CUIABÁ

TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

MPF pede 60 anos de prisão a ex-secretário de Mauro Mendes

Conforme a investigação, Borgato, que esteve no Governo de MT até março, facilitaria a entrada de cocaína da Bolívia em Mato Grosso

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Borgato é acusado de tráfico internacional de drogas em conjunto com o lobista Rowles Magalhães Pereira da Silva e a doleira Nelma Kodama. 

O Ministério Público Federal recomenda a condenação a 60 de prisão para Nilton Borgato, que comando a pasta de Ciência e Tecnologia do Governo Mauro Mendes (UB), até o fim do último mês de maio. A mesma sentença foi recomendada ao lobista Rowles Magalhães Pereira da Silva e a doleira Nelma Kodama. 

Os três integrariam uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, com destino em Portugal. A denúncia foi protocolada na última quarta-feira (18), na 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, e também pede o pagamento de R$ 139,5 milhões em danos coletivos.  

Todos foram presos na Operação Descobrimento, da Polícia Federal, em abril, como integrantes de uma organização criminosa que levava cocaína do Brasil para território europeu por meio de aviões. Os procuradores que assinam a denúncia afirmam que os investigados tinham o papel de comprar a droga e fretar voos.

Conforme a investigação, Borgato facilitaria a entrada de cocaína da Bolívia em Mato Grosso e o transporte até Jundiaí (SP). De lá, era levada para Salvador (BA) de onde partiria para Portugal. “À época dos fatos [2021], os denunciados [Ricardo Agostinho e Rowles Magalhães] exerciam funções típicas de proprietário da empresa de fretamento Omni Aviação e Tecnologia S.A”, diz trecho da denúncia. 

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Nilton Borgato e Nelma Kodama são citados pelos procuradores como “os responsáveis pela intermediação entre fornecedores da droga e os transportadores e o contato deles com os destinatários da droga na Europa”. A operação da Polícia Federal se baseia na investigação sobre a origem e o destino de mais de meia tonelada de cocaína apreendida no aeroporto de Salvador, escondida na fuselagem de um jato, em fevereiro de 2021.

O esquema passaria por reuniões entre Borgato e Rowles em hotéis em Cuiabá, na mesma época em Nilton exercia o cargo de secretário. Desesperado, em virtude do caso ter sido evidenciado em ano que busca a reeleição, o governador, Mauro Mendes (UB), já tratou de vir a público e dizer que não tem nada com o caso, ressaltando que é um problema pessoal do aparente ex-aliado.

Nelma Kodama, doleira conhecida no Brasil por envolvimento na investigação da Lava Jato, foi presa em Portugal pela mesma autorização judicial, no dia 19 de abril.  Além deles foram presas outras seis pessoas, todas denunciadas pelo Ministério Público Federal – Ricardo Agostinho, Cláudio Rocha Júnior, Marcelo Mendonça de Lemos (Gordo), Marcelo Lucena da Silva, Marcos Paulo Barbosa Lopes (Papito) e Fernando de Souza Honorato. 

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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