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Em Brasília, governador ignora deputados em agendas e cria desconforto

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Ou o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), considera os senadores uma espécie de político mais relevante que os deputados federais, ou possui problemas pessoais com membros do parlamento mais numeroso do país e acaba os colocando acima dos interesses do estado que administra.

Em mais uma agenda na capital federal, desta vez com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, o gestor estadual só convidou os três senadores mato-grossenses para fazer parte da mesa e, novamente, ignorou os oito deputados.

Essa não seria a primeira vez que Mauro age desta maneira, já que em outra agenda recente, onde tratou sobre a BR-174, com o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, Mauro também lá só quis os três do alto parlamento e abriu mão da bancada que, constitucionalmente, representa diretamente o povo.

Segundo informações colhidas pelo MINUTO MT, o fato é que o governador, sempre que tem “compromissos” para assuntos institucionais, utiliza o mesmo espaço para agregar pautas de interesse pessoais e eleitoreiros.

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Dentro deste prisma, o governador não encontra resistência alguma dentro do grupo dos senadores, já que tanto Carlos Fávaro (PSB), quanto Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL) “dançam” no seu ritmo.

A pauta da BR-174, com o presidente, foi um pano de fundo para tentar, sem sucesso, criar algum tipo de afinidade com Bolsonaro e garantir seu apoio para a reeleição em 2022.

Com Nogueira, a situação é parecida. Apesar do ministro ser do mesmo partido do deputado federal, Neri Geller (PP), que ainda sonha em disputar o Senado pelo grupo situacionista, a ideia foi construir mais uma ponte para cair no colo do presidente.

Além de Neri, barrado por Eraí, que determinou que o “projeto Senado Federal é o de Fagundes” – que o terá na suplência – outros opositores que Mauro “não quer ver nem pintados de ouro” fazem parte do grupo de deputados.

É o caso, por exemplo, do jovem Emanuelzinho (PTB), filho do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), desafeto do governador. Inclui-se ainda a petista Rosa Neide (PT) e principalmente, José Medeiros (PODE), ferrenho crítico da gestão de Mauro e vice-líder de Bolsonaro.

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Independente das diferenças políticas, soa mais do que deselegante a postura do governador ao ignorar a representação popular que os oito deputados federais possuem.

O fato, todavia, não seria novo, já que Mauro Mendes, apesar de tentar implantar discursos diplomáticos, sempre teve o próprio ego à frente dos nobres cargos que conseguiu assumir.

 

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Números e cenário ameaçam diretamente reeleição de Bezerra

Com redutos consolidados, mas também com uma rejeição considerável, que empaca seu crescimento, o político de 80 anos terá de se reinventar

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Veterano tem, pelo menos, duas figuras relevantes na sua chapa vivendo momentos melhores que o seu. FOTO - Lislaine Anjos / RepórterMT

O veterano líder partidário, Carlos Bezerra (MDB), terá de tirar um “coelho da cartola” para seguir na representação de Mato Grosso na Câmara Federal. Números recentes do instituto Percent não foram animadores para o veterano.

A amostragem apontou o jovem Emanuelzinho (MDB), filho do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), com boas condições de ser o mais votado da chapa a federal da sigla. Ele surgiu com 6,1%.

Em segunda colocação entre os nomes da chapa, surgiu Juarez Costa, ex-prefeito de Sinop e também atual deputado federal, que marcou ameaçadores 3,2% na pesquisa.

Bezerra, que tentará o quinto mandato consecutivo, veio quase um ponto percentual abaixo, com 2,3%. Com redutos consolidados no estado, mas também com uma rejeição considerável, que empaca seu crescimento, o político de 80 anos terá de se reinventar.

Havia até a expectativa de que Bezerra pudesse “se beneficiar” de uma provável candidatura da ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, ao cargo de deputada ederal, pelo PL, o que enfraqueceria Juarez.

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Contudo, Martinelli recuou do projeto e pode acabar echando chapa com Fagundes, que busca reeleição ao Senado Federal. Internamente, apesar de todo o respeito que se prega, o MDB já admite que Emanuelzinho e Juarez são os favoritos da chapa.

A chance da sigla, ou qualquer outra, eleger três nomes dos oito possíveis para a Câmara Federal, neste pleito, em Mato Grosso, é praticamente descartada. Além de Bezerra, ainda surge com chances o atual suplente, Valtenir Pereira (MDB).

Os partidos terão de alcançar a soma aproximada dos 190 mil votos para garantir uma vaga direta e em torno de 150 mil na chamada sobra. A expectativa é que cinco ou, no máximo, seis partidos elejam representantes.

 

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