KITS AGRÍCOLAS
Instituto vira alvo de processo da CGE após suspeita de fraude
Pronatur recebeu R$ 28 milhões em contrato investigado por suspeita de superfaturamento; diretor poderá responder com patrimônio pessoal
ESPIA AÍ
O Governo de Mato Grosso abriu um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) contra o Instituto de Natureza e Turismo (Pronatur), entidade que está no centro das investigações da Operação Suserano, que apura um suposto esquema de corrupção na execução de emendas parlamentares destinadas à agricultura familiar.
A portaria, publicada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) em conjunto com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) nesta terça-feira (09), também inclui no processo o então diretor-presidente da entidade, Wilker Weslley Arruda e Silva, apontado como um dos principais investigados no caso.
O objetivo é apurar possíveis atos lesivos à administração pública previstos na Lei Anticorrupção, incluindo suspeitas de fraude em licitações e manipulação de contratos públicos para obtenção de vantagens indevidas. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o Estado poderá aplicar a chamada desconsideração da personalidade jurídica, permitindo que eventuais multas e sanções atinjam diretamente o patrimônio pessoal do dirigente.
O Pronatur foi um dos alvos da Operação Suserano, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) em setembro de 2024. As investigações tiveram origem em auditorias da própria CGE, após o governo identificar indícios de irregularidades em contratos firmados pela Seaf.
Segundo a apuração, a entidade recebeu mais de R$ 28 milhões por meio de um termo de fomento sem licitação destinado à aquisição de kits para agricultura familiar. Relatórios apontaram sobrepreço que poderia chegar a 80% em relação aos valores praticados no mercado.
Na época, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 28 milhões, além do sequestro de imóveis e veículos. Também foram impostas medidas cautelares como entrega de passaportes, proibição de contato entre os envolvidos e impedimento de acesso às dependências da secretaria.
Durante a investigação, a polícia também apontou uma evolução patrimonial considerada incompatível com a condição financeira declarada pelo dirigente da entidade. Entre os bens identificados estavam veículos de luxo e imóveis avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão.
O processo administrativo instaurado agora pela CGE tramitará paralelamente às investigações criminais e poderá resultar na aplicação de sanções administrativas à entidade e aos seus dirigentes. Até o momento, os investigados não foram condenados e seguem com direito ao contraditório e à ampla defesa.
ESPIA AÍ
Descarte químico leva cidade de MT à situação de emergência
Município mobilizou órgãos públicos para conter danos ao córrego André e acelerar ações de recuperação ambiental
A situação de emergência decretada pela Prefeitura de Mirassol d’Oeste após o descarte irregular de dejetos químicos em um córrego do município foi reconhecida pelo Governo de Mato Grosso. A medida foi adotada depois que um derramamento de produtos químicos atingiu uma área localizada nos fundos da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), provocando impactos ambientais e riscos à saúde pública.
O decreto municipal foi assinado pelo prefeito Hector Alvares Bezerra no dia 17 de abril e tem validade de 180 dias. A administração municipal justificou a medida pela necessidade de ações imediatas para conter os danos causados ao córrego André, preservar a fauna e a flora da região e evitar prejuízos à população.
Apesar da gravidade do incidente, a Defesa Civil de Mirassol d’Oeste informou que o rompimento registrado na estação de tratamento não comprometeu o abastecimento de água da cidade. Segundo o órgão, o fornecimento de água tratada segue normal para todos os moradores.
Com a declaração de emergência, a prefeitura autorizou a mobilização de todos os órgãos municipais sob coordenação da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec). O município também poderá convocar voluntários, promover campanhas para arrecadação de recursos e adotar medidas excepcionais para acelerar a recuperação das áreas atingidas.
O decreto ainda concede poderes especiais aos agentes de defesa civil em situações de risco iminente, permitindo o ingresso em imóveis para prestação de socorro ou realização de evacuações, além do uso temporário de propriedades particulares quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.
Para dar maior agilidade à resposta ao desastre ambiental, a administração municipal também poderá contratar bens e serviços com dispensa de licitação, conforme prevê a legislação para situações de emergência, desde que as obras e ações sejam concluídas no prazo máximo de um ano.
Segundo a prefeitura, equipes seguem monitorando a situação e trabalhando para minimizar os impactos ambientais e restabelecer a normalidade na área afetada.
-
AGRO7 dias atrásTurismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais
-
POLÍTICA7 dias atrásSES confirma ataque hacker e aciona polícia para investigar
-
POLÍCIA6 dias atrásSeminarista investigado por ataques a padre é alvo de operação
-
POLÍCIA6 dias atrásMorador de MT é preso por stalking contra jovem de Goiás



