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SEM DÓ

Para salvar Pátio, secretário de gestão

Fernando, que atuava na Coder, vem dando um verdadeiro show de habilidade e coragem pra “cortar tudo que for preciso”

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Setor da saúde foi o principal alvo da reestruturação de cargos promovida por Fernando Becker

O secretário de Gestão de Pessoas do Município de Rondonópolis, Fernando Becker, advogado por formação, vem conseguindo desenrolar novelos tidos, até pouco tempo, como “sem solução”, dentro dos recursos humanos municipais.

Fernando, que atuava na Coder, vem dando um verdadeiro show de habilidade e coragem pra “cortar tudo que for preciso” e assim deixar a casa em ordem. A austeridade, entretanto,  já tem incomodado sensivelmente outros gestores de pasta, que já começam a se irritar com a competência em demasia do rapaz.

Até mesmo o verdadeiro “balaio de gato” que são as terceirizadas do Município foi problema encarado por Becker, que começou a colocar, administrativamente, tudo em sua devida prateleira. Com isso, o rapaz  tem adquirido o respeito até de quem torce o nariz para seus “não” e “sim”, ambos sempre devidamente amparados tecnicamente.

O pulso firme, aliás, segundo quem acompanha o dia a dia das repartições públicas de Rondonópolis é uma necessidade gritante, já que alguns servidores de livres nomeação do prefeito Zé do Pátio (PSB), literalmente, só querem saber de festa.

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As chamadas confraternizações começaram a ganhar uma rotina tão repetitiva que passou a irritar aqueles que queriam trabalhar. A “mansidão”, no sentido folgado da palavra, era tanta que alguns chegam até a postar os eventos festivos nas redes sociais, sem qualquer pudor sobre o horário e o expediente em curso.

As perturbadoras confraternizações ocorriam ainda com mais frequência no setor da saúde, onde um ex-secretário e a atual comandante parecem não ter qualquer compromisso com horários de servidores.

Aliás, a atual comandante da pasta é conhecida por ter sérias dificuldades de cumprir horário, o que lhe faz ficar sem muita condição de cobrar mais ativamente seus subordinados.

Em relação ao inchaço da máquina e de gente ganhando salário sem retornar à população com serviço,  um verdadeiro “facão” foi passado na Secretaria de Saúde nos últimos dias. A bagunça escrachada gerou uma exoneração em massa em atos publicados no Diário Oficial do mês de abril.

Caíram ocupantes dos mais variados cargos, passando de médicos a cargos de quarto escalão. É bem verdade que bagunça, sobretudo no setor da saúde, não é marca única da atual gestão, mas também é bem verdade que piorou neste ano.

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Empresa escolhida para BRT de Mauro Mendes foi alvo da Lava Jato

O governador foi até a imprensa e demonizou a obra do VLT, dizendo que o projeto é “filho da corrupção”, mas queimou a língua no BRT

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Ao todo, a obra da troca de modal está estimada em R$ 468 milhões, mas especialistas preveem aditivos futuros.

Após decisão do Tribunal de Contas da União – TCU, suspendendo a troca do modal VLT pelo BRT, em Cuiabá e Várzea Grande, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), não conseguiu se segurar e tem demonstrado na imprensa que, por algum motivo ainda não identificado, o investimento é uma verdadeira “causa” para sua gestão e que não medirá esforços para efetivá-lo.

O descontrole foi tanto que o gestor foi para os microfones dos jornalistas e chamou o cuidado do TCU com o dinheiro do povo mato-grossense de “presepada” e tentou confundir a opinião pública ao dizer que o VLT, que já tem mais da metade do seu projeto executado com mais de R$ 1,2 bilhão gasto é “filho da corrupção”. Todavia, o edital do BRT, que só atraiu uma única empresa, foi abocanhado por um grupo que foi alvo da Operação “Lava Jato”.

O Consórcio Construtor BRT Cuiabá assumiu o serviço ofertado pelo Governo de Mato Grosso por R$ 468 milhões. O grupo é liderado pela empresa Nova Engevix Engenharia e Projetos S/A, que foi alvo da Operação Lava Jato e teve R$ 300 milhões bloqueados pela Justiça Federal em 2020, sob acusação de desvio de recursos em obras da Petrobrás.

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Além da Nova Engevix, o Consórcio é formado pelas empresas Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda. A contratação foi realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), na qual a empresa vencedora será responsável pela elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia, de desapropriação, obtenção de licenças, outorgas, aprovações e execução das obras de implantação do corredor do BRT

O consórcio apresentou proposta de R$ 468.031.500,00, o que representou um desconto de 2,59% em relação ao valor de referência da obra, que era de R$ 480.500.531,82. Técnicos e outros especialistas no setor de mobilidade urbana, todavia, projetam um gasto muito maior e preveem que a gestão estadual, mais do que provavelmente, tenha de aditivar o contrato no futuro, isso se conseguir desenrolar o nó com o TCU.

No valor da obra também estão inclusas as construções de 46 estações, de um terminal na região do Coxipó e outro no CPA, e a reconstrução do Terminal André Maggi, em Várzea Grande. Será construído ainda um viaduto para passagem do BRT na rotatória das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio, uma nova ponte sobre o Rio Coxipó, a criação de um parque linear na Avenida do CPA, a requalificação do Largo do Rosário e demais adequações no trânsito.

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Para liberar o BRT, Mauro Mendes achou viável quitar um financiamento total de R$ 560 milhões com a Caixa Econômica, relativo ao VLT, que como já havia sido citado, consumiu R$ 1,2 bilhão e já possui, há anos, até mesmo os vagões na estação, aguardando liberação para entrar em funcionamento, além dos trilhos instalados na maior parte do traçado da região metropolitana.

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