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EXCLUSIVO | Vídeo mostra detetive que perseguiu Aprá encontrando Ziad, aliado de Mendes

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Um vídeo que chegou com exclusividade, nesta sexta-feira (17), à redação do MINUTO MT, mostra o empresário Ziad Fares, dono da agência ZF Comunicação, de Cuiabá, recebendo em sua sede o detetive Ivancury Barbosa, quando o mesmo já executava uma perseguição contra o jornalista Alexandre Aprá.

A filmagem, segundo informações colhidas pela reportagem, teria sido feita no mesmo dia em que o espião instalou um rastreador no carro do jornalista. A missão inicial de Ivancury era a de armar um flagrante fajuto para vincular Aprá ao crime de tráfico de drogas ou de abuso sexual de menores, desmoralizando o comunicador.

Veja o flagra do momento em que o detetive entra na ZF Comunicação e logo em seguida conversa pessoalmente com Ziad, que fuma e mostra intimidade no relacionamento com o profissional da espionagem: 

Com histórico de acusações por pistolagem e falsidade ideológica, Ivancury assumiu que foi contratado para perseguir Aprá, autor de diversas denúncias sobre os desmandos do Governo do Estado, comandado por Mauro Mendes (DEM), nos últimos anos. O profissional da imprensa fugiu do estado, com medo de morrer.

Antes de ir embora, contudo, Aprá protocolou uma noticia-crime-PF junto à Polícia Federal – PF, no início do mês, onde apresentou vídeos e áudios, colhidos por uma pessoa que conseguiu infiltrar junto de Ivancury, no qual Ziad surge como aquele que se relaciona diretamente com o “detetive”, supostamente a mando do governador.

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Ziad é amigo de muitas décadas de Mauro e sobretudo da primeira-dama, Virgínia Mendes. Aprá, aliás, chegou a publicar em seu site, o “ISSO É NOTÍCIA”, sobre um anel “dourado e caríssimo”, que o empresário havia presenteado Virgínia.

Empresário tem relacionamento estreito com primeira-dama e família…

O jornalista colocou no ar a matéria lembrando o fato de que o “mimo” ter sido, coincidentemente, entregue pouco depois de Ziad vencer uma licitação milionária, no qual passou a ser incumbido de gerenciar os milhões de recursos públicos que o Governo do Estado despeja mensalmente na imprensa.

A Polícia Federal enviou o caso, com todo o seu conjunto de áudios e vídeos comprometedores, onde Mauro e Virgínia são citados claramente por Ivancury, para procedimento investigatório por parte do Ministério Público Estadual – MPE.

O caso já ganhou as páginas de diversos veículos de comunicação nacionais, como o Estadão, UOL, Folha de SP, Yahoo e Isto é, com diversos nomes respeitados do jornalismo brasileiro se solidarizando com o colega mato-grossense e cobrando ações imediatas das autoridades competentes, sobretudo em relação aos fortes indícios de ligação do governador e sua esposa com o caso.

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A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – Abraji inseriu Aprá em seu Programa de Proteção Legal e se juntou à Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, dentre outras entidades representativas do setor, como o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, para também fazer coro por um pedido de aprofundamento célere em relação a grave e embasada denuncia do jornalista.

Mauro Mendes e Virgínia já se manifestaram sobre o caso, por meio de suas assessorias pessoais, e negaram ao UOL qualquer envolvimento com a contratação do detetive e ressaltam que o que pesa contra ambos é “mentiroso e calunioso”, ressaltando que irão processar o jornalista.

Já Ziad, o homem que aparece no vídeo e em sua empresa recebendo Ivancury, o detetive que seria pistoleiro, afirma que “A acusação do jornalista é absurda, de cunho político e com objetivo de prejudicar a minha imagem e os meus negócios”.

Ao portal nacional de notícias, Ivancury confirmou abertamente que foi contratado e que perseguia sim Aprá, mas negou que os contratantes sejam Ziad, o governador e sua esposa. O espião, contudo, afirmou que “por ética profissional” não poderia revelar quem fechou negócio consigo.

Neste vídeo abaixo, onde o infiltrado de Aprá dialoga com Ivancury, o detetive cita a primeira-dama e chega a mostrar um contrato que celebrou com Ziad pelo serviço:

 

Jornalista do Yahoo se revolta nas redes sociais e quer responsabilização de Mauro Mendes…

 

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Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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