PROPAGANDA IRREGULAR
Justiça multa Janaína Riva por omitir sobrenomes de suplentes
TRE-MT considerou irregular propaganda que apresentava apenas “Danilo” e “Rafael” e determinou uso dos nomes de urna dos candidatos
ESPIA AÍ
A Justiça Eleitoral condenou a candidata ao Senado Janaína Riva e a coligação Coração da Gente ao pagamento solidário de multa de R$ 5 mil por irregularidade em inserções de propaganda eleitoral exibidas na televisão. As peças apresentavam os candidatos a suplente apenas pelos prenomes “Danilo” e “Rafael”, sem os sobrenomes utilizados por eles no registro eleitoral.
Na decisão, o juiz auxiliar da propaganda Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado entendeu que os prenomes isolados são genéricos e não permitem ao eleitor identificar de forma segura os integrantes da chapa. Com isso, confirmou a determinação para que Danilo Berndt Trento seja identificado como “Danilo Trento” e Rafael Yamada Torres como “Rafael Torres” nas peças questionadas.
A representação foi apresentada pela coligação Mato Grosso para Todos. O magistrado julgou a ação parcialmente procedente e fixou uma única multa de R$ 5 mil, no mínimo previsto pela legislação, a ser paga solidariamente por Janaína e pela coligação. A decisão rejeitou, porém, os pedidos para tornar obrigatória a indicação de “1º suplente” e “2º suplente” e para reconhecer irregularidades relacionadas ao tamanho e às cores dos nomes exibidos.
ESPIA AÍ
Medeiros assume piada, ironiza polêmica e não vai se desculpar
Candidato afirma que frase sobre “detergente e ET” foi tirada de contexto e usa repercussão para reafirmar alinhamento com Bolsonaro
O candidato ao Senado José Medeiros (PL) reagiu com humor à repercussão do áudio em que diz que seu eleitor “ora para alienígena e bebe detergente”. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele assumiu a autoria da frase, afirmou que se tratava de uma piada e aproveitou a polêmica para reafirmar sua identificação com o eleitorado bolsonarista.
“Nós bolsonaristas somos rotulados de beber detergente e rezar para E.T., mas fazemos mais que isso”, começou Medeiros. Na sequência, o candidato usou uma série de comparações para ironizar críticas dirigidas à direita e também fazer críticas a adversários políticos.
Medeiros reconheceu diretamente que fez o comentário que ganhou repercussão nos últimos dias, mas sustentou que o trecho divulgado foi editado e retirado do contexto da conversa.
“A pergunta que é preciso ser feita não é se eu disse ou se eu não disse. Eu disse e sou homem pra reconhecer, porque essa piada é antiga e muita gente já ouviu”, afirmou.
Em vez de fazer uma retratação, Medeiros disse que prefere que os eleitores avaliem sua trajetória e atuação política. Ele argumentou que o episódio não coloca em discussão sua honestidade e afirmou que costuma fazer piadas.
“Eu não vou nem pedir desculpa pelo que eu falei, porque se tem uma coisa que nós bolsonaristas também não fazemos é arregar”, declarou.
O candidato ainda ressaltou o apoio recebido de integrantes da família Bolsonaro e afirmou que adversários estariam explorando o episódio para prejudicar sua candidatura. No encerramento, manteve o tom de brincadeira ao voltar à referência ao detergente: “E sobre a frase, faltou o mais importante. O detergente que a gente bebe é Ypê”.
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