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Medeiros dá "escovada" e indica que Barbudo se vendeu a Mauro Mendes

Barbudo tem procurado a imprensa e tentado se pintar como um “obediente” aliado de Bolsonaro, esquecendo-se do episódio Bivar

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Medeiros indica que, apesar da fala do presidente, a quem segue apoiando, não deve pedir votos para Mauro Mendes.

O deputado federal, José Medeiros (PL), que não é conhecido por gostar de fugir das polêmicas, alfinetou o colega de parlamento e de partido, Nelson Barbudo (PL), que mesmo antes do anúncio do presidente, Jair Bolsonaro (PL), vivia na imprensa quase como um lobista público da “causa” Mauro Mendes (UB).

Diferentemente de Victório Galli (PTB), Gilberto Cattani (PL) e do próprio Medeiros (PL), que nunca se puseram empolgados com a ideia de compor com Mendes, Barbudo umedeceu os microfones por onde passou com tantos adjetivos que vinculava à gestão e à figura de Mauro Mendes.

Bolsonaro, nos últimos dias, afirmou que fechou com o atual governador, durante vinda recente ao estado, e assumiu um discurso de pragmatismo, afirmando que pediu para Medeiros ‘baixar a temperatura’, ou seja, diminuir as críticas sobre Mauro e decretou que estará no mesmo palanque do chefe do Executivo Estadual, mesmo com os problemas registrados na pandemia.

Os entreveros aos quais se referiu o presidente foram os episódios em que Mauro se juntou a governadores petistas do Piauí, Rio Grande do Norte, um comunista do Maranhão, João Dória, de São Paulo, dentre outros, para escrever cartinhas contra Bolsonaro, responsabilizando o presidente sobre as mortes na pandemia. Foi neste momento que Medeiros levantou a voz em defesa do presidente, ressaltando os bilhões de reais que chegaram ao estado.

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Segundo o presidente, contudo, o episódio foi superado e por interesses das duas partes e de Mato Grosso, como um todo, andarão juntos em 2022. A decisão objetiva do presidente, entretanto, foi a senha para Barbudo querer se construir como um “grande articulador”, sobretudo junto a Mauro, se pintando como o homem que “fez a ponte”.

Irritado com a postura narcisística de Nelson, que tenta recuperar prestígio com bolsonaristas após ficar do lado de Luciano Bivar, a quem chamou de “heroi” por ter dado espaço em seu partido, o PSL, para Bolsonaro disputar a Presidência, em 2018, tirando a sigla da condição de “nanica” para ter a maior bancada da Câmara Federal.

Ao ver o caricato deputado insistir com a narrativa na imprensa de que era o único “obediente” a Bolsonaro, Medeiros sinalizou que Barbudo teria se vendido a Mauro Mendes. “Caríssimo Nelson, já pedi por aqui, já pedi pessoalmente, entregue o que você eventualmente tenha vendido para o governador, mas me inclua fora do pacote, não lido muito bem com pressão”, cravou, indicando que, apesar da fala de Bolsonaro, não deve pedir votos para governador.

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Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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