CUIABÁ

DIA 19

Bolsonaro agenda vinda a Cuiabá para falar com evangélicos

Bolsonaro foi o único pré-candidato à Presidência convidado para Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, que reunirá milhares.

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O presidente da República tenta manter provável apoio majoritário dentro do núcleo religioso, em relação a adversários

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), líder em várias pesquisas de intenção de voto junto ao eleitorado mato-grossense, participa na próxima semana da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, em Cuiabá.

A participação do mandatário nacional na maior convenção de pastores do Brasil foi divulgada pela revista  Crusoé. O evento acontece entre os dias 18 e 21. Segundo confirmou o MINUTO MT, na agenda oficial do presidente está marcado previamente sua vinda para o dia 19.

A Crusoé lembrou que Bolsonaro é o “único pré-candidato à Presidência convidado para o evento realizado a cada dois anos”. Bolsonaro deve falar para cerca de 15 mil religiosos reunidos no Grande Templo, sede das Assembleias de Deus do estado de Mato Grosso.

A expectativa é que cerca de 95 mil pastores assistan à convenção por videoconferência. Bolsonaro foi convidado pelo presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante.

O eleitorado evangélico é um nicho de votos que deve ser, mais uma vez, decisivo na escolha do novo presidente da República. Todos os candidatos sabem com detalhes isso, tanto é que Ciro Gomes (PDT) e até mesmo Lula (PT) têm se mexido no sentido de abrir caminhos com este público.

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Lula, aliás, fez falas recentes até de que tem “jeitão de pastor”, criticou abertamente a teoria da prosperidade, endossada por líderes como Valdomiro Santiago e Edir Macedo, declarados desafetos do petista, em busca de cativar líderes religiosos que se opõem ao dois citados.

O petista, contudo, cometeu um grave erro, recentemente, ao defender e até incentivar o aborto no Brasil. O tema é negado por unanimidade na comunidade evangélica.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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