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Chefe do MPE/MT licita R$ 715 mil com "mimos" personalizados

O órgão, na gestão de José Antônio Borges, se destacou de maneira negativa pelos gastos públicos promovidos.

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O Ministério Publico de Mato Grosso já virou notícia nos últimos anos por gastar R$ 2,2 milhões com celulares a promotores e por implantar "auxílio-saúde" na pandemia. FOTO - Rogério Florentino/OD

O Ministério Público Estadual – MPE/MT, comandado pelo procurador José Antônio Borges, licitou o valor de R$ 715 mil para permitir a compra de “mimos” personalizados com a logo da instituição.

A vencedora do certame foi a empresa GALAXY BRINDES E SERVIÇOS EIRELI, com sede em Salvador, na Bahia. A informação consta no pregão eletrônico 001/2022, publicado no Diário Oficial do último dia 4 de março.

Entre o que fica autorizado para compras constam bonés, camisetas, mouse pad, patch, copos e canecas, tudo devidamente gravado com a logo do MPE para encorpar as “campanhas institucionais” da entidade.

Orçamento e polêmicas

A Lei Orçamentária Anual – LOA 2022, aprovada pelos deputados estaduais de Mato Grosso, em dezembro de 2021, definiu R$ 583 milhões como repasse para o Ministério Público Estadual (MPE) manter seus trabalhos no ano.

O órgão, na gestão de Borges, se destacou de maneira negativa pelos gastos públicos promovidos, como quando virou notícia nacional, em meio a pandemia, ao autorizar a compra de R$ 2,2 milhões em celulares.

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Os aparelhos, de última geração, inclusive iphones, foram destinados a promotores e procuradores de Justiça de Mato Grosso, todos muito bem remunerados (acima de R$ 30 mil de salário bruto), em comparação com a média da população.

Também foi Borges o responsável por deliberar sobre o famigerado “auxílio-saúde”, que consistia em R$ 1 mil todo mês para que os excelentíssimos promotores e outros servidores do MPE pudessem encorpar os cuidados contra o coronavírus.

Na prática jurídica, Borges foi enquadrado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por reiteradas críticas públicas em declarações depreciativas, tendenciosas e de cunho político contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, que tem seus atos acompanhados pela Procuradoria Geral da República – PGR.

A denúncia contra o procurador de Mato Grosso partiu do deputado federal, José Medeiros.

Novos cargos

Borges voltou a ser notícia no fim de 2021 ao se movimentar para criar mais 80 cargos comissionados vinculados diretamente a si. O salário estabelecido aos novos comandados foi de R$ 8,5 mil, gerando impacto mensal de R$ 680 mil aos cofres públicos, totalizando R$ 8,1 milhões todo ano, sem contar as despesas legais e trabalhistas.

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Outro lado

O Minuto MT tentou fazer contato com o procurador-geral ou sua assessoria, por meio do telefone (65) 3613-5100, para eventuais esclarecimentos sobre os gastos da instituição, em específico sobre os “mimos”, mas não obteve êxito. O espaço segue aberto.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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