CUIABÁ

AMANSOU

Na frente de Bolsonaro, governador baixa crista e fala como aliado

Mendes sugeriu que seja injusto qualquer tipo de comparação da gestão atual com a de Lula (PT), em virtude dos contextos totalmente diferentes

Publicados

ESPIA AÍ

Governador comentou que se o PT tivesse no Poder, durante a pandemia, provavelmente o país estivesse bem pior

Após ridicularizar o presidente, Jair Bolsonaro (PL), por fazer novos questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas e pedir para que o presidente cuide de sua reeleição e deixe Mato Grosso resolver suas questões políticas, o governador, Mauro Mendes (UNIÃO BRASIL), surgiu bem mais manso, nesta quarta-feira (3), em Brasília.

Em encontro com Bolsonaro, Mauro reiterou o apoio à continuidade do presidente, que segundo pesquisas tem apoio majoritário do eleitorado mato-grossense, no cargo. O encontro foi articulado pelo senador, Wellington Fagundes (PL), e reuniu ainda um grupo de lideranças políticas, como prefeitos, empresariais e do Agro do estado no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente.

No discurso de aproximadamente 10 minutos, Mendes relembrou uma reunião que teve com o presidente do PL nacional, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, em Brasília, em março deste ano, quando fechou o acordo.

“E o senhor [Bolsonaro] pode ter certeza que honraremos esse compromisso, e estaremos durante as próximas semanas defendendo aquilo que eu e grande parte da população de Mato Grosso acreditamos”, afirmou Mendes, referindo-se ao período da campanha eleitoral.

Leia Também:  Mauro é apontado com um "aliado" que esconde Bolsonaro

Discurso de aliado

Diferentemente do que fez durante toda a pandemia, quando se juntou a governadores petistas para atacar o presidente, Mauro agora ponderou que Bolsonaro enfrentou em sua gestão um caos econômico e sanitário, em decorrência do surto de Covid-19.

Mendes sugeriu que seja injusto qualquer tipo de comparação da gestão atual com a Lula (PT), visto que o principal adversário de Bolsonaro pegou um cenário mundial de pujança econômica.

“Vivemos nos últimos quatro anos nessepPaís e planeta talvez a maior crise que a humanidade conheceu nos últimos séculos. Não havíamos enfrentado nos últimos 100 anos uma pandemia na dimensão e velocidade e reflexos sociais e saúde como vivenciamos nos últimos três anos (…) Se compararmos com outro período, que também será debatido, […] o início dos anos 2000, o planeta vivenciou a maior janela de crescimento experimentada nos últimos anos da economia mundial. Aí, tudo parecia fácil. Tudo que se fazia dava certo”, completou.

Mendes ainda elogiou o enfrentamento de Bolsonaro à pandemia e disse que se Lula estivesse comandando o país no período crítico o cenário “provavelmente” estaria pior. “Como seria se olhássemos esse momento com aquelas pessoas (petistas)? Eu tenho certeza que o resultado seria muito diferente e provavelmente muito pior”, afirmou.

Leia Também:  Bezerra pede humildade e alerta perigo do "já ganhou" de Mauro

Palanque “sem definição”

Apesar de cravar a aliança com Bolsonaro, Mauro ainda não confirmou se o senador, Wellington Fagundes (PL), do partido de Bolsonaro, terá apoio único de sua chapa. A vontade do governador é abrir seu palanque para a médica, Natasha Slhessarenko, do PSB de Max Russi, que deve indicar o vice de Lula (PT), Geraldo Alckmin.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPIA AÍ

Mauro é apontado com um “aliado” que esconde Bolsonaro

Mauro tentou explicar a questão à imprensa nacional e, em outras palavras, disse que entende a página como dele

Publicados

em

Governador apostou no pragmatismo para não correr riscos sendo adversário de Bolsonaro

“A rede é pessoal e não tenho focado em falar de política partidária, mas ainda assim temos postagens com o presidente. Nossa campanha será baseada nos resultados da gestão e nas boas perspectivas de presente e futuro. Nosso apoio ao presidente é inegável e está sendo manifestado respeitosamente de diversas formas”, afirmou.

Em grupos bolsonaristas, muita gente questionou quais seriam as formas “respeitosas” que o governador estaria procedendo para ajudar o presidente em algo. Nas últimas semanas, aliás, Mauro fez exatamente ao contrário, ao ridicularizar o questionamento de Bolsonaro sobre a eficácia plena das urnas eletrônicas. 

Leia Também:  Mauro declara ter perdido R$ 4 milhões em bens como governador

O governador de Mato Grosso chegou dizer em entrevista que não se sente adversário de nenhum candidato a presidente e disse até que não via problemas se o petista Lula vencesse o pleito. 

Em outra oportunidade, quando forçava um inexplicável “palanque aberto” ao Senado Federal, Mauro não gostou do nariz torcido de Bolsonaro à proposta e sugeriu que o mandatário nacional focasse em cuidar da sua própria reeleição.     

Recentemente, o deputado federal, José Medeiros (PL), vice-líder de Bolsonaro no Congresso Nacional, comparou Mendes ao ex-governador de São Paulo, João Dória (PSDB), e previu o governador abandonando a aliança com o presidente tão logo se beneficie de sua força eleitoral.

Na avaliação de Medeiros, Mauro só se juntou ao PL para neutralizar o nascimento de um projeto ao Governo do Estado que nascesse realmente bolsonarista e viesse a ameaçar sua reeleição.

“Passou a pandemia inteira acusando o presidente, ao lado de governadores do PT. Enquanto isso o presidente despejava bilhões de reais em Mato Grosso”, comentou Medeiros.

Leia Também:  Mauro é apontado com um "aliado" que esconde Bolsonaro
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA