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Globo cita aliado de Mendes na chefia de tráfico internacional de drogas

A reportagem mostrou que a Polícia Federal encontrou dinheiro, diamantes, joias e outros itens de luxo com os investigados

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Borgatto, preso pela Polícia Federal, comandou pasta do atual Governo de 2019 até as últimas semanas. FOTO - Ednilson Aguiar/OLivre

A Operação Descobrimento, deflagrada na última terça-feira (19) pela Polícia Federal, foi destaque no Fantástico, da Rede Globo, exibido neste domingo (24). Em uma longa matéria, foram mostrados detalhes da organização criminosa que, com o tráfico de drogas, pretendia faturar R$ 3 milhões por viagem para a Europa.

O grupo tinha, entre outros integrantes, o ex-secretário de Estado de Ciências e Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci), Nilton Borgatto (PSD), que foi preso na ação policial e apontado nas investigações como responsável pela entrada da droga no Brasil, oriunda da Bolívia.

A reportagem mostrou que, durante a deflagração da operação, a Polícia Federal encontrou dinheiro, diamantes, joias, itens de luxo e até mesmo um tapete de pele de onça. Foi exibido um diálogo entre o ex-lobista e empresário Rowles Magalhães Pereira da Silva e a doleira Nelma Kodama, presa durante a Operação Lava Jato.

Na conversa, ambos discutem quanto ganhariam com cada envio de droga, com aproximadamente meia tonelada, embarcada nos aviões utilizados pela organização criminosa e que tinham como destino Portugal. O lucro era alto, na casa dos R$ 3 milhões a cada aterrisagem bem sucedida.

As investigações da Polícia Federal apontaram ainda, segundo a reportagem, que era o ex-secretário Nilton Borgatto, conhecido no grupo como Índio, que facilitava a entrada da cocaína em Mato Grosso, originada da Bolívia.

Ele foi parte do staff de Mauro Mendes (UB), de 2019 até o último mês de março, quando saiu unicamente por causa de uma pré-candidatura para deputado federal pelo PSD.

Temendo que a notícia afete o seu projeto de reeleição, o governador já fez discurso para dissociar tentar se blindar de qualquer crítica.

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A matéria revelou também que Rowles era um dos chefes da organização criminosa. Os principais sócios do ex-lobista eram Nelma Kodama, com quem ele tinha um relacionamento amoroso, e o funcionário público Ricardo Agostinho.

De acordo com a Polícia Federal, todos os presos tinham papéis de influência importantes na organização. Outra informação apontada na reportagem é a de que o grupo pretendia fazer três viagens por mês para a Europa, transportando drogas.

Para isso estavam negociando um contrato anual no valor aproximado de R$ 10 milhões com as empresas que operavam e alugavam os aviões.

A organização também aparentava não confiar muito nos próprios integrantes, tendo em vista que sempre um deles acabava ficando “sequestrado” provisoriamente, como forma de garantia da entrega da droga no destino.

OPERAÇÃO DESCOBRIMENTO

Borgatto foi um dos alvos da Operação Descobrimento, deflagrada para desbaratar um esquema de envio de drogas de Mato Grosso para Portugal e foi preso em um apartamento em Cuiabá. No local, a Polícia Federal apreendeu pedras de diamante e em sua residência em Glória D’Oeste, foram apreendidos dois veículos de luxo.

O ex-secretário de Mauro já foi prefeito de Glória D’Oeste, cidade que está localizada na faixa de fronteira com a Bolívia. Ao todo, a Operação Descobrimento cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco.

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Em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia portuguesa cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador (BA) para abastecimento.

Após apresentar problema em um dos três motores e ser inspecionado por equipes de mecânicos da empresa responspavel pela manutenção, foram encontrados cerca de 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave.

A droga era transportada no avião de uma empresa privada ligada ao lobista Rowles Magalhães Pereira da Silva, que ficou conhecido por denunciar um esquema de propinas nas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A partir da apreensão feita em Salvador, a Polícia Federal conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo).

A operação também resultou na prisão do ex-lobista do VLT, que foi detido em São Paulo. Na casa do empresário, em Cuiabá, a Polícia Federal apreendeu cédulas de dólar, euro, além de itens de luxo como bolsas e acessórios de marcas famosas, como Valentino, Prada, Louis Vuitton, Yves Saint Laurent e Chanel, além de relógios Rolex.

 

 

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Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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