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Famoso por polêmicos gastos, procurador de MT detona Bolsonaro e voto impresso

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O Ministério Público Estadual repudiou, “de forma veemente e inarredável”, as manifestações recentes do presidente da República, Jair Bolsonaro, que insiste na pauta do voto impresso e coloca em suspeição a credibilidade da Justiça Eleitoral no Brasil.

O repúdio foi expressado em nota assinada nesta sexta-feira (6) pelo procurador-geral de Justiça, José Antonio Borges, homem colocado no comando do Ministério Público Estadual pelo atual governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM).

“Ao lançar dúvidas sobre a lisura e transparência do sistema eleitoral do País, aqueles que defendem o voto em cédula de papel demonstram total desrespeito com a Justiça Eleitoral brasileira, reconhecida como uma das mais avançadas e eficientes do mundo, adotada como referência por vários países”, diz a nota.

Conforme o MPE, os mais diversos estudos e investigações já provaram a segurança das urnas eletrônicas. “O discurso de que o voto eletrônico é inseguro e inconfiável não passa de aleivosia lançada com interesses nada republicanos”, diz.

O termo “cédula de papel”, utilizado pelo chefe do MPE, repete aquele usado pelo Datafolha para confundir entrevistados em uma suposta pesquisa para retratar a vontade popular sobre o assunto, dando a entender que a discussão atual sinaliza para um retrocesso as cédulas onde se marcava o candidato de preferência a caneta.

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Na verdade, o que o presidente da República defende é o seguimento das urnas eletrônicas, mas com um dispositivo anexo que imprima o voto do cidadão, que ao confirmar seu registro veria o papel, mas não teria acesso ao mesmo, que seria automaticamente depositado em uma urna para eventual auditoria.

O presidente do MPE de Mato Grosso, contudo, preferiu adotar o discurso distorcido e de desinformação daqueles que militam, sem muita causa definida, contra mais um mecanismo de transparência. Caso opte pelo argumento, que muitos usaram na Justiça Eleitoral, sobre os gastos agregados que trariam as impressões, José Antônio Borges teria que ser bem corajoso para tal defesa.

Foi ele quem virou notícia nacional, em meio a pandemia, ao autorizar gasto de mais de R$ 2 milhões para compra de celulares de última geração, inclusive iphones, a servidores do MPE. Também foi ele a deliberar sobre o famigerado “auxílio-saúde” de R$ 1 mil todo mês para que os promotores que ganham R$ 30 mil por mês, além de outros servidores, pudessem se cuidar melhor.

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O procurador, contudo, quase chegou nestes termos de justificação econômica ao dizer que “Neste momento político delicado que vive o país, em que nossos dirigentes deveriam voltar seus olhos ao enfrentamento da pandemia e à crise econômica que desemprega milhões de brasileiros e aprofunda as desigualdades sociais, o Ministério Público de Mato Grosso reafirma o compromisso com seu papel institucional de guardião do regime democrático, unindo-se às demais instituições na defesa da democracia e do respeito à nossa Constituição Cidadã”

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Números e cenário ameaçam diretamente reeleição de Bezerra

Com redutos consolidados, mas também com uma rejeição considerável, que empaca seu crescimento, o político de 80 anos terá de se reinventar

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Veterano tem, pelo menos, duas figuras relevantes na sua chapa vivendo momentos melhores que o seu. FOTO - Lislaine Anjos / RepórterMT

O veterano líder partidário, Carlos Bezerra (MDB), terá de tirar um “coelho da cartola” para seguir na representação de Mato Grosso na Câmara Federal. Números recentes do instituto Percent não foram animadores para o veterano.

A amostragem apontou o jovem Emanuelzinho (MDB), filho do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), com boas condições de ser o mais votado da chapa a federal da sigla. Ele surgiu com 6,1%.

Em segunda colocação entre os nomes da chapa, surgiu Juarez Costa, ex-prefeito de Sinop e também atual deputado federal, que marcou ameaçadores 3,2% na pesquisa.

Bezerra, que tentará o quinto mandato consecutivo, veio quase um ponto percentual abaixo, com 2,3%. Com redutos consolidados no estado, mas também com uma rejeição considerável, que empaca seu crescimento, o político de 80 anos terá de se reinventar.

Havia até a expectativa de que Bezerra pudesse “se beneficiar” de uma provável candidatura da ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, ao cargo de deputada ederal, pelo PL, o que enfraqueceria Juarez.

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Contudo, Martinelli recuou do projeto e pode acabar echando chapa com Fagundes, que busca reeleição ao Senado Federal. Internamente, apesar de todo o respeito que se prega, o MDB já admite que Emanuelzinho e Juarez são os favoritos da chapa.

A chance da sigla, ou qualquer outra, eleger três nomes dos oito possíveis para a Câmara Federal, neste pleito, em Mato Grosso, é praticamente descartada. Além de Bezerra, ainda surge com chances o atual suplente, Valtenir Pereira (MDB).

Os partidos terão de alcançar a soma aproximada dos 190 mil votos para garantir uma vaga direta e em torno de 150 mil na chamada sobra. A expectativa é que cinco ou, no máximo, seis partidos elejam representantes.

 

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