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Mauro se irrita com acusação de que "governa pra ricos"

Apesar da tentativa de combater a acusação com o argumento da “redução do ICMS”, a arrecadação real e o ambiente político “desmentem” Mendes

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Gestor disse ser alvo de mera "frasezinha" de efeito

O governador Mauro Mendes (União Brasil) rechaçou as afirmações de que a gestão do governo estadual que comanda é voltada apenas para os mais ricos. Mais do que provável candidato à reeleição, ele afirmou que trata-se de mera “frazesinha de efeito”, criada por adversários políticos, mas que não se sustenta.

“Quem fala isso são pouquíssimos, porque os adversários sempre procuram um jeito de criticar. Isso é natural, mas esses poucos politicos que fazem isso estão inventando uma frasezinha de efeito e, como não acham jeito de criticar, apelam para isso”, ponderou Mauro, em entrevista recente.

O discurso de que o governo estaria apenas focado “em poucos”, esquecendo da população mais pobre, foi reforçado recentemente pelo próprio líder do MDB, o deputado federal, Carlos Bezerra (MDB), que disse priorizar um projeto “voltado ao social” para Mato Grosso, dando a entender que não via isso no atual. A aliança entre o partido e Mendes, porém, não está totalmente descartada.

Mauro se defende lembrando que “o governo reduziu o ICMS da energia elétrica” e de outros setores, como o de combustíveis. Todavia, números demonstram claramente que mais importante que a alíquota é o modelo de cobrança, no caso dos combustíveis.

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O Governo de Mato Grosso arrecadou, nos primeiros 100 dias de 2022, quase 80% a mais do que 2021, em relação a combustíveis, ultrapassando a faixa de R$ 800 milhões no caixa. A mudança do modelo, saindo de percentual do valor final para número fixo, na refinaria, foi medida aprovada no Congresso Nacional, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e extremamente criticada pelo governador de Mato Grosso.

 

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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