acumulam o  capital social de R$ 2.738.651.390,54, segundo consulta feita nesta quarta-feira (8) no site transparencia.cc, que expõe dados e a situação de cnpjs pelo país.

O que mais chama atenção no crescimento meteórico e bilionário do rapaz, que é filho do atual governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), é que a “mais antiga” das 36 empresas foi criada apenas em fevereiro de 2019, ou seja, dois meses depois do pai chegar ao poder.

Ainda sobre as 36 empresas que estão sacudindo o mercado, 25 são do tipo matriz e 11 são filiais. Luiz investe em setores variados, mas as principais lucratividades tem encontrado no setor energético, construção civil e de mineração.

Seu negócio mais longevo é com a SANTO ANTONIO ENERGETICA SPE S/A e o mais recente é a SOLLO LOCAÇÃO LTDA. O “garoto de ouro” possui um total de 107 sócios nos mais variados investimentos que realiza.

Relacionamento com Governo

Muitas das empresas possuem algum tipo de relacionamento com o Governo do Estado, sobretudo no que se refere a emissão de licenças para exploração de áreas por parte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente – SEMA, conforme já noticiou o MINUTO MT. 

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Além de questões burocráticas, em 2021 chegou ser noticiado pela imprensa nacional, como o PORTAL TERRA, que o grupo empresarial a que Luiz faz parte abocanhou um contrato de mais de R$ 45 milhões com a gestão do pai. 

Trata-se da Zopone Engenharia e Construção, que foi contratada para a pavimentação de 44 quilômetros da rodovia MT-140. Os empresários à frente da empresa mantém duas sociedades com Luis.

Lobby valioso

Enquanto Luis trabalha e “assusta” o mercado pelo tanto de dinheiro que ganha, comparável talvez só com Neymar, pra citar alguém mais ou menos de sua idade, o pai defende abertamente setores de atuação do filho, inclusive de maneira polêmica.

Mendes, por exemplo, já defendeu abertamente a mineração em terras indígenas, ressaltando que “nós temos muitas riquezas”. O governador também é um entusiasta de hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas – PCHs. 

Recentemente, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT aprovou um projeto para impedir a exploração do Rio Cuiabá, atendendo apelos de ribeirinhos.

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O gestor estadual já sinalizou que não deve sancionar a medida, que visa proteger o meio ambiente do cartão postal e principal recurso natural da capital.

Histórico

Por meio da SOLLO CONSTRUÇÕES LTDA, uma das 36, Luis é sócio, desde 2019, da FM RODRIGUES e CIA LTDA no Consórcio LT NORTE. A FM fazia parte do grupo do Consórcio CUIABÁ LUZ, que venceu uma licitação milionária, de R$ 712 milhões, em 2016, junto a Prefeitura de Cuiabá, quando Mauro Mendes era prefeito da capital

Marcelo Souza de Camargo Rodrigues é o nome à frente da FM, que iria instalar junto ao CUIABÁ LUZ, segundo promessa do então prefeito Mauro Mendes, lâmpadas em LED por toda a cidade, semelhante ao que tem anunciado, mais recentemente, fazer por todo o estado, com um novo acordo do tipo.

Em  2017, logo após assumir seu primeiro mandato, o atual prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB), desfez o negócio, respaldado em parecer do Tribunal de Contas do Estado – TCE, por encontrar inconformidades no acordo, apontadas por um comitê de gestão da então Parceria Público-Privada (PPP).

 

 

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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