CUIABÁ

ESQUERDA X DIREITA

Jornalista bolsonarista toma cartaz de comunista preferido de Pátio

Marcelo Marreta se irritou com militância sem sentido de servidor em evento, quando deveria estar trabalhando no setor que é lotado

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Entrevero entre jornalista e o militante foi fotografado por outro profissional de imprensa que estava no local

O jornalista bolsonarista conhecido por Marcelo Marreta, do site Marreta Urgente, foi pra cima do servidor do Sanear, que atua no setor de comunicação da autarquia, Cleomar Pilar, e arrancou de suas mãos um cartaz onde o militante pedia “Fora Bolsonaro” e dizia que “Rondonópolis é Lula”.

Toda a confusão ocorreu durante a inauguração da W11, nova avenida de Rondonópolis, nesta sexta-feira (3), com presença do governador, Mauro Mendes (UB), e de diversas lideranças políticas do estado. A indignação de Marreta foi ainda maior porque tudo ocorreu durante horário de expediente, ou seja, momento em que o servidor, que não é uma autoridade pública e não chefia nenhum setor ligado ao evento, deveria estar trabalhando e justificando seus recebimentos.

Marcelo questionou Cleomar, que concorreu a vereador pelo Partido Comunista do Brasil -PCdoB e fez 273 votos, em 2020, sobre a situação e aproveitou um momento de aproximação para arrancar o cartaz da mão do militante esquerdista, que assim como o prefeito, Zé do Pátio (PSB), jura que existe uma pesquisa em que o petista venceria Bolsonaro dentro de Rondonópolis se a eleição fosse hoje.

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A presença do cartaz no evento, aliás, soou estranha, já que não era ali um evento de esquerda e sequer bolsonarista, que pudesse justificar o protesto. Apesar do governador e do senador, Wellington Fagundes (PL), por uma questão de conveniência eleitoral e partidária, estarem inclinados a fechar aliança com o atual presidente no pleito de outubro, nenhum dos dois é ativo defensor das pautas de direita.

Marcelo fez um desafio a Cleomar: que ele vá com o mesmo cartaz para Cuiabá, no próximo dia 18, onde uma legião de bolsonaristas deve recepcionar o presidente em meio a tradicional MARCHA PARA JESUS.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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