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Luizinho Magalhães critica a PRF por fiscalizar e pede vista grossa

Vereador de Primavera do Leste fez discurso carregado de populismo e saiu em defesa de condutores ilegais enquadrados pela polícia

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Pré-candidato a deputado estadual defende abertamente a impunidade

Pré-candidato a deputado estadual, cargo que já ocupou no passado, o atual vereador por Primavera do Leste, Luizinho Magalhães (PP), mostrou, em discurso recente feito em plena tribuna livre, que o discurso populista segue na ponta de sua língua. O parlamentar simplesmente pediu, de maneira pública, que outros vereadores com influência na Polícia Rodoviária Federal – PRF possam intervir para que a corporação faça vista grossa na cidade.

Luizinho criticou abertamente a fiscalização feita no que chamou da “boca” da saída de comunidades rurais, como Vale Verde e Nova Poxoréu, onde produtores acessam a rodovia federal para se dirigir até a zona urbana da cidade. O vereador cobrou que os policiais parem de “multar o povo” e  fez um apelo para “não prender a motinha do cara”. Ele ainda ressaltou que não é contra a PRF fazer operações, mas clamou para que a polícia “deixe o povo trabalhar”, haja vista o tanto de “imposto” que já se paga nesse país.

A fala soou um tanto quanto incoerente, já que se a preocupação em cuidar do dinheiro do povo é tanta o vereador poderia lutar para diminuir os R$ 2,5 milhões que o legislativo da cidade gasta anualmente só com servidores comissionados, ou seja, cargos de confiança indicados pelos parlamentares, que por sua vez consomem pra lá de R$ 1,5 milhão só com salário, todo ano.

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Isso sem contar as diárias e passagens de avião, que só em 2021 custaram R$ 144 mil na Casa de Leis, segundo o Portal da Transparência, dentre outros relevantes gastos de manutenção e a famigerada “verba indenizatória – VI”, que cada um dos 15 vereadores tem direito mensalmente no valor máximo de até R$ 6.400,00.

Embora a VI seja facultativa, o próprio Luizinho faz questão de receber.

Veja a fala do vereador:

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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