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Apoiadores de Pátio e Rezende espalham "fake news" sobre Thiago Silva

Deputado está licenciado desde maio e é atacado como se não tivesse votado no projeto do RGA dos servidores por estar simplesmente “ausente”

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Jovem político do MDB representa ameaça para Rezende, no núcleo evangélico, e nas camadas populares, para Pátio.

O MINUTO MT teve acesso a diversas publicações em grupos de WhatsApp, feitas por apoiadores do prefeito Zé do Pátio (PSB), de Rondonópolis, e do deputado estadual, Sebastião Rezende (UB) acusando o deputado estadual, Thiago Silva (MDB), de ter estado “ausente” em votação que arquivou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 1/2022, na semana passada, que visava garantir o pagamento de 4,19% da Revisão Geral Anual (RGA), de 2018, aos servidores públicos estaduais.

Embora a palavra ausente, se entendida do ponto literal, denote simplesmente a não presença física do parlamentar em plenário, dentro do processo legislativo isto não se aplica quando o deputado está licenciado, ou seja, que deixou o cargo para um suplente assumir com poder de voto. Silva deixou o mandato, temporariamente, desde o dia 16 de maio, por questões particulares, quando o Decreto Legislativo 1/2022 sequer estava pautado, dando espaço para o suplente Romoaldo Júnior (MDB), que votou pelo arquivamento.

O histórico de Thiago em plenário, aliás, sempre foi de proximidade com os servidores, como quando votou contra a Reforma da Previdência do funcionalismo mato-grossense, aprovada em 2020. A fake news, aliás, se confirma em uma arte repassada nas redes sociais e, inclusive, utilizada em alguns veículos de comunicação, onde surgem os favoráveis, contrários e ausentes na votação da matéria. Ocorre que na imagem aparecem 24 deputados, que se somados ao presidente do legislativo estadual, Eduardo Botelho (UB), que não está na figura e só vota em caso de empate, daria um número de 25, um a mais que a quantidade de deputados estaduais de Mato Grosso.

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O número de parlamentares na arte distribuída, se somado ao presidente Botelho, totaliza 25, um a mais que o regimental, confirmando que Thiago estava licenciado e não ausente

Aliados de Rezende tem focalizado em Thiago por entenderem que o jovem representa uma ameaça às pretensões de Sebastião no meio evangélico. Não se sabe, contudo, se os ataques, embora orquestrados, tenham partido de uma ordem expressa do político do União Brasil. O mesmo se aplica a Pátio, que possui uma legião de apoiadores que intriga quem participa de grupos de discussão política em Rondonópolis devido a assiduidade com que defendem o prefeito e atacam adversários.

A maioria dos adoradores de Pátio – que assim como os de Rezende enxerga seus redutos eleitorais populares ameaçados pela carreira crescente de Silva –  está sempre online, 24 horas por dia militando em favor do projeto político do gestor do PSB e a pergunta que fica é: como fazem pra sustentar suas famílias? A não ser que tenham dado um jeito de ganhar dinheiro sem fazer nada.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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