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Mendes acerta Mauro Carvalho na suplência de Fagundes

O secretário já até saiu da pasta, nesta semana, descompatibilizando-se para preparar a candidatura, enaltecido pelo governador.

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Sonho de Mauro e "Maurinho" inclui um futuro onde os dois possam estar juntos no Senado Federal, a partir de 2027.

Além do interesse em impedir que um candidato bolsonarista nasça na cena política e ameace seu projeto de reeleição, o fechamento já concretizado entre o governador, Mauro Mendes (UB), e o senador, Wellington Fagundes (PL), aliança que começou a nascer ainda em novembro de 2021, conforme noticiou o MINUTO MT na época, inclui ainda no combo uma vaga na suplência da chapa do parlamentar para o atual secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o “Maurinho”, homem de confiança do atual chefe do Executivo Estadual.

O secretário já até saiu da pasta, nesta semana, descompatibilizando-se para preparar a candidatura, enaltecido por Mendes que afirmou que o amigo “ajudou a consertar Mato Grosso”, referindo-se, ao que parece, ao caixa do estado. Sobre isso, de fato, Carvalho e a atual gestão, como um todo, possuem números impressionantes, saindo de pouco mais de R$ 11 bilhões de arrecadação em 2019, primeiro ano da gestão, para saltar bem além dos 21 bilhões em 2021, número este conquistado por uma política intensa de aumento de impostos, mesmo em plena pandemia.

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Sobre as questões de futuro, sobretudo no tocante as eleições 2022, apesar da imprensa de Mato Grosso ter citado a possibilidade de Carvalho concorrer a outros cargos, o mesmo sabe que não possui musculatura eleitoral para tanto e não quer arriscar. O agora ex-secretário quer usar o momento privilegiado de ser o “amigo do governador” para emplacar mesmo uma suplência ao Senado Federal, apostando, quem sabe, numa vitória a curto prazo e numa eventual busca de Wellington pelo Governo do Estado, em 2026, abrindo caminho para sua subida ao mais nobre parlamento do país.

Se o horizonte brilhar como sonham os xarás, o plano é ver Mendes e Fagundes se reelegendo em 2022, com o governador saindo antes do fim do próximo mandato para a disputa do Senado Federal, daqui quatro anos. Neste mesmo pleito, Fagundes então conquistaria a chefia do Palácio Paiaguás e os dois Mauros poderiam pisar juntos no cobiçado tapete azul de Brasília, a partir de 2027.

“Bolsonaristas”

Tanto Wellington quanto Mauro sabem que não são os nomes dos sonhos de nenhum bolsonarista defensor das pautas do presidente, todavia, ambos necessitavam asfixiar qualquer projeto ao Senado ou ao Governo que nascesse com esse rótulo e com potencial de derrotá-los. Fagundes forçará, pela liderança partidária que tem, Bolsonaro a estar no mesmo palanque de alguém que o mandatário nacional nutre profundo desapreço, que é o atual governador do estado.

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O senador fez isso, como já bem se sabe, para frear o projeto do atual deputado federal, Neri Geller (PP), que se articulava com a força do AGRO dentro do grupo situacionista de Mato Grosso. Assim como fez em 2016, quando ganhou as eleições mais fora das urnas do que dentro delas, inviabilizando nomes que fatalmente lhe venceriam, Wellington tenta, mais uma vez, repetir a tática e tem tido sucesso, até agora.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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