CUIABÁ

PRAGMATISMO

Bolsonaro diz que vai apoiar Mauro: "nem tudo é como a gente gosta"

O presidente citou divergências, principalmente por conta da pandemia de Covid-19, mas que ambos selaram a paz

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O mandatário nacional deixou de lado as desavenças e anunciou que vai compor com o atual governador, que busca a reeleição. FOTO - Mayke Toscano | Secom

O presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou nesta sexta-feira (29), durante entrevista à rádio Metrópole FM, que irá apoiar as candidaturas à reeleição do governador Mauro Mendes (UB) e do senador Wellington Fagundes (PL).

O mandatário foi pragmático, sobretudo em relação a Mauro e disse que “nem tudo é como a gente gosta”, comparando alianças políticas com concessões de vontades individuais dentro de um matrimônio. Em relação a Fagundes, a aliança era óbvia, em virtude de serem correligionários.

O chefe do Palácio do Planalto, que esteve em Cuiabá na semana passada, afirmou que aparou as arestas que tinha com o comandante do Palácio Paiaguás. Bolsonaro afirmou que Mato Grosso é um estado importantíssimo para o Brasil e que a harmonia entre ele e Mauro Mendes interessa para todo mundo.

Ele revelou que os dois tiveram divergências, principalmente no período entre 2020 e 2021, agravado por conta da pandemia de Covid-19, mas que ambos selaram a paz. “Governador, a gente compõe, como fizemos com o Mauro Mendes. Nem tudo é como a gente quer ou gosta”, citou o mandatário, que reiterou o “cachimbo da paz”.

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“Havia algum atrito, o que é natural acontecer. Surgiu durante a pandemia. Estive há pouco tempo em Mato Grosso e conversei com o Mauro Mendes. Ele me acompanhou e falei pra tocarmos o barco juntos. Da minha parte, com o governador está tudo resolvido. Não tem atrito entre nós e estamos em paz. Estamos fechados e vamos tocar o barco. Comigo e com o governador está tudo 100%”, apontou.

O presidente, na verdade, ficou sem escolhas, já que a direita não se estruturou a ponto de lançar outro nome e ele foi praticamente obrigado a acompanhar o movimento de Wellington, que sempre buscou se abrigar ao lado de Mendes para o pleito de 2022.

Em relação a seu apoio para o Senado, Bolsonaro foi enfático e disse que não apoiará outro nome que não seja o de Wellington Fagundes. Ele afirmou que situação semelhante se dá no Rio de Janeiro, com a candidatura de Romário, também pelo PL.

Neri e PP

Com a afirmação, Bolsonaro deixa claro que não deve ficar neutro, como tentava articular o deputado federal Neri Geller (PP), que também deseja disputar o Senado e usava o aliado Ciro Nogueira (PP), líder nacional do seu partido e ministro do atual Governo Federal, para tentar frear o ímpeto do presidente “O caso de Mato Grosso a gente nem discute, sobre ter alguém melhor que o Wellington. Pra mim, ele é importantíssimo no Senado e tem votado com a gente em tudo e há um excelente entendimento entre nós. O partido está fechado e não entro nessa questão. Eu fui para o partido e conversei com o Valdemar. Ele tem seus compromissos e em alguns estados o eleitor fica chateado e pergunta porque algum nome específico é candidato ao Governo ou ao Senado. Aí tem o interesse nosso aqui em uma bancada de federal e Senado”, explicou Bolsonaro.

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Wellington é apontado como o senador de MT que menos vota com Bolsonaro

O site especializado no dia a dia do Congresso Nacional, Radar Congresso em Foco, cita números de Jayme e Favaro mais governistas

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Fagundes é pré-candidato ao Senado Federal com apoio de Bolsonaro

O site especializado no dia a dia do Congresso Nacional, Radar Congresso em Foco, analisou os votos dos parlamentares e suas consonâncias com as pautas defendidas pelo Governo Bolsonaro.

No Senado Federal, em relação a Mato Grosso, verificou-se uma saia justa. Wellington Fagundes (PL), do partido do presidente e mais do que provável candidato à reeleição com apoio de Bolsonaro, ficou em último lugar.

O parlamentar mais governista, segundo o site, é o senador Jayme Campos (UB). Apesar de ser crítico ao presidente Bolsonaro, Jayme votou com a gestão federal em 93% dos projetos apresentados.

Já Carlos Fávaro, outro que vive alfinetando Bolsonaro e que está no PSD, partido de oposição a Bolsonaro e que acena ao PT, votou “sim” em 91% das matérias governistas.

O “novo bolsonarista”, Wellington Fagundes (PL), surgiu com “apenas” 87%. O percentual é perigoso porque dá discurso para o principal adversário no futuro pleito, o deputado federal, Neri Geller (PP), que segundo o mesmo Congresso em Foco votou 95% com Bolsonaro.

Os apoiadores do presidente, inclusive, citam sempre o voto contrário de Wellington ao chamado decreto das armas, de Bolsonaro, que facilitou o acesso de brasileiros a ter um revólver em casa, por exemplo.

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Pesa ainda contra o discurso de “direita” de Fagundes seu histórico de apoio às eleições e reeleições de Lula e Dilma, ambos do PT. Apesar de tudo isso, Bolsonaro recentemente disse a um jornalista da capital que Wellington é o candidato do seu partido e terá seu apoio por ser o “melhor pra Mato Grosso”.

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