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Líder de Pátio mostra a diferença do aliado e do “puxa-saco”

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Eleito vereador em 2008, reeleito em 2012 – tendo por muito pouco não se tornado deputado estadual, em 2014 – seguindo a carreira como suplente de vereador a partir de 2016 (assumindo no meio do mandato com a ida de Thiago Silva (MBD) à ALMT), e, por fim, reeleito em 2020, o veterano, Reginaldo Santos (SD), atual líder do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), no parlamento municipal de Rondonópolis, vem mostrando como age um verdadeiro aliado.

Em vários projetos pontuais, enviados pelo prefeito ao legislativo, sobretudo na impopular ecotaxa, bem como em propostas de reajustes de planta de valores do IPTU, dentre outros temas polêmicos junto à população, Reginaldo não se escondeu e deu a cara a tapa para ser a voz que justificava a necessidade da aprovação dos textos, tanto para os colegas de parlamento como para a cidade, como um todo.

Antes mesmo de ser líder, na legislatura passada, quando Pátio teve secretários afastados e se via acuado com escândalos como o encaminhamento administrativo para a compra de mais de R$ 700 mil em papel higiênico, e outros absurdos sem licitação da pandemia, Reginaldo, que é servidor de carreira do Município há quase 30 anos, foi um dos fieis escudeiros a evitar até mesmo a cassação do gestor.

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O vereador, contudo, tem mostrado que não tem problema algum em ficar contra posicionamentos do Executivo Municipal, sobretudo os jurídicos, que entende estarem excedendo e prejudicando, inclusive politicamente, a imagem do prefeito.

Foi assim no fim do ano passado, quando Reginaldo foi um dos principais atores no amplo entendimento encaminhado junto ao gestor municipal para o rateio da sobra milionária do novo Fundeb, que Pátio resistia em entregar ao bolso dos trabalhadores da educação, amparado numa política de excessos de cuidado de sua procuradoria. Com muitas reuniões, quase todas elas com a presença de Reginaldo, Pátio se convenceu.

Desta vez, o prefeito, novamente, valendo-se por um entendimento contestável de seu secretário de gestão de pessoas, já se preparava até para nomear um provisório e chamar nova eleição no IMPRO – o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais, ignorando a vontade de 95% dos efetivos que deram aval para mais um mandato de Roberto Carlos de Carvalho.

Reginaldo, que foi o primeiro gestor e um dos criadores do IMPRO, apresentou-se, novamente, como um elo entre os servidores e o Executivo Municipal, prezando pelo entendimento e com foco na solução do problema, mas sem medo de se posicionar abertamente sobre o tema.

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No fim das contas, o prefeito acabou tendo de acatar a decisão do juiz da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Rondonópolis, Francisco Rogério Barros, que concedeu liminar para a posse de Roberto, mas o desgaste político poderia ter sido muito maior.

O vereador segurou a barra do prefeito junto aos servidores, enquanto foi uma importante ponte para a voz dos trabalhadores, aos quais se juntou clamando pelo nome de Roberto, no diálogo com o chefe do Executivo. No fim das contas, a “culpa”, como tradicionalmente preza Pátio, ficou nas costas do secretário, mas, desta vez, muito pela habilidade de Reginaldo.

Provavelmente, o atual líder do prefeito não é o vereador que mais bajule Pátio, mas o próprio prefeito sabe que tem como seu representante no parlamento alguém que dá resultado. Mesmo porque, por falta de puxa-saco o prefeito de Rondonópolis não morre.

Tem um batalhão deles que parece que tem tal conduta como trabalho diário, das seis da manhã até as 11 da noite, todo dia, em grupos do WhatsApp.

 

 

 

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Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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